China
Foto: Pamella Gachido
 

Uma obra artística está sempre submetida a contextos da vida do artista. Tais contextos dependem da localização e do momento que ele vive. Em meio a essa salada de referências externas, chega-se (ou tenta-se chegar) a uma conclusão sobre o assunto que será abordado e sobre a estética que será seguida.

Situado bem no meio do furacão político-social que é o Brasil de 2019, o cantor, compositor e apresentador pernambucano China lançou seu mais novo álbum solo. Manual de Sobrevivência para Dias Mortos, como o nome sugere, dá dicas para sobreviver em meio a tempos nebulosos e confusos. Trata-se de seu quarto álbum solo, todos lançados após a passagem do cantor pelo ótimo grupo de hardcore Sheik Tosado.

Com produção de Yuri Queiroga, o disco está recheado de participações especiais que bebem das mais diversas fontes, como as de Bell Puã e de Andreas Kisser (Sepultura). A riqueza do material se confirma também com letras que nos colocam para pensar de uma forma direta sobre os problemas do Brasil ao mesmo tempo que remetem a outras referências, que vão desde Nação Zumbi até a Declaração dos Direitos Humanos. É, na verdade, o discurso de muita gente, dito através da voz de China.

O disco terá shows de lançamento nos próximos dias 24 e 25 de Julho (quarta e quinta). As apresentações vão acontecer no Sesc 24 de Maio, em São Paulo. Vai perder essa?

 

“Todo dia estamos tomando tapa na cara, então por que não fazer desse disco um tapa também?”

Entrevistamos China sobre o novo lançamento e sobre suas referências na composição. O processo do nascimento de Manual de Sobrevivência Para Dias Mortos levou o cantor a uma grande imersão, especialmente em termos de leituras e estudos.

O resultado, como o cantor explica melhor abaixo, se mostrou cheio de referências e, ao mesmo tempo, defende um conceito mais “duro”, ao contar com uma capa simples e ao não investir em lançamentos de singles, por exemplo.

Confira abaixo:

TMDQA!: É o primeiro álbum desde 2014, quando você lançou Telemática. Eu sinto que o MSDM tem uma pegada mais pesada no geral, tanto esteticamente quanto nas letras. É claro que tem referências ao Brasil de hoje em dia e a tudo que vem acontecendo. Como as composições foram surgindo? O que te levou a falar sobre isso?

China: Eu vejo o compositor muito como um cronista da realidade. A gente vai observando o que está acontecendo no mundo e vai transformando aquilo em palavras nas músicas. Na verdade, o discurso desse disco não é um discurso só meu. É um discurso meu, seu, de um monte de gente… De todo mundo que está sofrendo por conta desse Brasil de agora, desse governo de agora. São momentos realmente tristes. Não sei se você já parou para pensar, mas a gente só fala sobre desgraça nos últimos tempos. Já percebeu isso? Você sai com os seus amigos para tomar uma cerveja e em algum momento a gente está falando sobre política, sobre algum corte que aconteceu… É muito difícil ouvir isso tudo e não colocar isso em palavras.

TMDQA!: Há quanto tempo dura esse processo?

China: Eu venho maturando esse disco desde 2017, quando começamos a compor. O disco todo tem um conceito só, que gira em torno da palavra “sobreviver”. Conversando com o Yuri Queiroga, que é o produtor do disco, ele me convenceu a fazer um disco sobre um tema só. Comecei a ler várias coisas e cheguei à palavra “sobrevivência”. O disco se desdobra sobre ela. O que acontece é que vamos sobrevivendo. É também o nosso esquema enquanto artistas independentes. No geral, é uma cena em que vamos sobrevivendo. A gente não desiste porque a gente é marrento pra caralho (risos). É aquilo do “sou brasileiro e não desisto nunca”. Tudo isso está dentro desse aspecto da sobrevivência diária. Acordamos todo dia com uma bomba no colo.

