Boas notícias para os fãs do Tool. A banda enviou recentemente uma newsletter
à sua base de fãs com algumas pistas do processo de conclusão de seu novo álbum de estúdio.

Mas o foco principal da mensagem era, definitivamente, outra questão. Leia na íntegra o depoimento assinado pelo vocalista Maynard James Keenan.

Tenho algumas tristes notícias para essa newsletter de Março – notícias que eu estava planejando colocar na edição do próximo mês, mas após consideração cautelosa (e não querendo que isso fosse interpretado como pegadinha de 1º de Abril), eu decidi revelar aos fãs do Tool de uma vez.

Ok, aí vai: numa ida ao sótão da banda algumas semanas atrás, quando fui pegar uma garrafa d’água no refrigerador vintage da Pepsi que temos, eu notei que colocaram um novo refrigerador no lugar dele, que estava ali por aproximadamente uns 30 anos. De alguma forma chocado, quando fui até Danny pedir por uma explicação, ele solenemente informou que o da Pepsi havia finalmente morrido.

Embora houvesse sinais ocorrendo nos últimos meses – intermitentes barulhos altos da área em torno do motor do ventilador e vibrações não tão sutis vindas do slider inox (sem um manual de instruções para consultar, essas peças eram constantemente consertadas por pressão e/ou colocando uma toalha embaixo do freezer), eu pude notar pela grave expressão no rosto de Danny que ele ainda estava no processo de luto.

Para nós mais próximos a ele, isso não foi difícil de entender. Afinal, com o seu logotipo em alto relevo e outros traços nostálgicos, a fronte enferrujada da Pepsi foi presença habitual no sótão durante vários anos, antes mesmo do Tool se tornar uma banda em 1990. Naqueles dias, ele serviu como fonte de refrigeração para Danny, gelando seus sucos e galões de leite para suas caixas de cereal Quisp, ao mesmo tempo em que preservou, por dias, os restos de comida tailandesa e refeições meio-comidas vindas do restaurante Dos Buritos #5.

(Infernos, se eu ganhasse um dólar para cada cerveja que eu puxei dali nos últimos 30 anos, eu poderia estar indo a Vegas!)

Pelo que me contaram, o refrigerador morreu em paz de causas naturais durante a noite, provavelmente resultado de um compressor queimado. Quando um dos membros da banda foi pegar um Red Bull durante uma recente sessão de composição e arranjos, notou-se que o cooler parou de zumbir, e que todos os energéticos (junto aos restos de comida de turnê) estavam quentes. Após verificar para ver se ele estava plugado, veio a gritante percepção de que o aparelho, de fato, não funcionava mais.

Então foi isso. A máquina que testemunhou cada composição do Tool, enquanto matinha fielmente suas bebidas favoritas adequadamente geladas quando nós parávamos para discutir um riff ou progressão em particular, estava agora morta.

 Após uma rápida discussão, foi acordado por unanimidade entre membros da banda continuar com a sessão do dia, como um tributo aos anos de serviço louvável. Depois, houve algumas discussões em relação ao conserto da peça, ou talvez uma restauração completa.

De toda forma, até que um técnico seja chamado para qualquer restauração, é um enigma como sua ausência afetará as futuras faixas do Tool.

Pessoalmente, eu não acho que isso vá mudar muito, especialmente nesse estágio do processo de composição/arranjo das músicas em que estamos agora. Acredito que só há mais algumas faixas curtas para completar (?) junto com uma sequência de mais duas ou três. (Claro, nós temos que considerar quaisquer mudanças que sejam necessárias para acomodar os vocais, etc., quando todos os arranjos já estiverem prontos.)

Eu ainda não acho que a partida do freezer da Pepsi vá mudar de maneira significante qualquer material criado pela banda. Mas se isso vier a acontecer, alguém pode começar a querer procurar por peças de refrigeradores para reposição…

 

BONS CAMINHOS “

 

O mais estranho de tudo, além do tamanho e conteúdo do texto, claro, é que o vocalista Keenan parece fazer certa questão de manter todo o mistério da coisa – como já vem fazendo há anos. Ele até ironiza e chama a responsabilidade para si de vez ao enfatizar as “mudanças que sejam necessárias para acomodar os vocais, etc., quando todos os arranjos já estiverem prontos”.

De toda forma, no balanço geral da situação, a brincadeira ainda se mostra positiva, visto que no último capítulo da “novela”, o mesmo alegou que havia o consenso entre a banda de que eles apenas “não conseguiam seguir em frente”, como nós contamos aqui.

Dessa vez as coisas parecem estar tomando rumo novamente, e aguardamos para que as composições finalmente sejam lançadas e, a estimada geladeira, ressuscitada.

Lembrando que o Tool está desde 2006 sem lançar um novo disco de estúdio, próximo a completar, então, uma década.

     
 
Compartilhar