Chester Bennington e Fred Durst
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Foto de Fred Durst via Shutterstock

Fred Durst e Chester Bennington tinham muito em comum.

O primeiro entrou para a história como vocalista do Limp Bizkit, uma das bandas pioneiras na fusão de rock pesado e hip hop, que pavimentou o caminho justamente para que nomes como o Linkin Park, do vocalista Chester, aparecessem e se consolidassem.

Após a morte de Bennington no último dia 20, Durst falou com a Variety e deu declarações bastante honestas sobre o relacionamento com o músico, sua importância e mais.

Você pode ler a tradução da conversa logo abaixo.

Eu estou aqui com o meu irmão Cory e nós estávamos conversando sobre quando o Linkin Park tocou antes da gente no seu primeiro show na Europa. Eles entraram no nosso camarim e estavam claramente empolgados e tímidos. Wes [Borland], eu e meu irmão fomos assistir ao show e demos banho de champagne neles após a apresentação, como forma de dar os parabéns.

Eu me lembro de vê-los tocando e pensar, ‘A voz do Chester irá deixar essa molecada doida!’ Foi um grande momento e eu fico feliz por tê-lo presenciado.

Eu posso dizer muitas coisas maravilhosas sobre o Chester que eu conheci. Ele tinha uma maneira de fazer com que qualquer pessoa com quem ele conversasse fosse ouvida, entendida e significasse algo. Sua aura e espírito eram contagiantes e empoderadores. Muitas vezes esses tipos de pessoas vivem com tanta dor e tortura dentro delas que a última coisa que querem é contaminar ou partir o espírito das outras.

Ele faria qualquer coisa para que você soubesse que ele se importava. Por mais reais e transparentes que fossem as nossas conversas, ele sempre era o cara que projetava luz na escuridão. Na minha última conversa com ele, ele estava segurando dois cãezinhos lindos e me elogiando da forma mais altruísta e motivacional possível, falando sobre mim e sobre o Limp Bizkit e me agradecendo por pavimentar o caminho para bandas como o Linkin Park.

Como resposta, eu disse para ele que se não fosse por sua voz e suas palavras, esse gênero nunca teria atingido as massas e afetado tantas vidas. Eu o agradeci por ser tão corajoso e humilde e por sempre ser um cavalheiro. Nós demos risada, nos abraçamos e contamos piadas, como se sempre fosse existir um amanhã onde nos encontraríamos novamente.

Eu quero abraçá-lo agora e dizer pra ele que todos lidamos com a nossa própria dor e lidamos com ela das nossas formas. Eu sei que a sua tortura é única para ele, mas eu sempre estaria aqui para ouvir e ajudar da forma que pudesse. Mas eu não vou ter aquele abraço e aquele momento agora, o que me deixa muito triste.