Forró RED Light/Divulgação
Forró RED Light/Divulgação
 

Formado pelos músicos Geninho Nacanoa e Ramiro Galas, o Forró RED Light será uma das atrações da segunda edição do Queremos! Festival, que será realizada em 15 de Junho, novamente na Marina da Glória, no Rio de Janeiro.

No line-up do evento, também estão artistas de peso da música brasileira como Gal Costa e Criolo, além de nomes de destaque da cena atual como Baco Exu do Blues, Duda Beat e Carne Doce. Ainda há ingressos disponíveis pra o festival.

Para você conhecer melhor o Forró RED Light, que está na estrada desde 2015, entrevistamos os caras e o resultado da conversa você pode conferir a seguir. P.S.: depois já procura por eles nas redes para acompanhar o trabalho.

TMDQA!: Como vocês enxergam sua participação na segunda edição do Queremos Festival!? Como foi o processo para estar no line-up do evento?

Forró RED Light: Cara, que ano está sendo 2019 pra gente, viu! Estamos batalhando nesse projeto há uns anos, e esse convite foi um grande passo na nossa suada caminhada. Lembramos aqui das nossas primeiras aventuras em Goiânia, na Bahia; primeiras gigs em festivais fodas, como o Picnik e o Coala Festival; das viagens pra Sampa, abrindo aos poucos cada porta, uma levando a gente a lançar um EP pela Massa Records, outra estreitando os laços com a galera da música eletrônica brasileira, radicada ou de passagem por São Paulo!

Sem contar com a nossa aparição no Xama 2019, que nos rende frutos e lembranças até hoje. Na real, o sentimento que fica é de grande honra e responsa! Temos a impressão de que estamos entrando em uma nova fase desse projeto, formando com uma agência maneira que logo vai dar o que falar!

TMDQA!:  O grupo mescla forró com elementos eletrônicos, resultando em uma mistura sonora inovadora e diferente. Como vocês classificariam esse “arrasta-pé do futuro”?

Forró RED Light: A gente tem gostado muito de chamar isso aí de música eletrônica brasileira! Uma galera chama também de grave brasileiro, bass brazil, nessa linha. Não só porque somos e estamos no Brasil, mas porque bebemos nas diversas musicalidades dos Brasis e tentamos aplicar isso estruturalmente em nosso som! Não é só um samplezinho, saca?

TMDQA!: Quais são as referências na música do Forró RED Light? A banda busca inspiração em novos ou velhos artistas?

Forró RED Light: Rapaz, vocês têm aí cinco minutinhos? Cara, somos pequenos surfando na onda de gigantes! Uma onda que vêm de antes do Heitor Villa-Lobos, e passa por ele, bate na tropicália, que refletiu no mangue beat, chegou no Movimento Cerrado aqui no DF e continua. Essa onda é a de misturar, da forma que nosso tempo permite, o regional e o universal, Brasil e o mundo!

Aí vem a cultura tradicional, a música indígena e a world music. E, assim, hoje, estamos de olho e bebendo, além das fontes divinas e maravilhosas das MBPs e das músicas regionais “de raiz”, de artistas como DJ Dolores, FurmigaDub, Chico Correa, Attooxxa, Lerry, Muntchako… E a lista continua.

TMDQA!: Vocês ainda são desconhecidos do grande público, como analisam a cena independente na atualidade?

Forró RED Light: Cara, muito boa! Somos um projeto fruto desse novo contexto musical, cercado de home studios e redes sociais, uma combinação que tem relevado muita gente boa. Hoje a música não é só produto, é processo. Por isso achamos massa que cada vez mais uma galera foda aparece não só porque faz uma música massa, mas porque faz uma música massa de um jeito diferente!

TMDQA!:  O single “Eixão Surregional” saiu recentemente, o grupo prepara novos lançamentos até o show no Queremos! Festival?

Forró RED Light: Estamos em fase de conclusão do EP Eixão Surregional, que vai sair com mais músicas autorais e remixes, bem na pegada mística e antenada desse single. Sem contar com uma coletânea com vários artistas do Distrito Federal, que vai ajudar a registrar o momento da cena musical de Brasília e entorno, que deve sair em 2020.

TMDQA!: Para finalizar, qual é a relação que o Forró RED Light tem com os cariocas? Deixem um convite para a apresentação na Marina da Glória.

Forró RED Light: A gente sempre quis tocar no Rio. Ambos já tínhamos ido em vários rolês, curtido a cidade de diversas formas, mas nunca com o RED Light. O projeto pousou aí graças a galera da Tropicals, que acreditou na ideia e levou a gente pra uma festa muito fera! Foi aí que “chegamos” no Rio, quando finalmente pousamos nossa jegue-nave na cidade maravilhosa!

A recepção do público foi muito boa e vem rendendo ótimos frutos. E por isso mesmo que a gente aproveita pra chamar geral pra esse festival que é feito pelas pessoas que estão atrás para as pessoas que querem! Bora seguir o jegue do forrobodó live pa!