Conversamos com o Red Fang, que vem ao Brasil para o Maximus Festival

"O rock não é uma escolha... é uma coceira que deve ser coçada!"

Red Fang
 

Foto por James Rexroad / Divulgação

No dia 13 de Maio o Autódromo de Interlagos, em São Paulo, será tomado por uma série de bandas de rock and roll que farão parte do Maximus Festival.

A organização do evento soube montar um line-up de respeito misturando Punk Rock, Hardcore, Heavy Metal e Hard Rock com nomes consagrados e novos artistas, em uma mistura interessantíssima que esperamos que se consolide por longos anos.

Uma das bandas que irão se apresentar por lá é o Red Fang, conhecido por misturar heavy metal com stoner e sludge, e que lançou um disco chamado Only Ghosts, o quarto da carreira, no ano passado.

Conversamos com o baterista John Sherman a respeito do álbum, a participação do produtor Ross Robinson, que bandas ele quer ver no Maximus e mais.

Divirta-se!

 

TMDQA!: Antes de tudo, estamos muito empolgados por vê-los no Brasil em breve. Somos fãs do som do Red Fang e será ótimo presenciar tudo ao vivo. O que você está esperando dos shows no Brasil?

John Sherman: Nós também estamos EXTREMAMENTE empolgados por tocar no Brasil! Obrigado por nos receber! Estou esperando uma plateia ENORME de fãs de música empolgados, e eu espero ser um deles. Será uma festa gigantesca!

 

TMDQA!: O line-up do Maximus Festival foi construído misturando heavy metal, punk rock e hard rock, e a gente acha que isso é algo que deveríamos ver com maior frequência, pelo menos aqui no Brasil. Como é para você fazer parte de um evento que tem tanto nomes gigantescos como bandas que estão no começo da carreira? Quem você quer ver no Maximus?

John Sherman: Estamos honrados por sermos incluídos nesse line-up matador. Slayer é uma das minhas bandas favoritas desde que sou adolescente, então sempre quero vê-los ao vivo. E o Ghost também, é lógico!

 

TMDQA!: O Red Fang tem lançado álbuns de forma consistente, com intervalos de dois anos. Como é fazer rock and roll hoje em dia e o que faz com que vocês continuem escrevendo novas letras e riffs?

John Sherman: Seja lá qual for a força que nos fez pegar instrumentos pela primeira vez, quando éramos jovens, ela ainda nos diz para continuar fazendo rock and roll. Eu não sei se consigo explicar, mas não é uma escolha… é uma coceira que deve ser coçada!

 

TMDQA!: O mundo está passando por períodos complicados hoje em dia, especialmente nos EUA após a eleição de Trump. Como você se sente sobre os primeiros dias do Sr. Trump no governo? Como acha que a arte pode ser importante nesses períodos e como tudo isso irá impactar a música nos próximos anos?

John Sherman: Períodos difíceis sempre inspiram artistas a criar, tanto quando os problemas apareçam de questões políticas quanto de questões pessoais. Eu não faço ideia do que o futuro irá trazer para o mundo da música, mas eu sei que os seres humanos irão continuar lutando para superar as adversidades, e continuarão discutindo, discordando, e amando, odiando e criando. E a música irá continuar acalmando algumas almas e agitando outras.

 

TMDQA!: Vocês considerariam gravar um disco político para protestar contra os problemas que estão acontecendo no mundo hoje em dia?

John Sherman: Nós sempre fizemos questão de manter a política longe de nossas músicas. Há muita gente mais qualificada que a gente para gravar um disco de protesto. Nós fazemos mais sentido cantando sobre dificuldades pessoais do que políticas.

 

TMDQA!: “Only Ghosts”, seu último álbum, foi produzido pelo lendário Ross Robinson, que já trabalhou com grandes bandas como o Sepultura. Como vocês decidiram tê-lo em estúdio e que impacto ele teve no álbum?

John Sherman: Nos encontramos com Ross para conversar sobre a possibilidade de trabalharmos juntos e ele nos deixou empolgadíssimos com seu entusiasmo e AMOR genuíno, completo e puro com a música. A gente sabia que ele nos levaria a novos lugares que ainda não exploramos e tiraria o melhor da gente. Foi uma experiência maravilhosa. Nós moramos e gravamos em sua casa por um mês e cada dia foi intenso. Ross tem uma maneira de fazer com que você se abra e seja honesto – sem falcatruas. Ele é uma força positiva, como uma espécie de guru do rock and roll. Ele teve um impacto gigantesco na maneira como o álbum ficou no final, e eu não poderia estar mais satisfeito.

 

TMDQA!: Que bandas vocês estavam ouvindo quando escreveram o disco e que novas bandas têm chamado a sua atenção ultimamente?

John Sherman: Alguns dos álbuns que eu vinha ouvindo enquanto gravava eram Blackstar (David Bowie), Tired of Tomorrow (Nothing), Choice Cuts (The Masters Apprentices), Clean (Whores), Love It To Death (Alice Cooper) e Can’t Buy a Thrill (Steely Dan), além de outros. Algumas bandas que eu recomendo muito, se você ainda não conhece, são Big Business, Torche, Whores, Lord Dying, Once and Future Band, Nothing, Black Breath, Tweak Bird, Black Wizard… a lista não tem fim!

 

TMDQA!: Para alguém que nunca ouviu um som do Red Fang, como você o descreveria?

John Sherman: Eu diria que é uma banda barulhenta e pesada de rock com tendências progressivas e execução de homens das cavernas.

 

TMDQA!: Você tem mais discos que amigos?!

John Sherman: Ha! Eu tenho mais discos que amigos, mas eu não tenho discos que sejam tão bons quanto meus melhores amigos. O lance é a qualidade, e não a quantidade.

 

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