Queen em 1977
Foto: Wikimedia Commons
 

Em recente entrevista para o The Times, Brian May, guitarrista do Queen, falou sobre o estado de saúde e a forma como Freddie Mercury encarou a AIDS em seus últimos dias de vida.

“O que ele fez foi botar tudo para funcionar do jeito que sempre foi, que era como ele queria,” lembra May. Ele disse: “Olha, eu não quero que nada mude. Nós só vamos fazer o que nós sempre fizemos, e vai ficar tudo bem.”

Certamente, os dias perto do fim foram fabulosos, cheios de risada e alegria. Freddie estava foda, como sempre foi. ele foi incrivelmente realista a respeito de tudo. nada de autopiedade.

Ignorando seu estado de saúde e todas as dores que sentia, Freddie queria continuar trabalhando durante os últimos que teve junto com a banda, num estúdio em Montreux, na Suíça.

Brian May relembra alguns dos últimos momentos:

Ele queria que a gente escrevesse uma balada, então eu rapidamente rascunhei alguma coisa no estúdio e ele gostou. Ele me disse ‘Me dá umas palavras’. Era uma questão de rabiscar algumas linhas e ele mandou umas vodkas pra dentro – ele mal conseguia ficar de pé a essa altura do campeonato. ‘Meu bem, vamos lá’. Aí, ele se levantou e cantou aquelas linhas. A gente não conseguiu chegar no final. Eu terminei o último verso, entreguei pra ele e ele me disse, ‘Ah, querido, eu não estou me sentindo muito bem, então a gente volta a gravar daqui a uns dias, tá bom? A gente nunca voltou a gravar.

May finalizou a música depois que Mercury morreu. A canção se chama “Mother Love” e, nas palavras de May, “é uma tentativa nossa de olhar para vida e de como ela se soma, para reconciliar o fim com o começo, mesmo que a gente não quisesse necessariamente dizer isso”.

     
 
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