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Como você viu por aqui, o produtor cultural Pedro Ferreira lançou no último mês a coletânea Dois Lados, uma homenagem à banda mineira Skank.

O grupo liderado por Samuel Rosa comemora em 2017 os 25 anos desde o lançamento de seu primeiro disco, homônimo, pelo selo Chaos, da Sony (o álbum havia sido lançado pelos garotos de forma independente em 1991, e as recordações desse trabalho deram vida anteriormente à compilação Skank 91).

Conversamos com o Pedro sobre o disco, a divulgação e a escolha das músicas e artistas. O álbum, 100% independente e sem fins lucrativos, já está disponível para audição e download no Soundcloud, e você ouve no final deste post.

TMDQA!: Porque homenagear o Skank?

Pedro: Além de ser um ano muito especial para a banda, que completa 25 anos do lançamento do primeiro disco, poucos grupos na história da música pop nacional foram tão bem sucedidos quanto o Skank. Dessa forma, pensei em realizar um tributo como forma de perpetuar o legado de um dos principais nomes da música, a partir de releituras que estimulem o público a conhecer novos nomes da música brasileira.

“poucos grupos na história da música pop nacional foram tão bem sucedidos quanto o Skank”

TMDQA!: E as músicas? Porque 32 canções e 32 artistas?

Pedro: (risos) não tem explicação. Nos produtos que produzi, sempre gostei de percorrer toda carreira do artista.

TMDQA!: Como nome por trás de outras homenagens, como o tributo Re-Trato, para o Los Hermanos, e o Mil Tom, para o Milton Nascimento, como você seleciona os artistas que vai homenagear?

Pedro: Assim como aconteceu com o Los Hermanos em 2012 e o Milton Nascimento em 2015, para produzir um trabalho como este é preciso sentir um certo carinho e admiração pelo artista/grupo homenageado. E com o Skank, não é diferente.

“É um projeto feito na raça. Cada artista arcou com a própria gravação”

TMDQA!: Foram os próprios convidados que escolheram as músicas que fariam as versões ou houve uma pré-seleção?

Pedro: Um pouco dos dois (risos). A intenção sempre foi percorrer toda obra do Skank, então procurei deixar as bandas à vontade durante a escolha, mas dei alguns pitacos. A minha única orientação era a de que optassem por canções que o Skank gravou e que são sucesso com eles, mesmo que não sejam deles, mas que ficaram ligadas ao grupo, como por exemplo, “Vamos Fugir” e “Tanto”.

TMDQA!: O projeto não tem fins lucrativos e não remunera os artistas participantes. Desta forma, como fica o uso das versões pelos artistas que fazem a homenagem? E a divulgação do trabalho após a conclusão?

Pedro: É um projeto feito na raça. Cada artista arcou com a própria gravação.

TMDQA!: Como começou a sua relação com música, e como você se tornou produtor cultural? Que artistas são suas principais influências musicais? 

Pedro: Desde muito novo sou ligado à música. Meus tios sempre foram forte influência pra mim. Nos almoços de domingo, eu sempre pegava discos emprestado com eles. Acho que isso contou muito para despertar meu interesse musical.

Já meu contato com produção cultural foi através desses tributos (Re-Trato, Mil Tom e Dois Lados). A partir deles, portas se abriram para trabalhar em grandes eventos como, por exemplo, Virada Cultural de BH e Natura Musical.

TMDQA!: Você já tem algum próximo projeto em mente?

Pedro: Sempre tenho algum projeto em mente, mas, no momento, quero me concentrar no Dois Lados.

TMDQA!: E para finalizar: você tem mais discos que amigos? 

Pedro: Claro, não tem como comparar (risos).