Foto: Divulgação
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Vocês já imaginaram uma apresentação do Baiana System com a Orquestra Sinfônica da Bahia?

Provavelmente não. Mas essa curiosa reunião aconteceu no último dia 2, na Concha Acústica do Teatro Castro Alves, quando a explosão de sonoridades do grupo de Russo Passapusso encontrou a suavidade da filarmônica regida pelo maestro Carlos Prazeres.

E a data não poderia ser mais especial, era Dia da Independência da Bahia. “Sentimos a força disso. Tínhamos tocado em 7 de janeiro na independência de Itaparica, mergulhado na sua importância, a presença dos caboclos, que já haviam passado por ‘Capim-Guiné’, e a vontade de juntar esses pontos da história”, aponta o Baiana.

As reuniões tiveram início lá atrás, em Setembro de 2016, quando ninguém sabia ao certo o que esperar do projeto: “Começamos a ter encontros ainda sem saber direito o caminho que estávamos trilhando, com o Maestro Ubiratan Marques, que começava a desvendar para nós o universo sinfônico, seus motivos melódicos, suas pontes, seus caminhos, tudo isso aliado à aura da orquestra Afrosinfônica”.

Mais tarde, vieram as primeiras imersões e a etapa de isolamento criativo, até cruzarem o caminho do maestro Carlos. “Nesse caminho de sons e estrada, algumas vezes encontramos o maestro Carlos Prazeres, que já vinha revolucionando a Orquestra Sinfônica da Bahia com apresentações ousadas, trazendo um público cada vez maior e com a missão de popularizar a música de concerto. Algumas vezes ele falou da vontade de juntar OSBA e BaianaSystem, vislumbrando a potência desse encontro”, afirma a banda.

O grupo, responsável por hits como “Lucro (Descomprimindo)” e “Duas Cidades”, também cita a parceria com mais um maestro: Letieres Leite. “Além disso, se colocou a possibilidade de trazermos para esse encontro um outro maestro igualmente revolucionário, decisivo para a música produzida na Bahia nos últimos 12 anos e sempre muito próximo de nós, que é Letieres Leite. Entendemos que de alguma forma teríamos ali a representação mais clássica de uma orquestra tradicional, se movendo para uma comunicação cada vez mais direta com o público, a força revolucionária da Rumpilezz e a poesia e herança da Afrosinfônica”, lembra a banda.

Segundo o Baiana System, a atmosfera desses encontros possibilitou um processo enriquecedor e transcendental. “No primeiro dia de ensaio já sentimos a magia. Foi muito mais fácil do que parecia. Não era um ensaio, era uma experiência. Real e transcendente. Cada execução dos arranjos era vibrada, sentida e aquilo criou um significado muito maior que um show. O concerto da independência foi para nós um divisor de águas, onde pudemos ver a música reger a essência do que estávamos fazendo em cada momento”, completa a banda.