TMDQA!: Uma coisa perceptível é que é um álbum direto, sem enrolações. Muitos álbuns recentes têm a proposta de nos fazer pensar sobre ou de criticar aspectos sociais e políticos, mas poucos usam termos tão diretos. Em “Fascismo Tupinambá”, por exemplo, você critica a figura do “cidadão de bem” que é exaltada pelo atual presidente. O que te motivou a seguir uma linha tão direta de discurso?

China: A cada álbum que eu lanço, tento aprimorar isso de fazer um disco mais direto nas canções, para que qualquer pessoa consiga entender, desde a pessoa mais nova até a mais velha. É óbvio que vamos escolhendo as palavras certas para isso. Não é algo jogado, mas eu percebi que as composições acabavam ficando muito rebuscadas. Eu estava sempre procurando um sinônimo mais cabeçudo para alguma coisa. Aí comecei a perceber que todo dia estamos tomando tapa na cara, então por que não fazer desse disco um tapa também? A gente vive em um momento em que não existe mais o fato poético da coisa. Tinha que ser um disco direto, com o mais fácil entendimento possível.

A melhor analogia que eu posso fazer disso é quando a minha mãe me acordava para ir para a aula. Ela me dava uma porrada gritando “Acorda, porra!” (risos). Essa música mesmo que você citou, “Fascismo Tupinambá”, é inspirada na Declaração dos Direitos Humanos. Sempre as primeiras frases são algum tópico do documento. E embaixo coloquei como se fosse o pensamento do “cidadão de bem” de hoje em dia. Ela faz essa quebra de frases. O título é tirado de “Memórias do Cárcere”, de Graciliano Ramos, de quando ele já falava sobre o fascismo brasileiro. E isso nos anos 30 ou 40, a época dos integralistas e tal. E o discurso é muito parecido. O que eu tenho sentido em geral, vendo o Brasil de hoje, é que a gente repete os mesmos erros de 70 anos atrás. O grande lance do disco, no final das contas, é um alerta de “bicho, estude história, entenda”.

 

“A elite detesta quando a periferia se destaca”

TMDQA!: Temos visto uma cena crescente com as possibilidades da internet. A quantidade de discursos que estão surgindo mostram lados diferentes da sociedade, que em muitos casos foram ignorados durante a maior parte da nossa história. É uma galera que antes não tinha voz, mas que agora está conseguindo falar e impactar pessoas com suas obras. Não tínhamos isso, pelo menos não com a divulgação que temos hoje, em períodos anteriores da nossa história. Você enxerga o cenário atual com bons olhos? Acha que a arte de hoje consegue transmitir sua mensagem de forma melhor?

China: Em 64, por exemplo, isso seria impossível. Eram ou jornais ou rádios os meios de propagação de artistas, e depois do golpe, nem isso o pessoal tinha. Hoje a gente tem o mundo inteiro na nossa mão. Eu falo direto para os meus filhos que você só fica burro se você quiser, porque com a quantidade de informação que você tem… É só correr atrás! Isso, para a cena musical brasileira, foi um grande ganho. Se você parar para pensar, os últimos artistas que bombaram dentro dessa música brasileira que fica meio à margem do comércio musical, são artistas independentes muito fodas, como Emicida e Tulipa Ruiz. São artistas que vêm de uma cena independente super bem estruturada. Ainda tem a questão do ouvinte. Eu fiquei bastante feliz com a quantidade de pessoas que estão compartilhando o disco e falando sobre ele. Se não fosse a internet, dificilmente o disco chegaria a esse público todo.

TMDQA!: Assim o seu discurso chega a mais pessoas. Muitas vezes, pessoas encontram o seu álbum porque estava procurando algo com uma mensagem semelhante.

China: E pensa: eu sou coroa, bicho. Comecei na fita demo. Era muito difícil chegar lançamento do Sudeste lá, muito mais em Pernambuco. Às vezes era o pai de alguém que trazia. O Planet Hemp, por exemplo, eu fui escutar porque o pai do amigo de não-sei-quem trouxe. Aí ia todo mundo com uma fita cassete lá para copiar o disco. Juntava uma galera para ouvir o disco. Era uma outra forma de ouvir música. Por conta dessa demora e distância, esse conteúdo acabava ficando restrito a um nicho. Hoje, é muito mais fácil descobrir coisa nova. É muito legal esse esquema de hoje. Prova que não necessariamente um artista precisa estar com uma gravadora grande para chegar às pessoas.

TMDQA!: Por falar dessa nova cena, vemos que o artista, nesse contexto, tem o papel fundamental de afirmar não só a própria existência, mas também a existência de quem compra seu discurso.

China: Vou te dar um exemplo. Fazendo transmissão pelo Multishow, no Rock in Rio, depois de ver a apresentação de Johnny Hooker, eu comentei que o show dele foi lindo. Durante o show, foi exibido no telão que o Brasil é o país que mais mata LGBTs. Aquilo me bateu com muita força. Talvez na infância, eu fosse esse moleque que tirava sarro com o amigo gay da escola. E que bom que eu aprendi e percebi que fui um babaca de ter feito isso em algum momento. E aí você vê que uma palavra conseguiu bater em várias pessoas. Se um cara do seu lado já mudou o pensamento, dá para perceber que estamos unindo as forças. Para mim, a música representa isso.

TMDQA!: Ao mesmo tempo em que a coisa está desandando, existe um lado fazendo a sua parte, e a arte tem um poder muito transformador nesse sentido. É o que você mesmo falou, de abrir a cabeça de um ouvinte para se reconhecer em seu discurso. Pode ser que alguém vire para você no futuro, meio que reconhecendo que existe um outro lado nessa história.

China: Esse momento ainda não rolou. Pelo contrário, só rolou hater me xingando. Eu só respondo a mesma frase: “Os fascistas se identificaram bastante. Tá dando muito certo” (risos). Eu concordo contigo. A arte tem um poder muito transformador no ouvido da gente. Sem querer a gente percebe essas coisas. Eu me lembro que quando ouvi Chico Science e a Nação Zumbi pela primeira vez. Imagina, o cara dizendo que Recife é uma das piores cidades do mundo. Eu era um moleque e pensava “nossa, será que é isso mesmo?’ Fui pesquisar e percebi que era verdade, e passei a me questionar o que poderíamos fazer para melhorar isso.

TMDQA!: Os melhores movimentos surgem assim: de baixo, com a prática de ideias de um grupo pequeno.

China: É massa, isso. E é justamente o encontro da periferia com o centro. Eu vejo no Rio agora o pessoal querendo criminalizar o funk, o que é uma coisa absurda. Tentaram fazer isso com a capoeira, com o samba… A elite detesta quando a periferia se destaca. Ao mesmo tempo, está todo mundo rebolando a bunda na pista de dança. É um preconceito completamente desnecessário. Se a gente alia todo o poder que temos na periferia, são muitas as pessoas fodas que não têm espaço.

 

Do hardcore à antropofagia

TMDQA!: É como se a temática do álbum puxasse para uma estética mais pesada. Como você enxerga isso? Quais foram as suas principais influências para a sonoridade antropofágica do MSDM?

China: Acredito que o Manual de Sobrevivência para Dias Mortos me ajudou a chegar em um momento em que eu consigo identificar meu caminho. Não tem como eu deixar para trás essa herança punk e hardcore que eu tenho do Sheik Tosado, mas eu aliei isso a coisas que fui aprendendo. O disco tem um pouco disso tudo.

Na verdade, neste disco, eu voltei a referências que eu tinha parado de ouvir durante um tempo. Uma delas foi Iggy Pop & The Stooges, com essa coisa dos riffs de guitarra, por exemplo. Me inspirei muito também no caminho da soul music, na sacada de fazer a voz passear por uma base fixa. Em termos de som, também há muito do manguebeat, do frevo e de mais coisas da minhas raízes. Acho que nesse disco esses objetivos foram bem assertivos.

