KSHMR, nascido Niles Hollowell-Dhar, será uma das atrações de música eletrônica no festival Lollapalooza Brasil em 2019.

Se você já olhou diferente para a notícia porque DJs não são exatamente o que você procura em um festival, pense duas vezes, já que aqui a história é um pouco diferente.

Contar histórias é um dom do músico que tem um dos principais slots na programação do primeiro dia de festival, a Sexta-feira (05), ficando atrás apenas do mega DJ Tiësto, que inclusive foi uma espécie de “padrinho” de KSHMR ao apresentá-lo em festivais de música eletrônica.

Em seus shows, o músico californiano de origem indiana conta uma história do início ao fim, usando sua música, efeitos de palco e interações com os públicos locais, utilizando frases nas línguas dos países por onde passa, inclusive.

O TMDQA! teve a oportunidade de conversar com Niles em sua casa, em Los Angeles, e o ótimo papo rendeu um bom panorama do passado, presente e futuro do DJ, autor de um dos maiores hits da música eletrônica dos últimos anos quando fazia parte do duo The Cataracs e explodiu com “Like a G6”, de 2010.

Leia logo abaixo!

TMDQA!: Você é de Berkeley, certo? Há quanto tempo você se mudou para Los Angeles?

KSHMR: Eu moro aqui há cerca de dez anos. Quando eu me mudei para LA, eu não tinha nenhum dinheiro e eu me mudei para o sofá de um amigo, e ele estava aqui produzindo clipes, ele é um diretor. Seu nome é Colin Tilley. Desde então ele já fez muito sucesso, dirigiu clipes para nomes como Justin Bieber, Chris Brown e DJ Khaled. E nós estávamos começando, ele também é de Berkeley e me deixou dormir em seu sofá.

Quando as coisas foram acontecendo eu tive a oportunidade de conseguir um pequeno apartamento e foi lá que eu compus “Like a G6” e após o sucesso dessa música muita coisa mudou. A casa ficou um pouco maior e muitas coisas mudaram, as pessoas se separaram, eu e David [outro músico do Cataracs] éramos muito próximos e aí fomos a caminhos distintos… Eventualmente tudo me trouxe ao KSHMR. E isso tem mais ou menos dez anos.

 

TMDQA!: E essa decisão tem a ver com a cena de Berkeley? Você sentia que lá as coisas não estavam acontecendo e você tinha que estar em Los Angeles? É assim com a indústria do cinema por aqui, não é?

KSHMR: Sim! Na época eu não estava fazendo música eletrônica exatamente. Era hip-hop. E eu acho que o ponto mais alto que eu poderia chegar na Bay Area [região de Berkeley] seria como produtor dos artistas locais de hip-hop, que para nós eram lendas, mas em um plano maior, era um mundo muito pequeno.

Me mudar para Los Angeles foi meio que um tiro no escuro e houve algumas vezes na minha carreira onde eu não acreditava completamente que algo iria funcionar mas eu disse “foda-se!” E me mudar para cá foi uma dessas coisas. Eu acho que essa foi uma lição importante durante toda a minha carreira. A de não precisar ter uma “visão completa” de como as coisas irão funcionar, apenas ir lá e tentar.

Nós fizemos isso com a versão ao vivo do meu show. Quando o festival ULTRA nos falou sobre quais espaços do line-up eles tinham, isso foi há dois anos, o horário no palco principal que eles estavam me oferecendo não era tão bom mas eles estavam muito empolgados com a minha performance no palco ao vivo e a primeira coisa que eu pensei foi “eles estão apenas tentando me dar algo mais ou menos”, me dando um horário bom no palco ao vivo, e eu não sabia o que decidir.

Mas aí eu comecei a pensar como isso poderia ser novo, diferente e poderia explorar como seria fazer um show ao vivo com músicos tocando cordas e músicos tocando metais, e naquela época quando eu concordei, eu não entendia realmente o que estava acontecendo. Foi uma aposta. E eu fico muito feliz, eu acho que algumas das melhores decisões que já fiz na vida foram feitas dessa forma. Eu fui lá e me joguei.

TMDQA!: Seu nome artístico é KSHMR, que é um nome muito forte que diz respeito à Caxemira, diz respeito à sua família, às suas origens. E é simbólico porque a região da Caxemira tem sido alvo de disputas de território entre Índia, Paquistão e China. Como é para você se lembrar do passado e se lembrar da sua família e legado para usar todos os elementos de locais como a Índia nas suas canções e o quão importante isso é para você? Porque parece que é realmente importante, tanto que virou seu nome.

KSHMR: Sim, eu acho que há algumas coisas diferentes que me trouxeram até aqui. Eu cresci com o lado indiano da família dizendo, “oh, você é caxemire”, por um longo tempo, isso não parecia que tinha qualquer relevância com a minha vida. Eu queria fazer músicas com as quais eu poderia atrair as garotas, atrair a atenção das pessoas… Sabe, eu acho que a música foi uma forma para que eu me sentisse alguém com valor e alimentasse o meu ego.

The Cataracs foi isso. Eu amo o projeto, mas muito dele foi alimentado por isso. E não tanto por um olhar introspectivo sobre quem eu era. Foi mais uma tentativa de fazer música que eu acho que se encaixaria nas festas e levaria pessoas aos shows.

Com o KSHMR, quando o Cataracs acabou, eu cheguei a um lugar onde sentia que era um bom produtor e também estava cansado. Eu senti que estava ficando velho, mesmo na época, quando eu tinha apenas 25 anos, eu me senti cansado de entrar no estúdio todos os dias e tentar encontrar a fórmula para uma grande música que explodisse nas rádios. Eu estava exausto.

Eu senti que a única coisa que poderia fazer de forma sustentável seria algo com mais significado e mais relacionado a quem eu era. Eu não achava mais que gostaria de fazer músicas para as grandes massas, mas sentia que poderia compor músicas que me levassem a um olhar para dentro, mostrando a minha cultura ao mundo.

Aí eu pensei, “hey, isso sim é algo que eu posso fazer todo dia. Não será exaustivo.” Será divertido. E eu tinha a vantagem de poder experimentar, por causa do sucesso do The Cataracs. E quando você tem essa vantagem, ela joga a seu favor. Porque quando você não tem dinheiro e uma música pode te dar 5 mil dólares ou 0 dólares, a diferença é gigantesca. Mas quando você tem 100 mil dólares e uma oferta de 10 mil dólares aparece, mas você não quer fazer aquilo, você pode recusá-la. Ajuda muito ter essa “proteção” financeira e também ajuda muito o fato de que você se familiarizou com o sucesso. Você não acha que se deixar passar essa oportunidade ela será a última da sua vida.

E é isso, a ideia toda com o KSHMR é muito gratificante. Se esse projeto estiver na minha lápide, ficarei muito feliz.

TMDQA!: Então você acha que “Like a G6” foi o ponto de mudança na sua carreira e na sua visão? Quando ela se tornou um hit gigantesco, foi ali que você começou a ver as coisas dessa forma?

KSHMR: Sim! Sim! Eu acho que eu e David éramos capazes de sermos bastante criativos juntos mas ninguém é impermeável. Ninguém pode bloquear completamente a sedução do dinheiro. E a sedução das paradas de sucesso. Quando você lança um hit Número 1, quer fazer mais um. E quer provar que, sabe, você é como um atleta nesse mundo. Pode fazer de novo, de novo, de novo. E aí você perde o amor pelo jogo.

Eu acho que pessoas que foram criadas por famílias fortes conseguem passar melhor por isso. Eu fui criado em um ambiente onde eu e a minha mãe dirigíamos pelas ruas por tipo uma hora até encontrar um lugar para estacionar porque ela não queria pagar 5 dólares para estacionar em um local pago.

