Lucifer
Foto: John P. Fleenor/Netflix
 

Lá se foi a primeira metade de 2019. Nesses primeiros seis meses do ano, aconteceram incontáveis estreias na TV, entre programas inéditos, esperadas continuações de temporadas anteriores e até a salvação de séries já condenadas ao cancelamento.

Nada mais justo, então, que reunir as melhores produções do ano em uma lista. Quem sabe, isso pode economizar alguns minutos na hora de escolher o que assistir.

Sex Education

A Netflix apresentou essa produção meio despretensiosa logo no comecinho do ano. Com uma trama adolescente, Sex Education surpreendeu por abordar temas sexuais com um público mais jovem de forma madura, inclusiva e realista. 

Disponível na Netflix.

Game of Thrones 

Pode até não ter agradado muita gente, mas a última temporada de Game of Thrones foi o grande evento do primeiro semestre no mundo do entretenimento. Por seis semanas, a internet respirou GoT e, talvez pela expectativa muito grande, o resultado ficou bem abaixo do esperado. Fim melancólico, definitivamente.

Disponível no HBO Go.

Boneca Russa

O plot é super manjado: uma mulher está presa em um loop temporal no qual ela sempre morre e acorda novamente no dia do seu aniversário. Mesmo assim, a comédia é muito boa ao tratar das descobertas da protagonista com um humor cínico e, às vezes, embaraçoso. Além disso, tem Amy Poehler como criadora e Natasha Lyonne como protagonista e uma das roteiristas. Baita motivos para assistir.

Disponível na Netflix.

Billions

A quarta temporada da série apenas mostra como a produção tem talento para se manter em alto nível. Para fugir da mesmice no roteiro, alguns dos protagonistas têm que enfrentar situações até contraditórias ao que “pregavam” nos anos anteriores, como um inesperado romance do bilionário Axe. E qualquer nota seria insuficiente para o trio principal: Paul Giamati, Maggie Siff e Damien Lewis.

Disponível na Netflix.

The Act

A história de The Act é bizarra em todos os sentidos, mas fica ainda pior quando lembramos que ela é real! É aquela na qual Patricia Arquette interpreta Dee Dee Blanchard, mulher que cuidava dos vários problemas de saúde da filha, Gypsy, com direito a cirurgias e tratamentos invasivos. O problema é que Gypsy era perfeitamente saudável e teve que matar a própria mãe para fugir desse cárcere. 

A série foi transmitida nos EUA pelo serviço de streaming Hulu.

The Umbrella Academy

A adaptação dos quadrinhos de Gerard Way e Gabriel Bá se deu muito bem no seu primeiro ano. A história disruptiva sobre super-heróis agradou bastante exatamente por não cair nos clichês de filmes de herói, seguindo à risca a pegada das HQs e focando nos dilemas pessoais de cada personagem.

Disponível na Netflix.

Lucifer

A quarta temporada de Lucifer marcou a salvação da série, que foi para a Netflix depois de cancelada pela Fox. Ainda bem que todo esse esforço não foi em vão: a temporada manteve o nível dos anos anteriores, até melhorando alguns aspectos por não estar mais presa às amarras da TV aberta.

Disponível na Netflix.

Fleabag

Phoebe Waller-Bridge se consolida como uma das grandes criadoras na TV norte-americana. Na segunda temporada de Fleabag, ela retorna como a protagonista dos rápidos e excelentes episódios sobre assuntos delicados na vida de uma mulher contemporânea, como relacionamentos, mudanças no próprio corpo e conflitos profissionais.

Disponível no Amazon Prime Video.

Sob Pressão

Representante brazuca da lista, Sob Pressão é uma das grandes atrações da TV aberta na atualidade. O tema da série também é ousado: retrata a vida de profissionais de saúde em uma área dominada por milicianos, no Rio de Janeiro. Vale muito a pena ver como o audiovisual brasileiro tem amadurecido.

A produção está na terceira temporada e é exibida pela Globo.

True Detective

É para glorificar de pé! True Detective voltou a ser “aquela” série que adoramos na primeira temporada. O segundo ano foi bem mais fraco, mas Mahershala Ali segurou a bronca e já podemos respirar aliviados. Desta vez, o protagonista é um investigador que é assombrado por um crime não solucionado em três momentos diferentes da sua vida.

Disponível na HBO Go.

Good Omens

Olha o Neil Gaiman dando as caras de novo. A adaptação do livro homônimo dele e de Terry Pratchett acompanha o anjo Aziraphale (Michael Sheen) e o demônio Crowley (David Tennant), que lutam para encontrar o Anticristo e evitar que o apocalipse aconteça. Premissa simples, texto maravilhoso e atuações dignas de uma das melhores séries do ano inteiro, e não apenas do primeiro semestre.

Disponível no Amazon Prime Video.

Love, Death & Robots

A antologia de animação foi uma grata surpresa. Episódios com histórias próprias e totalmente independentes, durações variáveis, estilos de animação que transitavam do anime até o 3D super-realista… tudo é muito legal em Love, Death & Robots. Não é épica, não é genial, mas é extremamente divertida e eficaz, tanto no quesito entretenimento quanto nas reflexões que propõe.

Disponível na Netflix.

Olhos Que Condenam

Ava DuVernay novamente apresenta uma obra inquietantemente precisa. Desta vez, ela conta a história de um grupo de garotos negros que foram injustamente presos por um crime que não cometeram em 1989. São apenas quatro episódios, mas a série consegue ser forte, provocativa, socialmente consciente e ainda delicada, com o tato necessário para lidar com uma história real.

Disponível na Netflix.

Dark

A segunda temporada da série original alemã da Netflix se manteve em um padrão altíssimo. A trama sobre viagem no tempo dá um nó na cabeça dos espectadores, mas é feita de uma forma tão bem amarrada que não incomoda. Pelo contrário: a vontade é devorar a série para descobrir o que, de fato, está acontecendo ali.

Disponível na Netflix e confirmada para uma terceira e última temporada.

Chernobyl

A HBO veio com o pé na porta ao contar a história do acidente nuclear de Chernobyl. O realismo da minissérie foi tamanho que impressiona ao compararmos os takes da ficção com as imagens reais da época. As próprias explicações sobre a física envolvendo as causas da tragédia são cuidadosamente trabalhadas, tanto que, às vezes, parece que estamos assistindo a um documentário. Curtinha, precisa e impactante. Certamente uma das melhores séries já feitas pela HBO.

Disponível no HBO Go.