Discos do produtor Butch Vig
 

Hoje, dia 02 de Agosto de 2018, o produtor Butch Vig está completando 63 anos de idade.

Além de tocar bateria no Garbage, o norte-americano nascido na pequenina Viroqua, estado de Wisconsin, é também conhecido como um dos produtores mais influentes de todos os tempos por conta de discos que ajudou a criar nos anos 90.

Para celebrar o aniversário do cara, nós compilamos uma lista com dez discos que têm a mão de Butch Vig, e você pode ver tudo isso logo abaixo.

 

Killdozer – Twelve Point Buck (1989)

Killdozer - Twelve Point Buck

Butch Vig já trabalhava com a barulhenta Killdozer há algum tempo, mas o quarto disco do grupo, lançado ao final dos anos 80, chamou a atenção de outros nomes para as características de produção que ele usava.

Mais precisamente Kurt Cobain e Billy Corgan apontaram os seus ouvidos para Butch Vig após ouvirem esse álbum.

 

Nirvana – Nevermind (1991)

Nirvana - Nevermind

Nem é preciso dizer que Nevermind não apenas é um dos discos mais importantes da história do Rock como também um dos álbuns mais influentes de todos os tempos.

Responsável por catapultar o Nirvana ao estrelato, o segundo disco do Nirvana captura com uma precisão impressionante a energia das performances de Kurt Cobain, Krist Novoselic e Dave Grohl em estúdio, retratando o que eles eram capazes de fazer com uma guitarra, um baixo, uma bateria e vocais inspirados.

Nevermind é o símbolo da carreira de Butch Vig e também uma obra que mostra como ele era capaz de reunir influências de mundos diferentes para, por exemplo, dar um caráter mais polido e ainda assim cheio de energia para uma banda que ficou conhecida por tocar com o volume lá em cima.

 

L7 – Bricks Are Heavy (1992)

L7 - Bricks Are Heavy

Um ano depois do Nevermind, Butch Vig era um produtor bastante procurado por conta do seu trabalho no Nirvana.

Quem o convocou para seu terceiro disco foi o L7, que também não poupava suas guitarras e lançava canções pesadas mas que precisavam de uma produção melhor e uma abordagem próxima ao rock alternativo.

O resultado é Bricks Are Heavy, com músicas como “Monster”.

 

Smashing Pumpkins – Siamese Dream (1993)

Siamese Dream
Foto: Divulgação

Butch Vig foi o produtor do primeiro disco de estúdio do Smashing Pumpkins, Gish, e também o responsável pelo segundo, Siamese Dream.

Se de um lado ele pode ter orgulho de ter conseguido dar uma cara ao caldeirão de influências da banda que ia desde o Heavy Metal até o Shoegaze, do outro ele não deve ter boas lembranças do processo todo, já que o baterista Jimmy Chamberlin tinha problemas com drogas e se ausentava por dias, além de Billy Corgan se comportar como um controlador, gravando, regravando e dizendo o que James Iha e D’arcy Wretzky deveriam fazer.

Dessa forma, enquanto James mal falava a respeito do trabalho, D’arcy foi encontrada chorando trancada no banheiro algumas vezes.

Recentemente nós fizemos um editorial por aqui sobre como Siamese Dream, mesmo no meio de toda essa confusão, mudou o curso do rock alternativo na história.

 

Sonic Youth – Experimental Jet Set, Trash and No Star (1994)

Sonic Youth - Experimental Jet Set, Trash And No Star

O oitavo disco de estúdio do Sonic Youth é uma espécie de “volta às origens” da banda, que resolveu abordar temas dos mais pessoais através de angústia e raiva nas letras e vocais, mas muita calma e melodia nos instrumentais.

Para dar equilíbrio a tudo isso, Butch Vig produziu e mixou o álbum.

 

AFI – Sing The Sorrow (2003)

AFI - Sing The Sorrow

Em 2003 a banda de hardcore AFI começou a dar uma guinada drástica em sua carreira.

Se no início os caras eram conhecidos por misturar horror punk com punk rock direto e muito hardcore, aqui eles começaram a flertar com elementos mais populares que dariam o tom de lançamentos posteriores como o bombadíssimo Decemberundeground.

Sing The Sorrow, sexto álbum da carreira, foi produzido por Butch Vig ao lado do sensacional Jerry Finn, que já nos deixou e também ganhou um especial por aqui. Foi ele, inclusive, quem produziu Decemberunderground três anos depois

 

Jimmy Eat World – Chase This Light (2007)

Jimmy Eat World - Chase This Light

Outra banda que precisava entender a sua sonoridade e convocou Butch Vig foi o Jimmy Eat World.

O grupo vinha de um sucesso imenso com Bleed American (2001) tanto no mainstream como no underground, e em 2004 lançou Futures, álbum aclamado pelos fãs e também muito bem recebido pelo mercado.

Com dois sucessos na bagagem, a banda precisava mesclar os elementos que faziam parte de cada um dos álbuns e o resultado foi Chase This Light, em boa parte produzido pela banda mas com a produção executiva de Butch Vig.

 

Green Day – 21st Century Breakdown (2009)

Green Day - 21st Century Breakdown

Em 2004 o Green Day lançou uma verdadeira obra prima com American Idiot, produzido por Rob Cavallo.

Cinco anos depois a banda resolveu repetir a fórmula de uma história contada através de uma ópera-rock e voltou com 21st Century Breakdon, um trabalho bem menos inspirado que falhou ao tentar construir um enredo mas rendeu alguns singles interessantes como “Know Your Enemy” e “East Jesus Nowhere”.

A produção é de Butch Vig ao lado da banda.

 

Against Me! – White Crosses (2010)

14 Discos Injustiçados

O Against Me! é um grupo de muitas fases.

A banda liderada por Laura Jane Grace começou como uma espécie de projeto solo, onde ela colocava sua raiva adolescente em canções, se transformou em uma banda punk e depois foi apedrejada pela cena ao assinar com a Fat Wreck Chords, que mesmo independente, era estupidamente considerada “grande demais” para os padrões da base de fãs da banda.

Em 2007, ainda como Tom Gabel, a líder do Against Me! resolveu aceitar o convite de se aventurar pelo mundo das grandes gravadoras e assinou com a Sire/Warner.

Veio o primeiro disco, New Wave, e um segundo três anos depois, com White Crosses.

Ambos foram produzidos por Butch Vig e, na opinião deste que aqui escreve, o segundo é um dos pontos altos da prolífica carreira da banda.

 

Foo Fighters – Wasting Light (2011)

Foo Fighters - Wasting Light

Duas décadas depois de trabalhar com Dave Grohl em Nevermind, Butch Vig se reuniu ao músico novamente, mas agora com uma missão completamente diferente.

Ao invés de gravar as baterias do cara, agora era hora de dar vida a um novo disco do Foo Fighters, o projeto com o qual Grohl se consolidou como vocalista, guitarrista e compositor, e já tinha uma carreira mais que estabelecida a esse ponto.

Wasting Light, sétimo disco de estúdio da banda, é considerado por muitos como o melhor de toda a sua discografia, e nasceu na garagem da casa de Dave Grohl, com fitas analógicas e o comando de Butch Vig.