Conversamos com Lali sobre música latina, rivalidade Brasil x Argentina e próximo álbum

Foto: Reprodução/Instagram
 

Por Nathália Pandeló Corrêa

Você talvez não tenha ouvido falar de Lali — ainda.

A cantora e atriz argentina iniciou sua carreira em 2003, quando protagonizou a novela Rincón de Luz, e logo em seguida integrou o elenco de Chiquititas. Durante a adolescência, participou de Casi Ángeles, um fenômeno mundial que fez surgir o grupo Teen Angels. Com ele, Lali excursionou pela América Latina, Espanha e Israel. E desde 2013 assumiu carreira solo, com o primeiro álbum, A Bailar, já chamando atenção por sua fusão de r&b, hip hop, dubstep e mais.

Desde então, a artista vem aos poucos construindo sua marca. Lançou um novo álbum, Soy, em 2016, conquistou prêmios, colocou no mercado a própria fragrância e virou presença marcante nos anúncios na Argentina.

Agora, Lali se prepara para conquistar o mundo. Já conhecida do público jovem brasileiro, ela gravou “Boomerang” em Português e esse ano revelou o primeiro single do álbum que vem por aí. “Brava” entrega a intenção do disco: mostrar que a artista não tem medo de se expor e se reinventar a cada trabalho. Os próximos passos serão apresentar sua turnê internacional #LaliEnVivo no Peru (24/5), Miami (13/7), Milão (21 e 22/7), Tel aviv (24/7), Madrid (27/7) e Barcelona (28/7). Logo, Lali volta à Argentina para apresentar seu terceiro trabalho de estúdio.

Enquanto esse momento não chega, ela conversou com o Tenho Mais Discos Que Amigos! sobre uma possível vinda ao Brasil, sua carreira de atriz e o bom momento que a música latina vive no cenário mundial.

Confira após o player!

TMDQA!: Olá, Lali! Primeiramente, quando ouvi suas músicas, de início, não fazia ideia de que você também era atriz desde muito jovem. Como alguém que cresceu assistindo Chiquititas (risos), imagino que não deva ser fácil assumir compromissos e lidar com pressão desde tão cedo. Você acha que isso te preparou melhor pros desafios que você enfrenta hoje enquanto artista e pessoa pública?

Lali: Com certeza. Essa experiência foi uma espécie de escola para que eu conseguisse chegar onde estou hoje. Desde pequena, estar nesse meio e lidar com essas pressões foi uma verdadeira universidade para me preparar pra minha carreira agora, e lidar com as coisas numa escala maior.

TMDQA!: Essa parte da sua carreira é de fato apenas uma porção, pois você também se descobriu enquanto mulher de negócios, além da sua carreira musical. Muitos cantores acabam delegando essas funções e se concentrando só na parte artística. O que essa faceta do seu trabalho te proporciona, no sentido de realização pessoal, que vai além de estar nos palcos ou nas telas?

Lali: É porque sou inquieta! (Risos) Enquanto mulher, me importo em aprender sobre tudo e participar das decisões que são tomadas. Me meti em todos os aspectos do trabalho que gosto, como na produção. E como sou artista pop, meu trabalho me proporciona muitas possibilidades, há um leque muito grande de coisas que posso fazer.

TMDQA!: O single “100 Grados” foi o seu primeiro lançamento esse ano. O que podemos esperar mais ao longo de 2018?

Lali: Sim, e pode esperar tudo! Essa canção é apenas o primeiro single do meu novo disco, que se chama Brava. Virão novas músicas e por fim o álbum. Vou sair em turnê com ele, embarcar em muitas viagens. Espero que ele me leve ao Brasil também!

TMDQA!: Opa! Aliás, falando no Brasil, graças a você e outros artistas, o país está consumindo música de seus países vizinhos como não se via há muito tempo. E esse é um fenômeno mundial — você se apresentou, por exemplo, em Israel, com ingressos esgotados. O que você acha que está ajudando a abrir cada vez mais as portas para a música cantada em Espanhol mundo afora?

Lali: Acho que a força que a música em Espanhol ganhou se torna uma oportunidade de viajar pelo mundo, entrar em culturas diferentes, como a brasileira. Cantar em Espanhol, que é uma língua de grande alcance, tem me levado a muitos lugares. E sinto que há muito mais receptividade à nossa música, mais oportunidades, no Brasil e no mundo.

TMDQA!: Mas sei que você tem uma ligação com seus fãs brasileiros já há algum tempo, e até gravou “Boomerang” em Português. Você tem alguma proximidade com a música do Brasil, algum artista que admire? E quando os fãs poderão assistir seus shows por aqui?

Lali: É segredo! (Risos) Não posso revelar ainda, mas terei em breve uma colaboração com uma artista brasileira. Mas por enquanto é secreto! (Risos)

TMDQA!: Mas e shows?

Lali: Ainda não temos uma data fechada, mas acredito que vamos saber melhor quando a turnê estiver mais estruturada. Espero muito poder estar aí com vocês!

TMDQA!: Apesar da boa vizinhança, estamos aí a um mês da Copa do Mundo! Dá pra manter a relação com os fãs brasileiros nesse período ou a música está acima dessas rivalidades?

Lali: (Risos) Acho que isso é algo mais cultural do que real, um costume de manter a rivalidade no futebol. Mas com música, não tem essa. Brasileiros e argentinos se dão muito bem! (Risos)

TMDQA!: O nome do nosso site é Tenho Mais Discos Que Amigos, o que tem muito a ver com a nossa relação próxima com música. Gostaria de saber quais são os discos com que você tem uma relação especial, e que coloca pra tocar depois de um longo dia e instantaneamente tornam seu dia melhor.

Lali: Sim! Todos temos mais discos que amigos (risos)! Gosto de boa música. Mas se há um disco que sempre coloco é o Greatest Hits do Queen. Nunca me cansa, desde pequena, e é um disco que vou seguir ouvindo até ficar velhinha.

TMDQA!: Tá certo, Lali. Obrigada pelo seu tempo.

Lali: (Em português) Obrigada a você! Avisa a sua galera no site que estou empolgada para em breve nos encontrarmos no Brasil.

TMDQA!: Transmitirei o recado!

 
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