Korn faz sessão em estúdio da BBC
 

Desde que o KoRn foi fundado lá em 1993, os críticos de música tiveram uma árdua tarefa até entenderem o que a banda californiana fazia na sua sonoridade.

Com diversas influências, o som pesado do grupo misturado a elementos de estilos como o funk acabou sendo categorizado como nu metal, um subgênero do heavy metal, e a banda tornou-se uma das mais importantes referências no estilo.

Pois bem, acontece que de acordo com o próprio vocalista Jonathan Davis, o KoRn não toca Heavy Metal, e nem ele mesmo teve o estilo como uma forte influência.

Em entrevista para o podcast de Jamey Jasta sobre sua banda e sua carreira solo, ele disse (com transcrição da Blabbermouth):

O KoRn é pesado, mas eu sempre disse que o KoRn nunca foi uma banda de… quero dizer, é pesado, mas não é uma banda de metal. Metal, para mim, tem uma atitude diferente – é uma coisa completamente diferente.

Fico feliz que a gente tenha sido abraçado pela comunidade do Metal. Eu acho que tem mais a ver com Iron Maiden… O termo ‘metal’… Quando nós surgimos, ninguém sabia que porra fazer com a gente – eles não sabiam o que fazer conosco – e foi a comunidade do metal que nos abraçou, e foi para lá que a gente caminhou.

Mas nós éramos algo completamente diferentes disso – éramos mais uma banda de funk rock… Nem eu sei que diabos estávamos fazendo… música alternativa – seja lá o que for. Mas eu tenho muito gratidão pela comunidade do metal que nos abraçou e nos colocou para dentro dela.

Mas eu nunca entendi direito. Eu nunca entendi o lance do metal, porque metal é realmente extremo. Eu quero dizer, eu amo metal – não me leve a mal – mas eu nunca achei que a gente se enquadrasse no gênero. Talvez porque estivéssemos fazendo algo tão diferente.

Agora que estou mais velho, está tudo bem. Chame a gente de qualquer coisa que você quiser. Obrigado por ainda ouvir a banda 25 anos depois… Para ser honesto, eu não conhecia Megadeth ou quaisquer dessas bandas quando o KoRn começou.

Eu sou tipo um garoto do movimento New Romantic dos anos 80 – você pode sacar isso nos meus trabalhos solo. Essa é a beleza do KoRn – todos gostamos de coisas diferentes, e isso tudo aparece na sonoridade que representa o KoRn. Mas eu não ouço Heavy Metal.

Eu ouvia e amava Led Zeppelin. E quando eu era muito novo – quando o Motley Crue lançou ‘Shout at the Devil’, e Dio lançou ‘Holy Diver’… e o que mais? Um pouco de Iron Maiden.

Logo que comecei a ouvir isso tudo, meu pai queimou meus discos porque ele achava que tudo era satânico e eu estava proibido de ouvir. Então isso me levou a uma outra direção.

Pensei, ‘Bem, foda-se você, papai. Eu vou encontrar algo novo’, e foi aí que conheci Skinny Puppy, Ministry e todo aquele lance da [gravadora] Wax Trax. E foi assim que eu trilhei esse caminho e fui em direção à música gótica.

Futuro do KoRn

A banda de Jonathan Davis está trabalhando no sucessor de The Serenity Of Suffering, de 2016, e na mesma entrevista Jonathan falou sobre seu envolvimento nesse processo.

De acordo com ele, nos últimos três álbuns não foi possível se envolver com o processo de criação das canções pois ele tinha “problemas em casa”, mas agora ele voltou a fazer parte das composições.

Recentemente a sua esposa, que sofria com vício há alguns anos, faleceu.

LEIA TAMBÉM: KoRn, cocaína e orgias – Jonathan David relembra as gravações do disco “Follow The Leader”

     
 
Compartilhar