Sem dúvida alguma a banda brasiliense Scalene é um dos grandes nomes do novo rock nacional.

Com grandes lançamentos na bagagem, um sensacional novo disco de estúdio chamado Éter e a exposição através do programa de televisão Superstar, o grupo tem as credenciais para ser o expoente de um interessante novo movimento do rock nacional no mainstream, vindo do underground que há anos não era tão prolífico.

Conversamos com a banda para entender de onde vêm as influências que fazem parte do seu som, e você pode entender um pouco do caldeirão que resulta no som do Scalene logo abaixo.

Thrice

Thrice

Thrice é certamente a nossa maior influência. É do tipo de banda que se faz necessário conhecer toda a discografia para compreender a grandeza de seu trabalho.

Versatilidade e originalidade os definem. A capacidade de soarem únicos em cada vertente do rock que exploraram é extraordinária. Letras maravilhosas repletas de referências mitológicas, questionamentos universais, inconformismo, às vezes berradas com guitarras “Drop A” incendiando sua cara, às vezes cantadas suavemente com um mundo de texturas aconchegantes. Rock experimental com um pouco de indie rock, blues, grunge, post-rock, tocado por uma banda que começou hardcore melódico, revolucionou o post-hardcore e criou seu próprio estilo. Fonte inesgotável de inspiração.

E o melhor de tudo, o som é completamente acessível, não perderam a mão nas composições mais experimentais. São exemplo e referência para coisas além da música. A coragem com a qual levaram a carreira, a evolução, a vontade de explorar novos horizontes.

 

O’ Brother

O' Brother

Ensurdece e acalma. É sujo e agradável. É tosco e rebuscado. Só consigo pensar em antíteses para descrever a banda. A maior delas é o tanto que eles são talentosos, e o tanto que são desconhecidos.

 

Queens Of The Stone Age

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Riffs, grooves, melodias, timbres… tanta coisa fenomenal pra absorver.

Admirável como eles continuam se renovando e soando cada vez melhores. Sabem usar a repetição nas músicas de forma extremamente eficaz.

 

Radiohead

Radiohead entra em estúdio parta gravar novo disco

Discografia tão extensa e diversificada que nem podemos falar que conhecemos tudo deles.

Começamos a ouvi-los por recomendação do nosso produtor Diego Marx lá pra 2011. Quando fomos nos acostumando com a banda e mergulhando nos discos In Rainbows e no OK Computer ficamos com uma sensação de “Porra, por que não escutávamos isso antes? ”.

Muita gente fala que acha chato, mas as composições e arranjos são de uma riqueza e genialidade incomparáveis. As camadas, os compassos tortos, os finais apoteóticos. É uma aula a cada música.

 

Alexisonfire

Daquelas bandas que passamos a adolescência ouvindo e escutamos até hoje. Os primeiros CDs hoje em dia soam mal, mas os dois últimos são atemporais.

São cinco caras muito diferentes fazendo som juntos. Um baterista de banda hardcore, um baixista completamente insano, um poeta que nunca aprendeu a berrar direito (mas foda-se, soava massa), um punk/gótico e um singer-songwriter de voz aveludada. Um dos shows mais intensos que já presenciamos.

 

Influências individuais

Além das influências como grupo, cada integrante do Scalene também nos contou o que o impressiona musicalmente.

Veja logo abaixo.

 

Lucas – Brand New

Uma banda que tem um catálogo muito diverso, navegou com grande sucesso entre várias cenas musicais e continua surpreendendo seja pela complexidade das músicas e sonoridade única, seja pelo teor das letras, sempre densas e com metáforas elaboradas.

 

Philipe “Makako” – Rush

Uma das bandas lendárias do Rock. Rush deve ser ouvido por todos os bateristas que buscam, em Neil Pert, melhorar sua técnica. Seguir seus passos, ou pelo menos tentar, é de extrema importância para minha carreira.

“Tom Sawyer” foi a música que despertou interesse no resto do trabalho da banda, que se tornou minha maior influência.

 

Gustavo – Matt Corby

Musicalidade fora do comum. Seus trabalhos com loop e virtuose vocal são impressionantes, mas é sua sensibilidade genial como cantor/compositor que me inspira.

Ele consegue passar uma paz hipnotizante que é rara.

 

Tomás – Them Crooked Vultures

Talvez a mais bem sucedida das “superbandas” criadas nos últimos tempos.

Muito interessante ver três músicos consagrados (Dave Grohl, Josh Homme, John Paul Jones) em seus mundos diferentes colidindo em uma coisa só. Um disco que além de soar único, é bom do início ao fim!