Conversamos com o Class A, que mistura rap e funk e está lançando novo single

Trio do Rio de Janeiro tem números impressionantes no YouTube

Class A
Foto: Divulgação
 

Class A (pronuncia-se “Classe A”) é o nome de um trio que surgiu no Rio de Janeiro após Igor Adamovich, PK e Oik se conhecerem em batalhas de rima na Ilha do Governador, no Rio de Janeiro.

Após se juntarem e começarem a compor, os caras resolveram usar o YouTube para divulgar suas composições e conseguiram números incríveis com suas músicas, chamando a atenção de uma base de fãs enorme e também de uma grande gravadora, a Warner, que irá lançar um EP chamado Entre Sonhos e Pesadelos em breve.

Em apenas um ano as sete canções já lançadas pela banda no YouTube têm mais de 97 milhões de visualizações e nós conversamos com os caras sobre o processo todo.

Leia a nossa entrevista com o Class A logo abaixo.

 

 

TMDQA!: Vocês têm um background bem interessante, se conheceram em batalhas de rima e decidiram misturar Rap com Funk para fazer a sonoridade de vocês. Contem pra gente um pouco sobre esse encontro e, a partir daí, como tudo evoluiu. Que outros elementos em comum vocês tinham no começo para iniciar o projeto?

Class A: Somos todos dos mesmo bairro, tínhamos amigos em comum, frequentávamos os mesmos lugares, bailes, batalhas, e então cruzamos o caminho um do outro. Tudo começou com a mesma vontade de fazer música, rimar, levar nossa arte para os outros. Cada um agregou algo diferente que hoje retrata o estilo do Class A. Desde outras bandas, estilo, freestyle, o funk, e hoje, a soma de tudo isso cria nossa própria identidade.

TMDQA!: A banda tem uma relação muito íntima com a Internet e números impressionantes no YouTube, por exemplo. Isso foi algo deliberado desde o começo? Usar a estética da banda, associada à sonoridade e utilizá-la com os vídeos?

Class A: O YouTube foi o caminho que encontramos para divulgar nosso trabalho e conversar com quem nos ouvia. Foi o jeito mais rápido para nos comunicarmos com a nossa “gangue” (assim que chamamos as pessoas que acompanham a nossa história) e saber a opinião deles sobre o nosso trabalho. Desde então a aproximação com os fãs foi acontecendo de maneira natural e essa força foi se moldando, o que acaba refletindo nos números que temos hoje.

TMDQA!: “Nós Dois” é o primeiro single de vocês pela Warner. Como surgiu a parceria com uma major e que passos serão dados daqui pra frente para divulgar o trabalho?

Class A: A parceria surgiu a partir do nosso empresário, que nos levou até a gravadora. Conversamos, visamos muitas coisas em comum e ficamos muito felizes em assinar com a Warner. Daqui pra frente é trabalhar para dominar as rádios, canais de TV e o Brasil com nosso som.

TMDQA!: Conte-nos um pouco sobre a gravação do clipe para esse single, que é outro trabalho que deve render bons números à banda no YouTube.

Class A: Com certeza vai render mais um recorde, se não ficar #1 no YouTube eu nem assisto! (risos de PK, que brinca com o vídeo). A gravação foi em São Paulo, com a equipe da Vandaloh e direção do Pedro Gomes. Ficamos lá uns dias e tem um roteiro bem diferente do que a gente vem mostrando. Uma estrutura muito maior do que havíamos apresentado aos fãs.

TMDQA!: Vocês citam influências como Racionais, Sabotage, Emicida e Charlie Brown Jr, mas nesse primeiro single deixam mais explícitos elementos do funk e da música pop. Como se dá essa mistura na sonoridade de vocês? Que outras influências são presentes no trabalho?

Class A: Temos influências músicas parecidas que variam os estilos. Admiramos muito o trabalho do Lendário Sabotage e do Emicida, mas nossa musicalidade é diferente.
A gente mantém o funk muito presente nas nossas rimas, a linguagem popular, por ser um estilo que escutamos desde pequeno. Mas só não mesclamos o funk e rap, também temos muito rock. Não ficamos presos às “classificações de gêneros musicais” e vamos somando o que há de melhor em nosso som.

TMDQA!: Nosso site se chama Tenho Mais Discos Que Amigos! e falamos sempre sobre essa relação de como os discos estão ao nosso lado nos momentos tristes, felizes, fáceis e difíceis. Que discos têm acompanhado vocês nos últimos meses?

Class A: A gente escuta de pouco de tudo, o Igor escuta mais música gringa, rock, Pink Floyd, bandas nesses estilos. Mas estamos ligados em tudo, no hip hop e rap internacional, e no nacional também!

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