Devendra Banhart
Foto: Luis Felipe Moura
 

Na noite da última terça-feira (12) aconteceu o terceiro show da turnê brasileira de Devendra Banhart. A apresentação ocorreu no Tropical Butantã e contou com abertura do Rogov e O Terno.

O show começou pontualmente às 19h30 com um público tímido, mas que eventualmente arriscava acompanhar os refrões de algumas composições do Rogov. A banda é o projeto de Gregory Rogove, multi-instrumentista, compositor e cantor norte-americano mais conhecido por seu trabalho como baterista do Banhart.

Rogov, por Luis Felipe Moura

Em seguida foi a vez d’O Terno mostrar seu show sempre muito competente e divertido. Nenhuma grande surpresa, mas bem agradável de acompanhar ao vivo faixas como “Culpa”, “Deixa Fugir”, “Lua Cheia”, “Volta”, “Não Espero Mais”, entre outras. A essa altura, a casa já estava consideravelmente cheia e o público cantando tudo junto com a banda. Um show delicioso e muito bem acertado dentro do contexto da noite (o próprio Devendra viria a elogiar o grupo mais tarde).

Terno, por Luis Felipe Moura

Devendra Banhart é um cara apaixonante. Sério. Sempre animadíssimo, dançando por todo o palco, se esforçando bastante para falar um português (portunhol, vai!) enrolado e se conectando com os fãs que lotavam o local numa noite bem no meio da semana.

O artista tocou canções como “Für Hildegard Von Bingen”, “Good Time Charlie”, “John Lends a Hand”, “Baby”, “Mi Negrita” e tantas outras que ficavam ainda mais encantadoras com o gigante coral de fãs que o acompanhava o tempo inteiro.

Entretanto, esse mesmo público que cantava junto também ficou bem quietinho quando a banda saiu e deixou o cantor sozinho para apresentar roupagens mais acústicas. Entre elas, “Quédate Luna” e uma deslumbrante versão digna de fazer marmanjo chorar de “The Body Breaks”. Certamente um dos pontos altos da noite.

Foto: Luis Felipe Moura

Outro destaque foi quando, assim como em seus outros shows, Banhart convidou ao palco alguém da audiência que já tivesse composto uma música e nunca mostrado a ninguém. Um rapaz chamado Victor subiu e apresentou uma faixa meio aluada e interessante que falava sobre dinossauros e Camaro amarelo (?). O sujeito cantava e tocava direitinho e foi até bem aplaudido pelo público.

Já terminando a apresentação, todo afetado e rebolando, o músico toca “Fancy Man” e no meio canta o refrão de “You Don’t Know Me”, clássico de Caetano Veloso. Precisa nem dizer que talvez essa seja a hora em que o público fica mais animado. Caê ainda é TOP, como dizem os mais jovens.

Logo depois de “Foolin’”, Banhart termina esse showzão dizendo que “São Paulo é muito amor”. Você está certo e está errado, Devendra. Venha outras vezes para comentar essa frase com a gente.