Quem acompanha o nosso site já deve ter notado que temos muito respeito pelo projeto FARO da Fabiane Pereira.

Com ideia de trazer a nova produção da música brasileira para o centro do mainstream através do rádio, o projeto sobreviveu ao fim da MPB FM e hoje está no dial carioca na SulAmérica Seguros Paradiso FM.

Você conheceu melhor a história do FARO no nosso podcast sobre rádio e agora o programa entra em nova fase com horário em dobro! Além do programa de duas horas de duração nos domingos, uma versão pocket será apresentada nas quintas, das 20h às 20h30, já tendo começado em 07 de Junho.

A primeira atração foi exatamente um nome novo e em ascensão: Chico Brown.

Trocamos uma ideia rápida com a Fabiane sobre esse novo momento do programa.

TMDQA: Como você vê esse novo espaço para artistas independentes em uma mídia tão tradicional quanto o rádio?

Fabiane Pereira: O FARO não é um programa só pra artistas independentes. O FARO é um programa que promove a nova produção musical contemporânea e neste contexto há artistas independentes e também artistas contratados por gravadoras. Acho fundamental que as rádios abram suas programações pra novos nomes porque a música brasileira se renova, dia após dia, através de TODOS os gêneros. O que acontece, na maioria das vezes, é que muitas emissoras só apostam em gêneros populares gerando uma espécie de “cartel musical”. Precisamos lembrar sempre que a frequência radiofônica é uma concessão pública e como tal deve, por premissa, prestar um serviço à população. E apresentar novidades sonoras é um serviço. E é isso que eu busco à frente do FARO.

TMDQA: Muita gente ainda acha que a internet está matando o rádio e o Faro leva a internet para lá. Qual sua opinião sobre o impacto da internet no rádio?

Fabiane Pereira: Acho que em 2018 as pessoas já entenderam que a internet só faz conta de somar. (Risos) A TV e o rádio já compreenderam que a internet é uma aliada poderosíssima tanto que praticamente todos os programas têm suas extensões digitais. O FARO é essencialmente um programa de rádio mas graças à internet nossa audiência é amplificada porque muitos ouvintes só nos escutam através do app ou do site da SulAmérica Paradiso – muitos nem têm rádio em casa. A maioria das músicas que tocam no FARO já são conhecidas dos nossos ouvintes graças exclusivamente à internet. É muito ‘doido’ viver neste mundo híbrido onde a música de um artista já foi ouvida por milhares de pessoas via streaming mas jamais foi tocada no rádio. Eu tento ser um filtro que mistura sucessos digitais que têm potencial radiofônico.

TMDQA: Como você tem selecionado a programação para diferenciar esses dois programas?

Fabiane Pereira: O “FARO de quinta” será um programa super curtinho (por enquanto). Só meia hora, das 20h30 às 21h. Por causa do horário, a ideia é termos uma programação musical mais “comercial”, ou seja, tocar os sucessos dos artistas e ter uma interação maior com nossos ouvintes através das redes sociais e de participações por telefone. Em agosto começaremos a transmitir o programa AO VIVO e estou empolgadíssima com este momento.