Clássico do influente R.Sigma ganha roupagem de samba em releitura

Melancolia da faixa fica ainda mais evidente

  

O cantor e compositor Kadu Magalhães apresenta seu lado intérprete no mais novo lançamento. Transformando o rock emocional da banda carioca R.Sigma em um samba triste, ele lança uma versão do sucesso “O Mito do Insubstituível”. A produção musical é de Julio Alecrim.

Natural de Teresópolis (RJ), Kadu Magalhães apresentou em 2017 o primeiro trabalho em carreira solo. Após longa trajetória em bandas de rock, o artista investiu em canções intimistas, dessa vez influenciado pela MPB. Esse entusiasmo surgiu após a decisão de mudar-se para Portugal, que acontecerá em breve. Foi então que Magalhães uniu o útil ao agradável e resolveu investir em um EP com canções autorais, com referências à nossa música. Retorno é um símbolo de revisitação proporcionada pela composição, que trazem memórias da infância, vivida no sítio dos avós. A escolha por fazer a versão de R.Sigma veio também dessa busca nostálgica.

Para isso, ele se uniu ao guitarrista que o acompanha nos palcos. “O Taunay queria fazer um canal de música e a ideia era fazermos versões de músicas que gostamos, sem importar se eram famosas ou não. Lembramos do R.Sigma porque a banda tem um link com o nosso passado, já que dividimos palcos com eles com outros projetos. O Taunay até trabalhou em gravações com eles e é amigo da banda. A gente sempre gostou dessa música, da letra, do clipe dela e decidimos fazer a nossa versão”, conta Kadu. Embora o projeto do canal não tenha seguido adiante, a versão de “O Mito do Insubstituível” ficou guardada até que os músicos optaram por lançá-la como single.

A R.Sigma começou em 2004 e foi um dos destaques do rock carioca por anos. A banda foi a base de formação de alguns nomes expoentes da música nacional, como Diogo Strausz e Castello Branco, que deu sua bênção para a versão da música originalmente lançada em 2010. A faixa já estava presente nas apresentações ao vivo de Kadu.

“Assim como no show que fazemos, o cover não é igual à original. A gente une as faixas escolhidas com as nossas, por exemplo. A nossa versão tem um clima com um pouco de samba”, reflete Kadu.

Ouça a versão de Kadu e a original abaixo:

 

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