Vingadores reunidos para o Ultimato
Foto: Divulgação/IGN
 

Nada poderia ter me preparado para o que aconteceu em uma sala de cinema de São Paulo nesta quinta-feira (25). Sim, leitor(a), estou falando de Vingadores: Ultimato. Não, leitor(a), não vou te passar spoilers… mas talvez até deveria, pelo bem da sua saúde.

Chegou aos cinemas brasileiros na madrugada de hoje o tão aguardado desfecho do arco dos maiores heróis da Marvel. Com o pontapé inicial em Homem de Ferro (2008) e composto de 22 filmes — fizemos um resumo bem aqui — o atual universo cinematográfico do estúdio, em suas três fases, foi um dos mais rentáveis da história da sétima arte. Porém, quer você queira ou não, este universo precisava terminar.

Ao longo destes 11 anos, a Marvel nos entregou erros e acertos — muito mais acertos, devo dizer –, mas soube costurar como nenhuma outra a história na qual trabalhou tanto tempo para contar. De origem de heróis a arcos pegos no meio, de vilões com propósito a vilões sem credibilidade, de batalhas épicas a filmes que deixaram a desejar na ação; bom ou ruim, todos os lados e esferas apresentados foram necessários para chegar ao ultimato. E ele chegou avassalador, sem piedade.

O encerramento da história dos Vingadores originais tem um impacto muito mais emocional do que visual. Sim, as lutas são incríveis, os efeitos estão impecáveis, mas é a trama que prende seus olhos na tela e reafirma o motivo pelo qual você acompanhou este universo por tantos anos — e se não acompanhou, pelo menos compensa a sua ida ao cinema para presenciar o desconhecido.

O estalo de Thanos

Como já é de conhecimento universal, seja pelo filme em si ou pelos memes, o vilão Thanos (Josh Brolin) eliminou 50% de todo o universo com um estalar de dedos e suas joias do infinito. Agora, resta aos heróis sobreviventes — entre eles Capitão América (Chris Evans), Viúva Negra (Scarlett Johanson), Hulk (Mark Ruffalo), Thor (Chris Hemsworth), Gavião Arqueiro (Jeremy Renner) e o pai de tudo, Tony Stark (Robert Downey Jr.) — lidarem com as consequências desta catástrofe e procurar uma forma de contornar o incontornável.

É claro que haverão perdas — não venha me dizer que isso é um spoiler! –, mas diferente dos filmes anteriores a Vingadores: Guerra Infinita, nada aqui é muito óbvio, e isso é ótimo. É inteiramente compreensível que a Marvel tenha utilizado de uma fórmula X para seus filmes, tornando-os ligeiramente previsíveis e agradáveis ao fã casual, mas após mais de 10 anos de aperfeiçoamento e estudo do próprio arco, o estúdio entendeu que precisava surpreender todas as esferas de público e nos mínimos detalhes.

São esses detalhes que abrilhantam a história, ora de forma charmosa, ora com uma informação importante. As consequências do estalar de dedos trazem reencontros, decisões difíceis de serem tomadas e diálogos que tanto relembram o que já passou, quanto dão um gosto do que vem por aí. São 3 longas horas de filme com dezenas de desdobramentos, possibilidades (!) e acontecimentos, e te garanto que você não vai querer perder nada disso.

Vingadores, avante!

Em Vingadores: Ultimato o roteiro é costurado de forma quase impecável, não deixando buracos ou esquecendo personagens fundamentais — a atenção maior fica com os mais velhos e que (novamente não é um spoiler!) precisam partir de alguma forma. Está na hora de dar lugar ao novo, finalmente, mas exaltando o legado do clássico.

Talvez você não goste do destino de alguns dos heróis mais amados do universo, mas é legal observar que, de uma vez por todas, a Marvel não está dando o que seu público pede, mas sim o que ele e o futuro de seus filmes precisam. Algumas aparições, assim como alguns adeus, são chocantes. Enquanto teorias sobre a trama principal estavam corretas em partes (alguém disse viagem no tempo?), outras são impiedosamente derrubadas, como a minha foi — assista ao filme e depois me chame para uma cerveja que eu te conto.

É isso que faz o Ultimato tão incrível. Você pode ter esquentado seus neurônios o quanto for para desvendar o desfecho dessa trama de antemão, mas posso te garantir que o resultado vai te surpreender muito.

O longa consegue entregar seu arco principal, de seus personagens, dedicar momentos às mulheres (girl power tem sim!), aos heróis clássicos, ao fãs dos quadrinhos, às crianças, aos adultos, aos idosos, a todo mundo. Tudo isso mesclando a ação já costumeira de filmes do gênero com muito sentimento — de perda, de felicidade, de euforia e, principalmente, do peso da responsabilidade e do comprometimento.

Você entenderá quando assistir. Porque eu sei que você vai, e ainda sairá de lá ansioso(a) para saber o que a Marvel está cozinhando para os próximos anos.