Phil Anselmo e gesto nazista em show
 

Em 2014 um dos tantos projetos de Phil Anselmo, a banda Superjoint Ritual, retomou as atividades e em 2016 irá lançar um novo álbum.

Atendendo agora como Superjoint, o grupo irá lançar seu primeiro disco em 13 anos, Caught Up in the Gears of Application, em 11 de Novembro e o trabalho de divulgação do álbum começou.

Para tanto, o vocalista precisou sair de uma espécie de “exílio” onde se colocou após os infelizes gestos nazistas e gritos de “White Power” que proferiu durante o último Dimebash, evento para celebrar a obra do saudoso Dimebag Darrell.

O “incidente” aconteceu em Janeiro desse ano e, para quem não se lembra, teve Anselmo se recusando a pedir desculpas após o show e o fazendo apenas quando a pressão da mídia ficou grande demais para ele achar que tudo era uma brincadeira.

Sua outra banda, o Down, foi expulsa de festivais e teve shows cancelados, e enquanto muitos músicos o criticaram, outros poucos o apoiaram.

Em matéria recente para a revista Decibel, Phil foi questionado a respeito do fato e falou, antes de encerrar de forma um tanto quanto arrogante:

Antes de tudo eu sei que sou completamente responsável. Não estou tentando fugir de nada. O que eu fiz foi insultante, absolutamente, e repugnante, porque realmente deixou as pessoas com raiva, e parte o meu coração saber que alguém pensa que eu sou a temida palavra com ‘R’ – um racista. Qualquer pessoa que me conhece sabe que isso é ridículo. Mas se eu ofendi meus amigos Judeus, pessoas com as quais eu trabalho, meus sócios, outras pessoas de outras bandas… foi por isso que pedi desculpas. A desculpa está aí – e não, você não irá receber outra nunca mais.

Ao tentar “explicar” o evento, ele ainda colocou a culpa no álcool:

Antes de tudo, eu estava completamente bêbado. Sem desculpas, mas eu estava. Era tarde e meu humor estava alterado por causa da situação em geral. Estávamos honrando meu guitarrista morto, assassinado em cima do palco, e é algo com o qual uma parte de mim ainda não se entendeu. Eu sei que as pessoas estão lendo isso de forma fria, mas faz meu coração doer quando digo.

Agora, desde o segundo em que eu subi ao palco até o fim amargo daquela noite, havia alguns moleques com um objetivo claro que ficaram, durante toda a noite, me chamando da temida palavra com ‘R’. ‘Racista, racista, racista’ sem parar, entre as músicas, durante as músicas, enquanto eu falava no palco, enfim. E eu marquei: na marca de 4:35 do vídeo, você pode ver que começo a ficar irritado e agitado. Em 5:10, você pode ver que estou encarando essas pessoas. Eles estavam a uns 20 metros de mim gritando essas merdas. Eu até os convidei para subir ao palco e os desafiei a me chamarem daquilo na minha cara, dizendo que iria os derrubar no chão. Você pode ver no vídeo. Você consegue ouvir os moleques? Não, não consegue. Mas eu ouvi. E eu conversei com pessoas que estavam lá e podem confirmar essa informação porque eles estavam logo ao lado deles.

É importante ressaltar que, pelo menos até agora e durante todo esse processo, não houve nenhum tipo de manifestação a respeito de alguém que tenha confirmado essa versão e dito que Phil Anselmo foi provocado. Também é a primeira vez que ele fala sobre isso.

Em outras ocasiões, o ex-vocalista do Pantera disse que “White Power” era uma “piada interna” porque ele estava tomando vinho branco no camarim, e ele volta a citar isso na entrevista.

“Vítima”

Em outra declaração recente relacionada ao mesmo tema, Jimmy Bower, baterista do Down, disse que Phil Anselmo é uma “vítima”.

Segundo o Whiplash, ele falou no Classic Metal Show:

Phil não é tudo o que dizem e muitos sabem disso. Ele é intenso. Pessoas intensas são muito visadas pela opinião pública e ele é apenas uma vítima de tudo isso. O legal é que ele não dá a mínima para isso. Apenas não lê muito sobre o assunto.

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