Vintage Culture, codinome utilizado pelo sul-mato-grossense Lukas Ruiz, é um dos projetos mais quentes da música eletrônica nacional do momento. Com quebras acentuadas e drops destacados, seu deep house feito para as raves brasileiras agora tem ganhado tração também em clubes estrangeiros.

Em 2015, o DJ e produtor de apenas 22 anos passou por Egito, Canadá, África do Sul, Rússia e Turquia, além de figurar nos principais festivais nacionais de EDM como a edição inaugural do Tomorrowland.

Nós do TMDQA! aproveitamos o lançamento do single “Hollywood” para conversar com Lukas sobre sua curta, mas já renomada, carreira de DJ e produtor com o Vintage Culture, e como tem lidado com a ascensão meteórica à fama e aos holofotes mundiais.

Leia abaixo!

Vintage Culture - credito Fabrizio Pepe 2

TMDQA!: Conta pra gente um pouco sobre as suas origens lá em Mundo Novo. Como adquiriu o interesse pela música eletrônica? 
Lukas: Começou com um CD de hard trance de um tio que estava jogado em algum canto e me despertou lá em Mundo Novo, Mato Grosso do Sul, cidade onde vivi boa parte da minha infância e adolescência. Até então curtia muito a eletrônica das bandas dos anos 80 mas não conhecia essa lado mais pista de dança.

TMDQA!: Quais são suas influências? Que artistas você ouve no seu tempo livre?
Lukas: Gosto muito dos anos 80, então clássicos como Depeche Mode, New Order, Duran Duran, Queen, Pet Shop Boys, Cazuza, MPB e DJs que vão de Frankie Knuckles a Karmon, especialistas em fazer da house music uma mistura de groove e emoção.

TMDQA!: Os seus sets vêm recebendo elogios por todos os lados. Como rolam a idealização e a construção deles?
Lukas: Eu percebi que minha música de repente estava tocando em todo lugar, rádios, academias, nos carros e festas, então pensei que as pessoas iam gostar se eu gravasse sets de tempos em tempos pra alimentar esse hábito e essa rede que se formou em torno do Vintage Culture. A construção deles se dá basicamente em função do que vivo, sejam afterparties, estações sazonais ou novas influências musicais.

TMDQA!: E como tem sido rodar o mundo apresentando eles? Acha que tem lidado bem com a fama repentina e os compromissos?
Lukas: Eu não esperava isso, nunca esperei. Não tinha histórico na cena pra essa projeção de um artista nacional de eletrônica, sempre fomos alternativos, representantes de um nicho à parte. Não tem receita, não tem enredo, é um dia após o outro com muito amor e dedicação pelo que faço e com mais amor ainda pelo carinho que recebo, pelas pessoas. É a música, não tem explicação, é sentimento.

TMDQA!: Você tem interesse em expandir pra outras vertentes além da eletrônica? Talvez algo na onda do 70’s Police Pursuits…  
Lukas: Quem sabe… Os caminhos pelos quais a música nos leva são imprevisíveis.

TMDQA! Depois do lançamento de ‘Hollywood’, o que podemos esperar do Vintage Culture ao longo do ano?
Lukas: O segundo semestre tem tudo para ser o mais agitado até agora. Vou lançar novas faixas por renomados selos internacionais, fazer minha primeira turnê pelos Estados Unidos, mais um retorno para a África do Sul (um país que gosto muito, onde tenho muitos fãs), curtir a vida de bastidores como dono do clube Air Rooftop em São Paulo e fazer muitos shows por aí.

TMDQA!: Além da sua produção musical, você tem empreendimentos como uma barbearia e uma boate recém inaugurada, além de projetos solidários. Como os concilia com a carreira?
Lukas: O Vintage Culture é um projeto capitaneado por mim junto a uma equipe sensacional de amigos e profissionais que expandem e multiplicam a nossa capacidade de atuação.

TMDQA!: Você tem mais discos que amigos?
Lukas: Apesar dos discos serem a base do que sou, tenho em cada um dos meus fãs um amigo especial.

Fotos por Fabrizio Pepe