Em semana de amistoso entre as seleções do Brasil e da Alemanha de futebol, onde vingamos pelo menos um pouquinho o 7×1, o TMDQA! traz uma entrevista realizada com os alemães do Milky Chance, banda que se apresentou no terceiro dia do Lollapalooza Brasil, no último domingo (25/3), em São Paulo.

Um pouco tímido, mas muito simpático, o vocalista Clemens Rehbein, falou conosco sobre a rápida ascensão do grupo de rock alternativo, que tem apenas dois discos lançados mas já conquistou uma sólida base de fãs por aqui.

O Milky Chance começou em 2012, gravando canções em casa e as disponibilizando na internet, onde logo se tornaram populares. Clemens contou pra gente como foi essa transição pro mundo real. E, claro, falamos sobre o 7×1 também. Confira abaixo o texto. Ou clique no podcast, no final do post, pra ouvir em áudio!

TMDQA! entrevista Milky Chance

TMDQA!: Bom show pra vocês mais tarde! É a primeira vez da banda no Brasil?

Clemens Rehbein: Sim! E a primeira vez na América Latina também. Então nós estamos bem felizes.

TMDQA!: Vocês são todos alemães, certo?

Clemens: Sim.

TMDQA!: Eu gostaria que vocês se apresentassem para o público brasileiro através dessa entrevista. Talvez você possa falar sobre seus discos. O quanto vocês mudaram do disco Sadnecessary (2013) para o Blossom (2017)?

Clemens: Musicalmente, eu diria que é mais artesanal, mais analógico. Se formos ver o jeito que foi produzido e gravado, há uma diferença grande entre os dois discos. No segundo disco, fomos pra um estúdio profissional, usamos bateria nova, amplificadores novos, instrumentos novos… e o Sadnecessary foi gravado em casa, então a gente não tinha essas coisas todas, essa “engrenagem”. Então é mais complexo, tem mais detalhes. Gastamos muito mais tempo fazendo os arranjos.

TMDQA!: E as influências que vocês tinham antes e têm agora?

Clemens: Você quer dizer nesse período entre os discos?

TMDQA!: Sim.

Clemens: Provavelmente… nós da banda somos muito ecléticos, ouvimos todos os gêneros. Não ficamos presos em um estilo só durante algum tempo. Somos bem abertos, gostamos de nos inspirar um pouco em cada lugar. Era assim antes e continua sendo assim. Eu diria que não há uma grande mudança nesse sentido. Mas ouvimos coisas novas, claro.

TMDQA!: Vocês começaram postando suas músicas na internet, no YouTube e no SoundCloud, e dessa forma atingiram o sucesso. Esse é o sonho de milhares de jovens músicos no mundo todo. Foi realmente um sonho? Como foi essa transição para a “vida real”?

Clemens: (risos) Honestamente, quando a gente começou, em 2012, foi logo depois que terminamos a escola. A gente era muito… a gente gostava de vida fácil, sabe? A gente não se importava com nada. Não tínhamos nenhuma responsabilidade. Era tudo muito fácil na época que gravamos o primeiro disco. E não tínhamos nenhuma intenção de começar uma carreira no “mercado da música”, ou como você queira chamar. Foi tudo acidental. Tivemos muita sorte. Então quando aconteceu, pensamos “caramba… isso é realmente o que queremos fazer”. Então a gente amadureceu com isso. Conhecemos vários outros artistas que estavam fazendo isso há anos e tentando “permanecer no mapa”, o que é algo muito difícil. Então eu acho que somos sortudos.

TMDQA!: Ótimo. E vocês gostam de tocar em festivais? O Milky Chance já participou de vários.

Clemens: É ótimo, principalmente durante o verão (risos)! É algo sazonal. Durante o inverno, preferimos fazer shows em locais fechados, o que também é ótimo. Eu gosto de ambos. É bom misturar, ter diferentes ambientes para fazer shows. Mas fazer parte de um festival como esse é sempre… sentimos que é um grande privilégio, estamos sempre muito gratos de dividir nossa música com tanta gente.

TMDQA!: Última pergunta: não sei se você gosta de futebol, mas você deve se lembrar da última Copa do Mundo, quando o seu time acabou com o nosso. Você acha que o público brasileiro vai ser hostil com vocês por causa disso (risos)?

Clemens: (risos) Ah não… eu não sou muito fã de futebol, não costumo assistir. Claro que na Copa do Mundo eu acompanhei um pouco. Eu gosto de jogar! Quando eu era jovem eu jogava em um clube. Mas não sou muito fã. No fim das contas, é só um esporte. Ele conecta pessoas de nacionalidades diferentes.

TMDQA!: Tudo bem, a gente já superou.

Clemens: (risos)