Eu acho que um grande outro lance desse disco é a parada dos livros. Acho que eu nunca busquei tanta referência para fazer um disco. Esse disco vai desde a “Teoria da Evolução”, de Charles Darwin, de onde peguei a palavra “sobreviver”, até outros nomes como Marshall McLuhan e Graciliano Ramos. Dentre todos, um livro que foi essencial foi o “Brasil: Uma Biografia”, das autoras Heloisa Maria Murgel Starling e Lilia Schwarcz. É uma Bíblia quase, que fala sobre a história do nosso país desde os índios até 2013, quando rolam aquelas manifestações.

TMDQA!: O álbum também traz várias participações que somam muito ao conteúdo. Tem Nilsinho Amarante, Andreas Kisser, seu próprio filho Matheus Câmara (Mamba Negra) e mais agregando ao instrumental. Enquanto isso, tem a poesia da Bell Puã no fim de “Moinhos de Tempo” e as participações de Natália Matos e Uyara Torrente (A Banda Mais Bonita da Cidade), que trazem mais profundidade ao álbum. Por que chamou estes artistas?

China: Vou te falar que foi uma grande realização ter toda essa galera no meu disco. Para começar, Neilton e Andreas Kisser, que são dois guitarristas que admiro muito. Eu brinco com eles dizendo que nunca chamei eles para gravar comigo porque eu nunca tive uma canção à altura, mas dessa vez tive. O Andreas tocando guitarra em meio a um frevo lavou minha alma. Já o Matheus contribuiu muito para essa sonoridade eletrônica que o disco tem.

Tem as meninas também. A Bell Puã é pernambucana e integra o Slam das Minas. Eu a conheci através de um vídeo em que ela recitou um poema muito pesado. Eu estava procurando alguém para preencher esse espaço da música, e percebi que seria ótimo gravar com ela. Pedi para ela escrever a parte que ela fosse cantar e, ela veio com um poema muito absurdo. É uma porrada, um dedo na ferida jogando sal em cima. Tem também a Uyara, que é uma amigona de anos. Tem tempo que queria chamar ela para uma parceria, e senti que “Pó de Estrela” era a música perfeita. Ela tem uma coisa de intérprete, e o quanto ela se dedica e se emociona com a canção é algo bonito de se ver. Natália Matos eu não conhecia. Fui apresentada ao trabalho dela pelo próprio Yuri. O som dela é muito foda porque ela foge um pouco da estética da música paraense, trazendo algo muito mais pop, além de ser uma cantora de primeira. Você se sente um merda perto dela, porque ela canta muito bem. Eu queria que o refrão de “Mareação” tivesse uma voz feminina.

Tem a questão da representatividade, de ter as minas juntas, de compormos juntos. A gente tem mulheres incríveis na música brasileira, e eu quero mais é estar perto dessa galera que tem um discurso forte. O que elas falam faz com que nós, homens, paremos para pensar. Quando elas levantam a voz, nós refletimos sobre a sociedade em que vivemos. A ideia é que seja tudo mais igualitário. Se queremos um país melhor, ele precisa ser melhor para todos.

TMDQA!: Desde a era do Sheik Tosado, como você enxerga a sua evolução e desenvolvimento como músico até o dia de hoje?

China: Eu acho que a gente está na Terra para evoluir a cada dia. Eu faço isso não só na minha vida artística como na pessoal também. Eu aprendo um pouco a cada dia que passa. Eu acho que, como músico, um cara de estúdio e de palco, você evolui bastante, porque você adquire mais experiência. Você deixa de ser aquele cara que está ali começando e não sabia direito o que dizer ou onde botar o pé. O tempo passando faz com que você amadureça. A partir do momento em que ganho a minha vida como músico, eu tenho que tentar ser o melhor possível. Todos os dias eu estou dentro do estúdio, ou lendo, ou conhecendo um som novo.

Respiro música 24hrs por dia. Acho que daí que vem esse crescimento musical: de estar aberto para tudo. Quando comecei no hardcore, existia muito do preconceito de que “só isso presta” e tal, mas depois a gente percebe que não é assim. Um lance legal que eu fiz nesses meus 20 anos de carreira foi ter abaixado a guarda e aberto meus ouvidos para tudo que diz respeito á música. Talvez por isso eu tenha evoluído um pouco como artista.

