Da dança para o violão. Do violão para os palcos. E com a experiência dos palcos, um álbum nasceu. Monstera deliciosa é o maduro disco de estreia da cantora Laura Petit, uma bailarina que une corpo e música em suas composições. Muito mais do que uma declaração de força, as 10 faixas deste primeiro trabalho revelam uma mulher que se descobriu livre. O álbum foi gravado no estúdio RockIt!, no Rio de Janeiro, e a produção é compartilhada entre Felipe Fernandes, Eduardo Manso e Estevão Casé. O álbum chega nessa sexta nas plataformas digitais mas você ouve com exclusividade primeiro aqui no TMDQA!.

Desconstruindo a MPB com influências que vão do indie noventista até canções de cabaré, Laura discursa sobre amores e desejos em 10 faixas inéditas, além de uma versão de “Tarado” (Caetano Veloso e Jorge Mautner). O enigmático título do disco vem do nome científico da planta Costela de Adão. O nome cria uma dualidade curiosa entre a irônica referência bíblica que Laura canta em uma das faixas (“Nem adianta oferecer maçã, quero temperada essa costela de Adão”) com a ideia de uma monstruosidade deliciosa que seria responsabilidade da mulher.

“Penso que a mulher eu lírico do disco é livre e isso assusta. Acho que ela nem sempre foi livre, mas se sente assim agora. Isso reflete na maneira como reage diante da alegria e da melancolia. Ela gosta de estar só e isso não significa que despreza companhia”, explica Laura.

 

Nascida em Brasília e criada em Curitiba, Petit traz, aos 23 anos, uma bagagem artística invejável. Bailarina da infância até a adolescência, ela utiliza a linguagem corporal da dança para evoluir sua música. Aos 19 anos, lançou o EP Onde o Vento Faz a Curva e em 2015, lotava o Teatro do Paiol, um dos principais da capital paranaense, com a tour do segundo EP Manacá Dente Saudade. De lá pra cá, Laura acumulou experiência de estrada e conheceu a equipe que trabalhou no álbum.

“Algumas coisas mudaram. Alguns anos a mais fizeram diferença, considerando que comecei a escrever muito nova. Sinto que não tenho mais vergonhas e isso facilitou muito a composição do álbum. Foi um alívio escrever o disco. Não era um plano falar sobre o feminino. Quando ouvi o disco pronto, percebi que tinha um álbum inteiro extremamente feminino. Ele saiu de mim sem eu perceber”, finaliza Laura.

Ouça abaixo o disco em primeira mão: