Elza Soares
Foto por Daryan Dornelles
 

Em 2015 a cantora Elza Soares lançou A Mulher Do Fim Do Mundo, disco que transformou a sua carreira de forma mais que merecida.

Com ele, Elza conseguiu reunir um grupo de produtores, músicos e compositores que traduziram bem demais mensagens que ela queria passar à essa altura da carreira com canções urgentes que flertavam tanto com a música popular brasileira quanto a música alternativa, fazendo com que ela alcançasse os dois mundos com una naturalidade das mais belas.

O álbum foi aclamado em todo país, ficou em primeiro lugar na nossa lista de melhores discos nacionais daquele ano e levou Elza Soares para o mundo todo, já que por conta dele, a artista participou de festivais europeus, incluindo o famigerado Primavera Sound.

O que A Mulher Do Fim Do Mundo também fez foi nos deixar ansiosos por um novo trabalho, e ele está vindo aí.

Deus é Mulher será o nome do novo disco de estúdio de Elza Soares, que conversou com o Estadão a respeito do trabalho e falou sobre as canções e o processo do disco que sairá pela Deck, com quem a cantora assinou contrato recentemente:

Cara, foi essa música que me fez repensar no título deste disco. Quando o Pedro Luiz cantarolou a música em meu ouvido, eu fiquei louca!!! Quando ele me mandou a música não tinha duvida que essa música entraria no disco… Lógico!

Foi assim que Elza explicou o título, derivado de “Deus Há De Ser”, canção de Pedro Luís, que irá aparecer ao lado de outros autores como Tulipa Ruiz, Alice Coutinho, Mariá Portugal e mais.

Ainda segundo a matéria, Kastrup será novamente o produtor do álbum, e foi ele que em Setembro do ano passado começou a conversar com possíveis compositores e passou a reunir material inédito para o trabalho: foram cerca de 60 canções sendo que 20 dessas acabaram sendo selecionadas e levadas para Elza Soares, com a ideia de fazer um corte final. Dessas, sobraram oito e acabaram surgindo mais três, e a versão final de Deus é Mulher deve ter 11 faixas.

LEIA TAMBÉM: Elza Soares e Rafaela Silva estão em novo documentário sobre empoderamento feminino negro

Kastrup ainda disse que o novo disco de Elza Soares não tem necessariamente a mesma estética de A Mulher Do Fim Do Mundo, apesar do núcleo central de músicos permanecer o mesmo, “mas existe uma continuidade”.

Já Elza explicou:

(O disco anterior) denunciava as mazelas e o caos do mundo. O novo trabalho sugere o nascimento de uma nova era, conduzida pela energia feminina.

Você pode ler a matéria do Estadão com Elza Soares por aqui.

Logo abaixo você pode ouvir a recente parceria de Elza Soares com Pitty em “Na Pele”, que saiu pela Deck.

 
Compartilhar