Primeiras impressões: tensão e melancolia são destaque na trilha sonora de Suspiria
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A trilha sonora de um filme é parte integrante dele. Ela é criada com o objetivo de, ao lado dos elementos fílmicos tradicionais, criar uma narrativa e contar a história.

Na última quarta-feira (12), aconteceu a audição da trilha sonora de Suspiria, composta por Thom Yorke. Nós tivemos a oportunidade de participar do evento em São Paulo e é importante ressaltar que é uma experiência completamente nova e diferente. Sem o suporte da imagem, nossa interpretação fica mais livre para criar alegorias e seguir pelos caminhos que desejarmos.

Vale aqui ressaltar que o longa-metragem, dirigido por Luca Guadagnino, é uma releitura do clássico de terror de Dario Argento, de 1977. Desse modo, sua trilha passeia por baladas tenras baseadas em piano e voz bem características do Radiohead em suas melhores performances. Logo depois, elas se desenvolvem em uma crescente invasão de sintetizador modular krautrock inspirado no cenário da Berlim setentista. Dá para ter uma breve amostra de parte disso com o deslumbrante single “Suspirium”, divulgado recentemente.

Diversas camadas de voz, canto gregoriano e melodias soturnas e clássicas do terror também contribuem para o clima de inquietação e angústia.

Esses elementos inspiram um forte clima de tensão-calmaria-tensão. É como estar numa montanha russa durante mais de 80 minutos, no melhor sentido possível.

O álbum foi escrito e arranjado por Thom Yorke, e gravado e produzido pelo músico em parceria com Sam Petts-Davies. O registro ainda conta com a London Contemporary Orchestra, Noah Yorke na bateria de “Has Ended” e “Volk”, e Pasha Mansurov na flauta solo de “Suspirium”.

Suspiria (Music for the Luca Guadagnino Film) tem lançamento oficial marcado para o dia 26 de Outubro.