Os 50 melhores discos internacionais de 2015
 

05 – Sufjan Stevens

Carrie & Lowell

Resenha: Sufjan Stevens - Carrie & Lowell

Após experiências com a música eletrônica, Sufjan Stevens voltou para o indie/folk e todos nós agradecemos.

Seu sétimo disco de estúdio, Carrie & Lowell, é um registro íntimo e pessoal das passagens mais diversas da vida do músico, relacionadas principalmente à morte de sua mãe, Carrie, em 2012.

Íntimo, pessoal e cheio de grandes canções, o disco centrado na performance de Sufjan é um dos melhores de sua carreira.

 

04 – Title Fight

Hyperview

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O grupo americano Title Fight pode ser considerado o mais recente camaleão do punk rock.

Em 2011 a banda lançou um disco completamente voltado ao estilo, em 2012 experimentou com o rock alternativo e em 2015 embarcou no shoegaze sem medo de mudar completamente a sua sonoridade.

E o resultado é Hyperview, disco que mistura a sensibilidade musical do grupo com suas marcas registradas a um novo gênero, explorado de forma quase perfeita no álbum que, ao mesmo tempo em que agrada os fãs da banda, também é um convite para os que não a conhecem.

 

03 – Ghost

Meliora

Ghost - Meliora

Finalizando e coroando a invasão sueca na música em 2015 aparece o Ghost.

A banda que para muitos chama mais atenção por suas roupas e performances do que pelas canções está melhorando visivelmente a cada disco que lança e no terceiro álbum, Meliora, chega rapidamente a uma forma de dar inveja em diversas bandas tradicionais.

Canções como “Cirice”, “He Is” e “From The Pinnacle To The Pit” mostram tanto a capacidade do Ghost para construir riffs diretos e interessantes quanto para experimentar. Em Meliora, o grupo jogou em seu caldeirão elementos que vão do Black Sabbath ao Queen, do solo de guitarra às camadas vocais em grandes canções.

O Ghost é uma banda conhecida por como se apresenta, a aura que carrega com maquiagens, máscaras e roupas, mas além disso tudo tem feito alguns dos sons mais interessantes do rock and roll nos últimos anos. Meliora é um belo exemplo disso.

 

02 – Courtney Barnett

Sometimes I Sit And Think, and Sometimes I Just Sit

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Sometimes I Sit And Think, and Sometimes I Just Sit é o álbum de estreia da cantora australiana Courtney Barnett, e o debut não poderia ser melhor.

Honesta ao extremo em suas letras que falam sobre situações do cotidiano, a jovem artista uniu suas composições a instrumentais divertidos e dançantes que têm o indie rock como base mas flutuam entre gêneros como o punk rock e o bom e velho rock and roll clássico.

Como destaque das 11 canções do álbum ainda aparece a forma como Courtney usa sua voz para contar histórias como se estivesse conversando com você. Quando ela precisa mostrar a potência vocal, também o faz, e o resultado é dos melhores.

Parabéns, Courtney.

 

01 – Kendrick Lamar

To Pimp A Butterfly

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O ano é de Kendrick Lamar. E nem ouse descartar o mais recente disco do músico logo de cara porque você “não gosta de rap”.

To Pimp A Butterfly é muito mais que isso. É um registro histórico de um período complexo da sociedade nos Estados Unidos e no mundo todo.

De forma clara e direta, Lamar fala sobre preconceito, racismo, hipocrisia e os mais diversos conflitos que enfrenta diariamente em sua terra natal.

Musicalmente falando, ele resolveu convidar um time de primeiríssima para gravar um disco que flerta com o jazz, a palavra falada, o funk, o rock e naturalmente, o hip hop.

Além de músicos já citados por aqui ao falarmos de Kamasi Washington, o disco ainda conta com nomes como George Clinton (Parliament, Funkadelic), Dr. Dre, Snoop Dogg e um time de instrumentistas de dar inveja.

Entre composições complexas e letras diretas, hinos como “Alright” e uma sinceridade particular, Kendrick contou a melhor história do ano com as 16 faixas de To Pimp A Butterfly, o melhor disco internacional de 2015.

 

Playlist

Ouça a nossa playlist com uma música de cada um dos discos por aqui.