TMDQA!: Isso que você comentou condiz com a característica antropofágica de seu álbum. Ele bebe não apenas de vários estilos musicais, mais também de vários tipos de discurso. Ficou algo consistente e, ao mesmo tempo, muito colorido. Isso além de ser um álbum direito.

China: Foi uma mistura muito boa. Você pega uma menina do pop paraense, com a mina que dá a voz a “Oração”… São coisas que nunca imaginei. Hoje isso é uma realidade para mim e isso é muito foda. O disco junta tudo isso. A voz que está lá é minha, mas o discurso é de muita gente, de grande parte da população brasileira. No meio de “Moinhos de Tempo”, tem uma citação a “Quando a Maré Encher”: ”Esperança, fé em Deus, ilusão”. É uma música dos anos 90 que reflete muito os dias de hoje. Então, o disco é essa mistura de um monte de gente bacana.

“Foi tudo feito para incomodar mesmo”

TMDQA!: Como você enxerga o seu próprio álbum, em termos estéticos e pessoais?

China: Eu adoro disco pequeno, tá ligado? Gosto de discos de 10 faixas mais ou menos, que quando acabam, a gente fica com vontade de dar o play de novo. Meus discos são pequenos, no geral. Desta vez, quando terminamos de escutar as onze canções, bateu um arrepio. Brincamos que é o “disco do exílio”, porque se der merda a gente vai ter que cair fora (risos). Não sabemos se vai dar merda ainda, mas o disco já está aí. E acho massa que esse disco tem chegado em tantas pessoas e gerado tanta identificação. Como artista, eu fico muito feliz de conseguir um disco tão consistente que fale tanta coisa que reverbera nas pessoas também.

Ele é direto em tudo. A capa, por exemplo, é uma luz de casa normal. Não teve uma preparação de ter luzes e câmeras super profissionais. A ideia foi ser essa coisa dura mesmo. O encarte do CD vem apenas com o que precisa. Não tem foto dentro nem nada assim, só as letras das músicas. O papel que a gente usou no encarte é o papel que era usado em repartições públicas nos anos 70. A gente pegou todas as letras e bateu na máquina de escrever para parecer esses documentos mesmo, da época em que as músicas eram censuradas. Foi tudo feito para incomodar mesmo. Não tinha como ser de outro jeito.

TMDQA!: Interessante você ter pensado nisso. Estamos em uma época onde o som é totalmente associado à imagem.

China: Eu tento correr um pouco desse rolê, na verdade. O disco não tem single, por exemplo. Se é um disco que fala de um mesmo tema, para mim atrapalharia o raciocínio do ouvinte soltar um single. Conversei muito com a galera do selo, mas decidi que queria que fosse uma porrada só. Eu não preciso estar adequado ao mercado e posso fazer isso de outra forma. Para mim, é muito mais importante que essa mensagem seja digerida nessas onze faixas do que me alinhar ao mercado para conseguir ter faixa em alguma playlist. Estou de boa com isso aí.

TMDQA!: Além da divulgação do disco, quais são seus planos futuros?

China: Este ano eu lanço o Mini Joia, que é um projeto que tenho com meu filho de músicas eletrônicas para criança. Estou produzindo uma banda de Minas chamada Cidade Fantasma, que é uma banda mais pesadona bem legal. Além disso, é claro, quero fazer bastante show. Agora vem o outro impacto que é um impacto do show. Se a galera está curtindo o disco, tenho que trabalhar bastante para deixar o show à altura. Já estamos ensaiando bastante para levar ao público um espetáculo foda.

Sinto que depois desse disco preciso dar uma respirada (risos). Não quero enlouquecer para cumprir metas do mercado. Quando você tem pouco tempo, você acaba perdendo essa parada do amadurecimento do álbum recém-lançado. Quero trabalhar muito no MSDM e, do jeito que anda a nossa política, ainda tem muito pano para a manga (risos).

   
 
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