Duas das maiores lojas do mundo irão retirar CDs das suas prateleiras

Best Buy e Target adotam novas estratégias relacionadas ao formato

CD Player
Foto de CD Player via Shutterstock
 

Será que estamos chegando ao fim da era dos CDs?

Pelo menos no que diz respeito a algumas das maiores redes de lojas de departamentos do planeta, esse deve ser o caso.

De acordo com a Billboard, a Best Buy já teria avisado aos seus fornecedores que até o dia 01 de Julho não irá mais comercializar CDs em suas mais de mil lojas.

De forma até certo ponto irônica, a rede irá continuar vendendo discos de vinil pelo menos durante os próximos dois anos, além de vitrolas. Vale lembrar que apesar de hoje em dia ser lembrada por eletrônicos e produtos de informática, a Best Buy nasceu como a Sound Of Music, em 1966, especializada em aparelhos de som de alta fidelidade.

Outra rede enorme de lojas dos Estados Unidos (e que curiosamente também nasceu em Minneapolis, assim como a Best Buy) anunciou recentemente uma mudança drástica na forma como irá comercializar os CDs.

A Target disse às distribuidoras que daqui pra frente pretende comercializá-los apenas no regime de consignação; ou seja, ela só irá pagar para as gravadoras pelos CDs que efetivamente forem vendidos. Hoje, ela compra os discos compactos e gasta quando manda de volta os que não são comercializados, recebendo apenas crédito em troca.

Segundo a matéria, a Target iria fazer o mesmo com DVDs, sendo que esses já passariam a ser adquiridos dos fornecedores em 01 de Fevereiro e os CDs têm uma data de novo modelo indefinida entre 01 de Abril ou 01 de Maio.

Dessa forma, se as gravadoras e distribuidoras não aceitarem a comercialização em consignação, a Target também poderia remover os CDs de suas prateleiras o que, convenhamos, parece ser apenas questão de tempo com a popularização do streaming e a volta dos discos de vinil.

Compact Disc

O CD, ou Disco Compacto, foi lançado em 1982 após um trabalho conjunto das gigantes Philips e Sony, que se basearam em conceitos inventados e patenteados pelo norte-americano James T. Russell, nome fundamental em vários aspectos das tecnologias envolvidas na gravação e na leitura óptica.

Nos anos 90 e 2000, o formato tornou-se o mais utilizado em todo planeta para o lançamento de áudio, e seu declínio começou a acontecer por volta de 2005, quando a Internet passou a popularizar os formatos digitais.

Será que os disquinhos irão virar relíquia em casa?

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