Adam Lambert com o Queen em 2012
Foto com o Queen via Shutterstock
 

Brian May, guitarrista do Queen, conversou com a revista Guitar World e por lá falou a respeito de diversos assuntos.

O músico que tem aparecido bastante desde que o filme Bohemian Rhapsody explodiu no mundo todo, foi desde os seus equipamentos até, é claro, a aclamada obra que fala sobre a história da banda e de Freddie Mercury, saudoso vocalista que nos deixou cedo demais:

Quem poderia prever [que o filme iria tão bem]? Nós achamos que ele faria sucesso com os fãs, mas não imaginamos que ele seria tão bem recebido. As pessoas assistem ao filme cinco ou seis vezes. Elas cantam junto e choram. Eu conheci pessoas na Ásia que viram o filme 30 vezes. É extraordinário. Não poderíamos estar mais felizes.

Ele também respondeu a críticas de pessoas que reclamam pelo fato do filme não seguir uma ordem cronológica:

Não estávamos fazendo um documentário. Não era pra ser tipo ‘Isso aconteceu, depois isso aconteceu.’ Foi uma tentativa de entrar no mundo de Freddie Mercury e retratar a sua vida pessoal – sua vontade, sua paixão, seus medos e fraquezas. Além disso, queríamos retratar o seu relacionamento conosco como uma família, que era uma parte do que o fazia funcionar. E eu acho que Freddie teria amado o filme, porque é uma boa e honesta representação dele como pessoa.

Adam Lambert e Freddie Mercury

Por falar em Freddie Mercury, o guitarrista Brian May comentou a respeito do ex-vocalista do Queen e o atual, Adam Lambert.

Primeiro ele foi questionado a respeito de Paul Rodgers, vocalista da banda entre 2004 e 2009, e inclusive citou a América do Sul ao falar sobre por que as coisas não funcionaram corretamente:

Ficou difícil à medida em que o tempo foi passando. Nós tocávamos na América do Sul, onde as pessoas não conheciam as músicas dele [com o Bad Company], então tocávamos mais músicas do Queen. Paul lidava bem com isso, mas eu acho que foi difícil para ele abandonar muito do seu material. Nós gostamos daquilo como uma experiência, mas um experimento tem seus… limites. Eventualmente, pensamos, ‘Provavelmente já foi o mais longe que poderia. Paul precisa voltar à sua própria carreira.’ Porque ele não poderia mais continuar sendo o frontman do Queen. Em um acordo mútuo, pensamos, ‘Acabou’.

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Já sobre Adam Lambert, que entrou em 2011 e é o vocalista do Queen até hoje, Brian May tem uma opinião diferente:

Agora, com Adam, a história é completamente diferente porque Adam pode fazer todas as coisas que Freddie fazia e ainda mais. Não importa o que você joga para o Adam – ele consegue fazer. Ele consegue cantar ‘Good Old-Fashioned Lover Boy’, que nós nem sonharíamos de tocar com o Paul Rodgers porque não iria funcionar. Com Adam, é diferente. Ele nasceu como um exibicionista. Ele não é Freddie e nem está tentando imitá-lo, mas tem um conjunto de equipamentos paralelo. Ele sabe como lidar com a plateia. Ele provoca o público naturalmente, sem nem pensar nisso. Ele adora se vestir de diversas formas diferentes. Apesar de Paul ter se vestido um pouco para nós. Nós colocamos muitas lantejoulas nele (risos).