Após quase 20 anos de carreira e seis discos lançados, o Motion City Soundtrack decidiu encerrar suas atividades.

Com a turnê So Long, Farewell, o quinteto norte-americano passou o ano percorrendo Estados Unidos, Canadá e Reino Unido, culminando em uma participação no Riot Fest e uma apresentação completamente lotada na casa de shows Metro no último dia 18.

A performance durou cerca de duas horas e meia, e contou com 36 músicas cobrindo todas as fases da banda – do EP Back to the Beat (2000) ao disco Panic Stations (2015).

Abaixo você confere a setlist completa do show, assiste a alguns vídeos gravados por fãs, e relembra conosco a trajetória de uma das bandas mais subestimadas a emergirem da cena emo/punk na década passada.

Set 1:
Back To The Beat
Cambridge
Capital H
Her Words Destroyed My Planet
True Romance
Timelines
L.G. FUAD
Last Night
My Favorite Accident
Shiver
Worker Bee
This Is for Real
Attractive Today
A-OK
Broken Heart
When “You’re” Around
Hold Me Down
A Lifeless Ordinary (Need a Little Help)
Point of Extinction
Everything Is Alright

Set especial do disco Panic Stations com Claudio Rivera na bateria:
Anything At All
Gravity
I Can Feel You
Days Will Run Away

Set 2:
The Weakends
Stand Too Close
It Had to Be You
Make Out Kids
Time Turned Fragile
Perfect Teeth
Throw Down
Indoor Living
Better Open the Door
Even If It Kills Me

Bis:
Disappear
The Future Freaks Me Out

Carreira

O Motion City Soundtrack começou em 1997 em Minneapolis, no estado norte-americano de Minnesota, com Justin Pierre (vocais e guitarra) e Joshua Cain (guitarra). Após cinco anos de membros indo e vindo e o lançamento de dois EPs em 2000, a formação se estabilizou em 2002 com Matthew Taylor no baixo, Tony Thaxton na bateria e Jesse Johnson no sintetizador e teclado.

No mesmo ano veio o disco de estreia, I Am The Movie. Após fazer barulho na cena independente, a banda chamaria a atenção da gigante gravadora independente Epitaph e o álbum seria relançado em 2003, remasterizado e com quatro faixas adicionais.

Já consolidado na cena emo/punk norte-americana após turnês com nomes como Blink-182, Fall Out Boy, The All-American Rejects, Simple Plan e MxPx, o quinteto lançou Commit This to Memory em 2005.

Produzido por Mark Hoppus (que também participou da faixa “Hangman”), o disco projetou a banda aos programas de TV, rádios alternativas, e algumas das maiores turnês da cena – como a Warped Tour e a Nintendo Fusion Tour, esta última ao lado de Fall Out Boy, Panic! at the Disco e The Starting Line.

Em 2007 veio o mais melódico Even If It Kills Me, inspirado em parte pela luta do vocalista e compositor Justin Pierre com o abuso de substâncias ilícitas. O álbum vendeu incríveis 33 mil cópias em sua primeira semana e o single “This Is For Real” entrou na rotação regular de canais como o MTV Hits e o VH1.

Para o disco seguinte, My Dinosaur Life (2010), o Motion City Soundtrack assinou um contrato com a gigante gravadora Columbia e contou novamente com Mark Hoppus na mesa de produção.

Embora a sonoridade marcasse uma espécie de retorno ao som de Commit This to Memory, o quarto álbum não repetiu o sucesso dos dois anteriores e o quinteto retornou à Epitaph logo em seguida.

O grupo se deu um merecido descanso antes da gravação do quinto disco, e também não se apressou com ele; Go saiu em 2012 e produziu os singles “True Romance” e “Timelines”. O baterista Tony Thaxton deixou a banda no ano seguinte, alegando depressão causada pelas turnês constantes. Em seu lugar, veio seu técnico de bateria Claudio Rivera, que também faz parte do Saves the Day.

Panic Stations, disco que viria a ser o último, havia sido gravado já em 2014 mas teve seu lançamento adiado para o ano seguinte – graças à turnê comemorativa de dez anos de Commit This to Memory e ao nascimento da primeira filha de Pierre. Sem nenhum alarde e com recepção morna dos fãs e crítica, o álbum foi pouco promovido e acabou por selar o fim da banda.

Tony Thaxton retornou para a turnê final, que começou em 5 de maio e acabou em 18 de setembro.