Criado, performado e dirigido pelo multi-artista curitibano Raphael Moraes, OA é um projeto diferente. Deixando sua própria imagem em segundo plano, o músico – que também é cineasta – prepara um álbum formado por uma série de vídeos hipnóticos e envolventes, para serem vistos em tela cheia, que funcionam mais como algo climático e não necessariamente seguindo a “história” da música. Hoje lançamos, com exclusividade, o segundo vídeo da série.

“Mais do que é” abre com o verso “ando feito um poeta sem poesia” e transforma o medo de obsolência e irrelevância em uma performance de dança em plano sequência feita pela atriz Louise Helene. Assim como o primeiro vídeo, “Céu 1”, o vazio e a dança estrelam o registro.

“A dança inspirou muito os videos. A expressão do corpo relacionado aos sons, além de uma subjetividade, trás movimento. E buscamos trabalhar bastante o movimento das músicas através das dinâmicas. Então acaba sendo natural a vontade de visualizar a dança nos sons. A princípio tudo que for expressão artística pode se relacionar com os clipes. Dança, teatro, artes plásticas. Mas acho que é sempre uma nova descoberta por criação”, conta OA.

OA

A inspiração do nome OA veio de um livro autobiográfico escrito por Santos Dumont. Em “Meus Balões”, o aviador e inventor contrapõe a noção de que o que voa é mais pesado que o ar com a constatação de que havia feito um navio voar no céu. Das ideias de densidade e leveza, aparentemente opostas, surgiu a metáfora ideal para o novo projeto. Inicialmente batizado de “O mais leve que o Ar”, passou para “O AR” e se tornou apenas “OA”.

Ele começou a ser construído em 2016, com composições de Moraes, que desde o início já pensava em ter um nome para o projeto que oferecesse mais amplitude que somente sua própria imagem e pessoa. Entre 2017 e 2018, o álbum foi gravado, produzido e masterizado com calma e cuidado. E sempre com as imagens em mente.

” Todos os clipes surgiram depois das músicas prontas. Porém, no processo de composição, do início ao fim, trabalhávamos com imagens. Eu e o produtor musical Gustavo Schirmer trocávamos ideias sobre imagens que enxergávamos ao ouvir os sons do álbum. E não necessariamente elas vieram pros clipes. Tudo sempre girou em torno de sensações. Uma relação sinestésica das coisas”, conclui ele.

Confira o clipe: