Royal Blood
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Para a maioria do estudantes universitários, quatro anos é o período que deveria servir para ensinar todo o conteúdo que tem que ser absorvido para o seu crescimento profissional antes da tão esperada graduação. O esforço e dedicação geralmente são recompensados com uma bela festa de formatura, daquelas que exige um dia inteiro de recuperação pra se livrar da ressaca.

Em comparação, é mais ou menos isso que aconteceu com o Royal Blood, que após somente quarto anos desde a sua formação oficial como banda/dupla, podem dizer que passaram pelo teste e pela formatura que definirão suas carreiras daqui pra frente, depois da recente turnê que concluíram com os seus mestres, o Queens Of The Stone Age.

Pelo menos foi exatamente dessa forma que o baixista e vocalista Mike Kerr definiu a experiência em entrevista recente à publicação inglesa Evening Standard:

Foi como se formar na escola do rock’n roll; fomos libertados como pombas das mãos do próprio [Josh] Homme.

O duo, que lançou o seu segundo disco How Did We Get So Dark? em 2017, teve que sobreviver a meses na estrada com os seus ídolos enquanto viviam à risca a cartilha dos estereótipos do rockstar sem limites: “Nós acabamos de terminar a turnê com o Queens of the Stone Age, e ela quase nos matou,” disse Mike. “Foi uma carnificina absoluta. Foi como uma despedida de solteiro que durou quatro semanas.”

Ao mesmo tempo a sequência de grandes shows e festas igualmente grandiosas parece ter se tornado algo rotineiro para a dupla inglesa, que durante o tempo que foram apadrinhados não só pelo Queens, como também pelo Foo Fighters, passaram por testes de resistência curiosos na estrada. Mike lembrou de uma história em particular que viveu com Dave Grohl e companhia:

Eu tinha fumado um baseado gigantesco quando eles [Foo Fighters] estavam chegando perto do fim do set deles durante um show. Aí, quando eu me dou conta, Dave Grohl me pede pra subir no palco e eu estava tipo: ‘Ah, que merda.’ Então eu caminhei em direção ao palco completamente desnorteado e o Dave me fez virar uma garrafa de Champagne na frente de 80 mil pessoas.

Tocar na frente dessa quantidade de seres humanos parece ser uma tarefa menos ingrata para os ingleses, que fizeram a sua maior apresentação até agora em uma Manchester Arena com capacidade esgotada: “Foi o maior show que já fizemos. Foi um grande momento para nós.”

O crescente sucesso na carreira do Royal Blood desde a sua formação em 2013 é algo que Mike ainda não consegue explicar: “Eu acho que ninguém consegue planejar algo assim. É muito raro; especialmente para bandas de rock nesse cenário atual. Nós somos uma banda há quatro anos somente. É loucura.”

Fãs brasileiros terão mais uma chance de presenciar essa loucura em 2018, quando o Royal Blood aterrissa no país para abrir o show do Pearl Jam no Rio de Janeiro, no dia 21 de Março, e logo em seguida vão para São Paulo como parte do line-up do Lollapalooza.