Então para mim era uma coisa nova. “Eu tenho dinheiro agora! Eu posso comprar uma pizza, não preciso me preocupar com a minha conta bancária!” É um sentimento viciante e eu acho que para mim isso bateu forte e eu comecei a tomar decisões que não tinham a ver com arte. E isso não te satisfaz.

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TMDQA!: E provavelmente havia muita pressão para que vocês escrevessem outra “Like a G6”. E outra, e outra, e outra…

KSHMR: Sim!

 

TMDQA!: Especialmente porque você é um produtor, eu imagino que as pessoas esperam isso de você. Você “tem” que fazer outro grande hit, já que fez outro anteriormente…

KSHMR: Sim! Exatamente.

 

TMDQA!: Como uma máquina!

KSHMR: Pois é, e a indústria do Pop é composta por executivos e diretores que pensam de forma bastante limitada. “Bom, esse cara tem um hit, vamos colocá-lo em estúdio com esse outro cara e teremos outro hit!”

Não há muita mágica envolvida na forma como os executivos de gravadora pensam. Eles dirão que já que você tem uma música gigante como “Like a G6” então tem que trabalhar com um astro pop como Justin Bieber ou seja lá quem for. Em várias situações, não funcionou para mim. Eu acho que “G6” foi meio que um golpe de sorte, e a partir dali nós começamos a tentar passar uma imagem de que poderíamos criar novos hits constantemente. Mas foi uma daquelas coisas que pega fogo e você nem sabe direito como fez. Eu não acho que no final das contas essa tenha sido uma boa carreira pra mim.

Sabe, tem uma série maravilhosa na Netflix chamada Losers e um dos episódios mostra um lutador de boxe. Seu pai quer muito que ele lute, o coloca no esporte desde cedo e ele acaba indo muito bem. Mas em toda luta, quando ele começa a olhar pra trás, ele diz que gostaria de ter perdido, apenas para que ele pudesse encerrar a sua carreira no boxe e seguir em frente. E se não me engano ele parou de lutar e começou a escrever sobre o esporte, criando até um roteiro da Broadway sobre isso.

Quando você está nessa situação, está tão ligado a tudo que vem com ela que o lutador, por exemplo, simplesmente não conseguia parar de lutar. Havia muita gente dizendo, “Você é um campeão, nós iremos te dar esse dinheiro…” O ambiente faz com que seja muito difícil parar, mas seu íntimo está pensando “Eu espero que isso tudo dê errado em um momento”.

 

TMDQA!: E foi assim que você se sentiu?

KSHMR: Eu acho que sim. Eu acho que o meu medo de desistir de algo que havia tido sucesso era realmente intenso. No dia em que eu cheguei para os meus empresários e eles perguntaram se eu tinha certeza de que gostaria de fazer o KSHMR e parar com o The Cataracs, eu tive que encarar a situação e dar minha cara à tapa, mas eu realmente não sabia se era realmente isso, eu estava cheio de medo. Mas eu sabia que se eu não parecesse que estava confiante, então eles não estariam confiantes. Sendo assim eu tive que fazer assim.

Foi quase como pular de um avião com paraquedas. Você tem que colocar a mente acima do físico. Seu cérebro tem que superar todos os sinais que seu corpo está enviando para ele.

TMDQA!: Os seus shows ao vivo são bastante energéticos e diferentes de um show “normal” de música eletrônica. Parece que você quer contar uma história e realmente quer se conectar com as pessoas seja lá onde você esteja, no Brasil, nos EUA ou na Índia, onde você tocou para uma plateia imensa recentemente…

KSHMR: Sim, esse show foi ótimo.

 

TMDQA!: Falando especificamente sobre esse novo projeto, agora dá pra perceber que “G6” teve uma influência direta em seu direcionamento, mas de onde vieram todos os elementos que fazem parte das músicas em estúdio, dos shows ao vivo e da sua persona e como você é visto pelas pessoas? De onde veio?

KSHMR: A transição para mim foi fazer “ghost producing”. Quando eu estava nos Cataracs eu ajudava algumas pessoas com suas canções. E eu achava que a produção de música eletrônica era algo diferente, quase sagrado. Quando caras como will.i.am entraram na dance music, às vezes eles são meio cafonas na forma como o fizeram. Então quando eu decidi fazê-lo, queria continuar tratando a música eletrônica como algo sagrado. Fazer produções “escondido” foi uma maneira para me testar. “Eu sou bom na dance music? Como eu posso melhorar?” Quando eu fiz “ghost producing” para algumas pessoas, algumas das músicas se tornaram grandes sucessos e através delas eu estava me divertindo, já que elas eram para outras pessoas então eu poderia fazer o que quisesse para ver o que acontecia.

Isso foi realmente informativo para eu saber se eu poderia fazer meu projeto de música eletrônica como eu faria. Para mim a parte visual, os elementos indianos e a construção do que eu acreditava que ainda não existia na dance music aconteceu assim e eu não achava que deveria ser algo sobre mim. Eu só queria que fosse algo que eu amaria e eu sentia que estava faltando. Então a ideia com o KSHMR era ter esse mundo de algo mais denso, mais cinemático. Na época em que vários DJs europeus estavam produzindo materiais alegres e eufóricos, achei que seria um balanço interessante na perspectiva de um fã.

E a história que eu conto é para proporcionar um show que as pessoas ainda não viram e para fazer com que as pessoas fiquem do início ao fim. Às vezes se você só aparece no meio de um show de um DJ não vai fazer tanta diferença do começo. Mas com a história eu achei que talvez você realmente fosse querer ver toda a ideia: seu começo, meio e fim. Ao invés de músicas aleatórias tocando, agora você tem propósitos para elas dentro do contexto da história.

TMDQA!: Como você prepara seus shows para festivais? E como diferencia os festivais entre si? Porque por exemplo, tocar na Tomorrowland tem direcionamento para um tipo de público. O Lollapalooza já tem metade do line-up voltado a bandas de rock e indie. Como você prepara os shows para não perder a essência das histórias que quer contar?

KSHMR: Eu acho que… começa com não fazendo alguns eventos que não gostariam do meu show. Porque eu acho que há festivais em que as pessoas não querem assistir a uma história animada completa. Não é isso para que eles foram.

Quanto aos shows que eu faço, que eu aceito participar, eu normalmente não preciso mudar muita coisa, e eu nem iria querer mudar muita coisa. Às vezes eu faço um set só como DJ, onde não tenho nada da história, mas eu prefiro sempre mostrar o pacote completo para as pessoas, porque trabalhamos tanto nele e é melhor, honestamente.

No caso do Brasil, com países sobre os quais eu entendo um pouco, como na América Latina, eu gosto de adicionar canções que mostram que eu fiz pesquisas a respeito da música local e estudei. E em países que falam Espanhol, eu falo a língua fluentemente e posso tocar músicas que ouvi quando era criança e na Índia posso fazer isso também, então tento tornar especial para cada local.

Quanto ao Lollapalooza, você trouxe um ponto interessante sobre o qual eu ainda não tinha pensado, que o festival não é todo de música eletrônica, então como eu poderia me conectar com essas pessoas…

TMDQA!: Risos…

KSHMR: Então agora após você me contar isso, eu irei pensar a mais a respeito… qual seria a sua sugestão?

TMDQA!: Eu acho que você deveria fazer o show completo, com a história e transformá-lo no maior espetáculo que pode, e assim se conectar com as pessoas…

KSHMR: Sim, e ajuda que a gente traduz boa parte para a língua local…

TMDQA!: Sim! Eu li sobre isso e sobre como você gosta de chegar no país e disponibilizar trechos dos shows nas línguas locais com dubladores…

KSHMR: A forma como eu fazia era pegar um microfone e aí eu pegava alguém do show para gravar algumas coisas e eu editava no local mesmo, mas isso dava muito trabalho. Era muita coisa pra fazer. E agora a história tem várias personagens, várias partes, então fazemos tudo com mais tempo.

TMDQA!: O mundo da música eletrônica parece ser bastante diferente e separado da indústria da música “convencional”, tanto que você nunca lançou um disco cheio, apenas singles e EPs. Por que você acha que isso acontece? Como você acha que a música eletrônica construiu seu próprio caminho com características diferentes?

KSHMR: Eu acho que não há muito dinheiro movimentando a compra e venda de canções dentro da música eletrônica. Eu acho que muito da economia da EDM está nos shows, então eu acho que a mentalidade dos artistas é de lançar músicas com frequência e às vezes de graça para manter a sua base de fãs em comunicação constante. Construir uma relação sólida com eles e não se apoiar no dinheiro que você ganha na venda das músicas. Assim você leva mais gente ao show, e é ali que você ganha dinheiro e se sustenta.

É uma economia difícil para gravadoras e não é muito encorajadora para álbuns. São ciclos curtos, com um pouco de dinheiro em uma música, depois mais um pouco em outra, etc.

Há também algo interessante porque eu acho que a natureza da relação entre os fãs e os DJs tem muito menos rejeições. Na música Pop, se alguém tem um hit em um ano e não lança outro hit, esse artista desaparece. Eles vivem e morrem pela quantidade de hits que tiveram.

Na música eletrônica eu acho que há mais lealdade baseada na consistência de um artista. Na sua personalidade, na cultura ao seu redor. Você pode encontrar respeito e lealdade que irão durar anos e anos, mesmo tendo altos e baixos. Eu acho que é isso, há mais lealdade.

 

TMDQA!: Você irá tocar na mesma noite que o Tiësto no Lollapalooza, e ele foi uma espécie de “padrinho” para você. Podemos esperar alguma colaboração?

KSHMR: Sim! Bem, nós já gravamos algumas canções juntos… Talvez eu pule no palco dele, é… terei que perguntar a ele. Isso poderia ser divertido. Vamos ver!

 

TMDQA!: Você tem mais discos que amigos?

KSHMR: (Risos) Provavelmente sim. Eu acho que depende de como você define “amigos”. Eu tenho pessoas que eu amo ver e quando estou viajando quero ver de novo. Mas quanto aos meus amigos de verdade, não há tantos…

TMDQA!: Então você tem mais discos que amigos próximos?

KSHMR: Isso! Talvez sejam cinco caras…

TMDQA!: Quais você diriam que são três discos que são seus grandes amigos quando você precisa escrever, trabalhar em novos projetos, relaxar…?

KSHMR: Os discos que eu realmente ouvi muito na minha vida… primeiro Abbey Road, dos Beatles…

TMDQA!: E você se inspira nesse álbum também da perspectiva de produção? Não apenas como fã da música?

KSHMR: Sim! Com certeza. Eu acho que se você estiver falando só da produção, aí eu acho que é o Sgt. Pepper’s, dos Beatles…

TMDQA!: Nós tivemos a oportunidade de conhecer Geoff Emerick, o engenheiro de som desse disco, e ele era o responsável por correr atrás de como gravar as coisas loucas que a banda pedia em uma era que não tínhamos computadores, e foi um encontro incrível, ainda mais porque ele faleceu recentemente, pouco tempo depois.

KSHMR: Poxa, que legal que vocês o conheceram!

TMDQA!: Foi incrível.

KSHMR: Muito bom. Eu acho que outro disco é o The Marshall Mathers LP, do Eminem, e mais um seria 2001, do Dr. Dre. É difícil escolher, sabe, mas eu acho que esses realmente me levaram a fazer música e me tornar um produtor.

 

TMDQA!: Muito obrigado e esperamos por um grande show no Lollapalooza!

KSHMR: Muito obrigado a vocês!

   
 
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