Garbage finalmente faz sua estreia no Rio de Janeiro em show histórico

Shirley Manson se empolgou e liderou primeira apresentação da banda na capital fluminense

 

Quatro anos depois de sua primeira passagem pelo Brasil (quando subiu ao palco do extinto Planeta Terra em outubro de 2012), o Garbage retornou ao país no último final de semana para shows em São Paulo e no Rio de Janeiro em turnê do disco Strange Little Birds, lançado em junho. A apresentação para o público carioca aconteceu no domingo (11) no Circo Voador, na Lapa, através da produtora Liberation MC.

Apesar do mau tempo na cidade, os fãs chegaram cedo na tradicional casa de shows e puderam conferir às 19h, sem atraso, a performance da banda paulistana BBGG, formada por Ale Labelle (guitarra e vocais), Dani Buarque (guitarra e vocais), Joan Bedin (baixo e vocais) e Mairena (bateria). Com bastante atitude, o grupo conseguiu chamar a atenção dos presentes com músicas potentes como “It’s not Me (It’s You)”, tocando por cerca de meia hora.

Quando a plateia já tomava conta do Circo Voador, Shirley Manson surgiu em cena toda imponente, como sempre, às 20h01, ao lado de Duke Erikson (guitarra), Steve Marker (guitarra e teclados), Eric Avery (baixo) e um baterista substituto no lugar do lendário Butch Vig, que precisou se afastar por conta de uma crise de sinusite. De cara, o Garbage executou “Supervixen”, do autointitulado álbum de estreia, de 1995.

Diante de um público em estado completo e absoluto de reverência, a banda liderada pela talentosíssima cantora escocesa seguiu dominando a plateia com “I Think I’m Paranoid”, do disco Version 2.0 (1998), “Stupid Girl” e “Automatic Systematic Habit”, do disco Not Your Kind of People (2012). Depois do início colossal, Shirley fez o primeiro contato com os fãs. “Não acredito que estamos aqui. Este é o nosso primeiro show no Rio. Estamos muito felizes. Muito obrigado por todos que fizeram isso acontecer. Nós somos o Garbage,” anunciou, recebendo bastante aplausos e gritos da galera.

Em “Blood for Poppies”, a cantora errou a letra e parou tudo. “Mais uma vez”, disse, evidenciando seu profissionalismo. Na canção seguinte, “The Trick is to Keep Breathing”, Shirley deu mais um exemplo do seu caráter perfeccionista e reclamou do microfone. “Eu levo o meu trabalho muito a sério,” justificou. Neste meio tempo, a musa de 50 anos arriscou um obrigado em português e mencionou o calor que fazia, embora a chuva caísse lá fora. “Do lugar de onde viemos não faz tanto calor assim,” estranhou Shirley.

O show continuou com “Sex is not the Enemy”, do álbum Bleed Like Me (2005), “Blackout” e “Magnetized”, ambas do novo trabalho do Garbage. Na sequência, a dobradinha de “Special” e “#1 Crush” marcou um dos momentos mais memoráveis da noite. Após a também nova “Even Though Our Love is Doomed”, Shirley agradeceu a abertura do BBGG, que a cantora já havia elogiado no ano passado. A apresentação continuou com a contagiante “Why Do You Love Me”, fazendo o público incendiar o Circo Voador.

Antes de “Bleed Like Me”, a vocalista formulou um belo discurso sobre se encaixar no mundo e sugeriu, com alguns bons palavrões, que ninguém deixasse de ser como é. O repertório do show foi continuado com “Shut Your Mouth”, do disco beautifulgarbage (2001), “Vow”, “Only Happy When It Rains” e “Push It”. Logo depois, o Garbage deixou o palco para voltar com o bis, às 21h34. “Muito, muito obrigado. Isso é muito mais do que a gente poderia imaginar,” revelou Shirley, visivelmente satisfeita com a reação da plateia.

A primeira música do trecho final do show foi a envolvente “Queer”, seguida por “Empty” e “Cherry Lips (Go Baby Go!)”, escolha perfeita para encerrar a noite com muita animação e palmas ritmadas. Assim terminava, com quase duas horas de duração, o primeiro show no Rio de Janeiro de uma das bandas mais icônicas do rock alternativo e que provou mais uma vez ter muito fôlego pela frente. Fica o desejo (quase uma prece) de que o Garbage não demore tanto para pisar por aqui de novo.

Setlist:

1. “Supervixen”
2. “I Think I’m Paranoid”
3. “Stupid Girl”
4. “Automatic Systematic Habit”
5. “Blood for Poppies”
6. “The Trick is to Keep Breathing”
7. “Sex is not the Enemy”
8. “Blackout”
9. “Magnetized”
10. “Special”
11. “#1 Crush”
12. “Even Though Our Love Is Doomed”
13. “Why Do You Love Me”
14. “Night Drive Loneliness”
15. “Bleed Like Me”
16. “Shut Your Mouth”
17. “Vow”
18. “Only Happy When It Rains”
19. “Push It”

Bis:

20. “Queer”
21. “Empty”
22. “Cherry Lips (Go Baby Go!)”

 

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