Foto: Divulgação
 

O disco de estreia da banda George Belasco & O Cão Andaluz veio como um registro emblemático para a banda. 10 anos após o último show do trio cearense, Os Cães Veem Coisas é um retrato dos afetos e intensidade do que era a produção independente nos anos 2000. George Araújo (vocal), Lucas Jereissati (baixo) e Leonardo Mamede (bateria) reuniram nas dez faixas a inquietude e o ruído de viver à margem da vida. Além de colocar como o início de uma “contagem regressiva” para a história da banda.

Essas questões refletem, no título do álbum, uma homenagem ao escritor cearense Moreira Campos, cujo último livro é intitulado “Dizem que os cães veem coisas”, que inclui o conto homônimo, uma celebração classe média que termina de forma abrupta e surreal. Escolher Moreira Campos é não só referenciar um talento local, mas também a falta de memória e o valor atribuído à cidade. A casa do escritor no bairro Benfica, em Fortaleza (CE), foi demolida para virar estacionamento de shopping.

Ouça:

Killin’ Ground

Foto: Reprodução/Facebook
A cena musical cearense pulsa firme e quem dá as caras por aqui é a banda Killin’ Ground, com o EP de estreia The Weight of the Crown.
Com uma roupagem mais moderna às composições e após mudanças em sua formação, o quinteto agrega influências de bandas clássicas com novos estilos. Com o objetivo em dar uma nova cara ao metal local, o quinteto explora e abrange elementos de diversos estilos nas sete canções, com letras concisas.
O trabalho também contou com a participação de composições inéditas do ex-guitarrista Victor Catrib e a participação especial de Pilho Silva, grande músico local. Ouça:

 

Blocked Bones

Blocked Bones
Foto: Reprodução/Facebook

Sob uma extrema influência do projeto “Grindhouse” de Quentin Tarantino e Robert Rodriguez, o duo Blocked Bones traz ao mundo o clipe da canção “Black Boots”. Último single do disco Animals, o potente rock com influências folk e western é pano de fundo para narrar uma história bizarra que coloca em holofote a moral de três personagens que protagonizam um cruel assassinato.

O início da música é como a introdução que localiza o público em uma história que se passa num lugar decadente. No vídeo, um repórter fotográfico segue uma moça misteriosa que carrega uma maleta em que o conteúdo é desconhecido. Ele não imagina que suas intenções são as piores e que, no final da história, alguém sairá sem vida. Com o videoclipe, a banda quis discutir o quão decadente estão os valores e a moral da sociedade contemporânea, em que é compreensível fazer justiça com as próprias mãos quando o mundo está cheio de injustiças.

Assista:

Vitor Araújo

Vitor Araújo
Foto: Luan Cardoso

Ao fazer parte de uma série de ações para promover o disco Levaguiã Terê internacionalmente, o artista Vitor Araújo traz ao mundo o clipe de “Toque n.1”.

Ainda inédito fora do Brasil tanto em edição física quanto digital, o último trabalho do artista será finalmente lançado em terras estrangeiras pelo selo austríaco Nutriot Recordings. 

O vídeo re-edita uma parceria que já vem desde o primeiro disco de estúdio de Vitor Araújo, entre ele e o artista visual Raul Luna, que assina a criação da identidade visual, e também já colaborou com o cantor em outros trabalhos. 

No clipe, Luna constrói em vermelho-e-preto uma narrativa cosmogônica utilizando-se apenas de samples, através de um processo que numa entrevista recente ao lado de Vitor ele denominou de ‘arqueologia Google’. Evoluindo de momentos abstratos para momentos mais figurativos, o vídeo vai da explosão inicial criadora de tudo até o nascimento da cultura, numa cronologia que liga o surgimento das coisas existentes ao nascimento da capacidade humana de observar e compreendê-las.

Assista:

Palamar

Foto: Divulgação

Em pouco tempo de existência, os brasilienses da Palamar trazem estranhas sensações sobre a capital, tornando as possibilidades de crescimento mais honestas no single “Rebordose”.

Fruto de amadurecimento e sintonia da banda, a canção traz uma sonoridade experimental, com uma mistura de elementos e sensações, que pudessem sintetizar em clipe. O projeto, parceira entre a banda e estudantes de cinema de uma universidade de Brasília, tem roteiro e direção assinados por Isabel Lootens. O clipe também contou com a direção de fotografia de Bruno Azamor, direção de arte de Rosa Morbach e produção e edição de Mikael Kluge.

Roteirizado de forma que a narrativa visual e a música percorressem caminhos semelhantes simultaneamente, o clipe traz uma conexão bastante metafórica e que brinca o tempo todo com o nonsense. Assim, o clipe acompanha a dualidade fortemente presente na música, mantendo uma atmosfera surrealista e aprofundando a experiência sensorial daquele que entra em contato com o som, chegando a um grande resultado.

Assista: