Sioux 66
 

O Sioux 66 surgiu em 2011, na cidade de São Paulo, com a proposta de resgatar o hard rock com letras em português.

Formada por Igor Godoi (vocal), Mika Jaxx e Bento Mello (guitarras), Fabio Bonnies (baixo) e Gabriel Haddad (bateria), a banda possui um EP e um full de 2013. O novo disco deve ser lançado em breve em parceria com a Sony Music.

Após se destacar em festivais, o Sioux 66 agora se prepara para abrir o show do Aerosmith no dia 15 de outubro, no Allianz Parque, na capital paulista.

Conversamos com o guitarrista da banda, Bento Mello, a respeito dessa apresentação, o novo trabalho do grupo e também sobre a cena hard rock no Brasil.

TMDQA!: Vocês vão abrir o show do Aerosmith em São Paulo. Como rolou o convite e quais as expectativas em relação ao público?

Bento Mello: O convite veio por parte de um pessoal que trabalha para a Mercury Concerts e enviamos o nosso material. A produtora gostou, enviou para a aprovação e a partir daí tudo começou a andar. Quando chegou a resposta positiva foi uma das maiores emoções das nossas vidas!

Em relação ao público, é uma situação nova tocar num estádio de futebol para tanta gente. Ainda não sabemos bem o que esperar, mas o show está bem ensaiado e é bem enérgico, acredito que temos uma boa chance de impressionar.

TMDQA!: Tocar para um público tão grande, que em sua maioria pode não conhecer o trabalho de vocês, é um desafio?

Bento Mello: Sem dúvidas é o nosso maior desafio como banda até o momento, ainda mais que boa parte do repertório será baseado no disco novo. Mas a nossa intenção é a de colocar a mesma intensidade dos nossos shows underground naquele palco. Se isso acontecer, sentiremos a sensação de dever cumprido.

TMDQA!: O Sioux 66 foi finalista para tocar no Sweden Rock Festival e no Monsters Of Rock. De que forma essa experiência contribuiu para o crescimento da banda?

Bento Mello: Foram experiências incríveis e que aconteceram em momentos diferentes da banda e nos ensinaram muito. No caso do Sweden, tínhamos acabado de lançar nosso primeiro material e foi a primeira vez que falaram da gente em veículos de comunicação maiores. Já o Monsters aconteceu logo depois do lançamento do Diante Do Inferno, e mesmo que não tenhamos tocado, deu uma visibilidade legal e foi um momento que vimos a importância de ter um show forte e consistente que funcione em diversas situações. Então com certeza foram lições importantes para o momento que estamos vivendo.

TMDQA!: O que vocês podem adiantar sobre o novo disco?

Bento Mello: É um disco bem forte, que tem 12 faixas que em muitos momentos conversam entre si. O nome Caos foi escolhido porque a palavra amarra bem o conteúdo do disco, tanto num lado que tentamos falar da nossa sociedade, quanto nos momentos mais “individualistas”.

TMDQA!: O que esse novo trabalho traz de diferente em relação ao disco anterior?

Bento Mello: Sinto o instrumental e as letras muito mais fortes nesse disco. Acho que existem semelhanças nas influências do primeiro disco, mas passamos muito tempo trabalhando juntos e acredito que evoluímos muito. Tentamos absorver tudo que aprendemos nesse tempo e colocar no nosso repertório novo. Penso que o que era ‘heavy’ ficou mais ainda, o que era ‘hard’ também.

TMDQA!: O hard rock não é um estilo muito popular no Brasil. Quais as principais dificuldades que vocês encontram em relação a isso?

Bento Mello: Acho que a principal dificuldade que enfrentamos no começo era a de não existir um cenário de hard rock. Hoje, pelo menos em São Paulo, isso está mudando. Agora temos bandas e coletivos e um público está começando a surgir, mas é difícil pelo fato de ainda não termos força nas grandes mídias, o que dificulta o acesso de pessoas que até poderiam se interessar pelo som. Porém, com um trabalho, como o que está começando funcionar em São Paulo, isso pode ser revertido. Existem muitos fãs de rock pesado no Brasil.

TMDQA!: Vocês fizeram uma versão da música “O Calibre”, do Paralamas do Sucesso. De onde surgiu a ideia? Como foi o feedback dos fãs?

Bento Mello: O Fabio Bonnies, nossa baixista, que sugeriu e na hora todos nós compramos a idéia. A gente tinha a vontade de se aproximar desse lance rock nacional e essa música caiu como uma luva. Outra coisa interessante é de que o contexto dela se encaixou no repertório que estávamos trabalhando para o disco novo. O feedback dos nossos fãs foi muito positivo e ouvir dos Paralamas que eles gostaram muito da versão foi incrível. Com certeza estará no show do dia 15.

TMDQA!: Quais os planos para o restante do ano?

Bento Mello: Fazer muitos shows e preparar o terreno para que no próximo ano possamos levar nosso show para todo o Brasil!

Muito obrigado pela oportunidade de falar com vocês!

   
 
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