O coletivo Respect Lost faz seu retorno após um hiato de dois anos. Focado num público que busca um maior contato com a natureza e com a sua própria essência, o evento é caracterizado como um encontro multicultural ecológico. A edição de 2015 acontecerá entre os dias 01 e 03 de maio na praia de Boqueirão Sul, em Ilha Comprida, no estado de São Paulo e espera agregar uma multidão de amantes de psytrance e vertentes.

Dentre os artistas confirmados estão Spectra Sonics (Grasshopper/Japão), Cylon (Grasshopper/Japão), Disorder (Catalyst/México), Contineum (Mutagen/Reino Unido) e Kliment (Zenon/Bulgaria), todos produtores que fizeram nome e continuam firmes e fortes na cena trance.

Como exemplo de seu próprio estímulo mobilizador, a Respect reúne diferentes selos e certificados que demonstram seu comprometimento com o meio ambiente e inclusão social, como o Selo Greenhub, de gestão da sustentabilidade, certificação de gestão de resíduos pela capacitação e inclusão de cooperativas de reciclagem locais, certificação de ações socioambientais pela disseminação do conceito de sustentabilidade e certificação de eventos culturais, com iniciativas educacionais e de lazer junto a sua rede de parceiros e fornecedores.

Data: 01 a 03 de maio

Local: Ilha Comprida (SP)

Ingressos: R$220,00 (primeiro lote) para os 03 dias.

Evento destinado a maiores de 18 anos.

Website: http://www.respect.art.br/

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A VOLTA DO MONTAGE

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Nos anos 2000 o Montage fez um estardalhaço na cena indie combinando elementos de electro, glam rock e synthpop com performances lascivas do vocalista Daniel Peixoto. Antes de virar a década, a banda se separou e seus integrantes foram cuidar de outros projetos profissionais e pessoais. Passado esse hiato, era hora de renascer das cinzas e voltar aos palcos.

Bati um papo com Mr. Peixoto que falou mais sobre esse retorno:

Porque o Montage resolveu voltar de suas “férias”?

Decidimos comemorar os dez anos de banda com o nosso retorno, uma turnê e material inédito, músicas e clipe. A banda encerrou as atividades em 2009 e não houve sequer um pronunciamento oficial sobre isso, deixamos muitos fãs órfãos. Eles mereciam essa volta, sempre foram muito leais e nunca nos abandonaram, mesmo quando estávamos cuidando dos projetos solo.

Surgiram muitas bandas que misturam synths com guitarras, acha que muitas sofreram direta, ou indiretamente, influência de vocês?

Algumas sim, isso é notório e muitas delas admitem isso. Outras só imitam descaradamente e se apresentam como se fossem a vanguarda, mas honestamente nos não estamos nem aí. Preferimos seguir fazendo o nosso, se tem quem copia, é porque fizemos a coisa corretamente.

Ao seu ver, como anda a cena eletrônica fora do eixo Rio/São Paulo?

Continuo viajando pelo Brasil e não curto muito o que tenho visto. As pessoas não têm mais curiosidade pelo novo e aceitam o que é imposto pelo top 40, se não for trendy não importa. Sinto falta de plataformas como o fiberonline ou o Trama virtual que disponibilizava material gratuitamente dos artistas nacionais, e ao seu modo educava o público. Sinto as novas gerações meio preguiçosas, e isso definitivamente não é algo bacana. Mas ao mesmo tempo fico feliz com o surgimento de artistas fodões que apareceram na dita cena “pós Montage”;como o Tigre Dente de Sabre e Lust for Sexx.

Aonde podemos matar saudades das performances ao vivo?

Nossos próximos shows são dias 25/4 em Belo Horizonte, dia 26/4 no Cine Joia em SP e dia 2 de maio no Dragão do Mar em Fortaleza, depois vamos dar uma nova pausa porque o Leco vai ser pai novamente e precisa desse tempo, mas vamos divulgar em nossas redes tudo o que for rolando de novidade.

Links
www.soundcloud.com/montagebr2005
www.facebook.com/bandamontage
twitter.com/bandamontage
youtube.com/user/danielmontage

 

GUI SCOTT EM MIX EXCLUSIVO

Gui Scott

Gui Scott é atualmente um dos DJs favoritos deste colunista que vos escreve e topou gravar um set exclusivo para a Mixed Up estreando o nosso perfil no Mixcloud.

Climas espaciais, house étnica, acid e indie dance dão o tom sonoro e saboroso desta fina seleção.

Gui Scott – April 15 by Mixedupbezzi on Mixcloud

 

Quais sons mais te inspiram atualmente?

Disco sempre! Atualmente estou ouvindo bastante musica étnica africana como William Onyeabor, Voodoo Funk, Ata Kak, Nath & Martin Brothers, Fela Kuti . Fui num show tributo do William “Atomic Bomb” em Nova Iorque ano passado, isso que ele ainda não bateu as botas, mas aquilo bateu. Vários gênios da música no mesmo palco regido pelo maestro David Byrne.

Que critério você costuma usar para criar um set e fazer a sua pista?

Não tenho muito critério. Vou sentindo a atmosfera da pista e tocando aquilo que vem à cabeça.

Além da Gop Tun e Freak Chic, aonde mais podemos te ouvir?

Um dos lugares que mais tenho tocado é no Orb. Club /record shop/ studio recém-inaugurado em Perdizes, do lado da minha casa, dos meus parceiros do Gop Tun, Eduardo Ramos e Bruno Protti

Link: soundcloud.com/gui-scott

 

GRANDMASTER FLASH DETONANDO AO VIVO

Grandmaster Flash

Quem acha pejorativa a palavra “dinossauro”, pode mudar de ideia após deparar-se com a lenda viva Grandmaster Flash. O veterano rapper/DJ criou boa parte do fundamento hip hop e pavimentou a estrada para diversos nomes emergentes explodirem nos anos 1980 e levarem a cultura do grafite, scratch e B-Boys ao mainstream.

Sua carreira se iniciou no Bronx com as block parties da vizinhança. O artista estudou cuidadosamente estilos e técnicas de colegas como Pete Jones e Kool Herc. Uma das suas grandes contribuições foi a invenção do backspin, técnica utilizada para passar de uma música para a outra girando rapidamente o vinil para trás.

“The Message”, seu grande hit, gravado com The Furious Five, foi nomeada uma das maiores canções de rap de todos os tempos em uma lista compilada pela revista Rolling Stone, e também foi o primeiro grupo de hip hop a ser incluído no The Rock and Roll Hall of Fame.

Dia 24 de Abril ele retorna ao Brasil e faz apresentação épica na festa Jambox. Projeto que privilegia profissionais do turntablism e performance. Completam o line o brasileiro Nuts e o incrível residente Nedu Lopes.

+INFOS E EVENTO

Grandmaster Flash no Brasil

 

PENCAS DE SETS

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Yes, nos temos mais sets. Nesta semana apresento um mix de Trap do Ale Imperador (Thef) que também tem um trabalho independente ligado ao hip hop com eletrônica.

Uma Segunda Sexta-Feira 13 (Mar/2015) by Ale Imperador on Mixcloud

O Animal Collective aparece por aqui com uma mescla de sons lisérgicos fora do comum e com uma seleção variadas de artistas que vão de Four Tet a Steely Dan.

 

O MARAVILHOSO MUNDO DE CAIO ZINI

Caio Zini

Caio Zini é um jovem produtor curitibano que para matar o tédio começou a editar um espaço para produções ligadas a disco e indie house. Não demorou muito para começar a criar seus próprios remixes e edits que contam com uma atmosfera classuda e divertida. Através dos meus amigos do Deltafoxx eu tomei conhecimento de seu trabalho e o procurei para batermos um breve papo.

Quando pintou a vontade de produzir reedits e remixes? Você já trabalhava com música?

Nunca estudei ou trabalhei com produção musical mas sempre passei boa parte do tempo ouvindo música. Desde criança eu brincava de mixar com um mixer Marantz Superscope MX-62 do meu pai. A produção começou como uma brincadeira, em 2006 um vizinho tinha acabado de voltar da Alemanha com alguns instrumentos. Tudo era muito rudimental, gravávamos a bateria com um Yamaha Motif e o synth com um Korg MS-20 em um editor de wave e fazíamos inúmeros overdubs. Em 2008 migrei para o OS-X, resolvi abrir o GarageBand por pura curiosidade,  gostei e pouco tempo depois passei para o Logic e nunca mais parei.

Há quanto tempo você edita o blog Electro Boogie?

Edito desde 13 de fevereiro de 2011, um domingo chuvoso e entediante típico de Curitiba. Eu não aguentava mais pessoas que me pediam musicas ou o que estava tocando, então escutei “Shades of Black” do Breakbot no soundcloud e isto foi o estímulo que faltava para começar o Electro Boogie Encounter.

Como você acha que anda a cena Nu Disco e Indie House? Acha que está num bom momento mesmo com a popularização de gêneros como Deep House e EDM?

Apesar de adorar nu disco acho que cena não está em um bom momento, muitos produtores excelentes de disco hoje se contentam em produzir deep house/garage medíocre apenas para estar na modinha retro anos 90 e assim teoricamente vender mais. Considero a cena atual muito chata, a grande maioria das músicas não tem conteúdo nem nas letras nem na musicalidade, sempre os mesmos acordes, as mesmas sequências com os mesmos timbres. Falta originalidade.

Já a cena indie dance e indie house continuam efervescentes, todos os dias recebo musicas excelentes. Acho que a popularização da tecnologia serve como combustível, hoje é possível criar em qualquer lugar usando um iPad ou iPhone e com cloud collaboration na nova geração de DAW’s será muito mais fácil para produtores e músicos interagir. Como as cenas deep e EDM estão saturadas a tendência e que os produtores mais inteligentes busquem outra sonoridade, pelo menos é o que espero.

 

BEATMASTERS

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A Beatmasters é a escola de DJ/produção que escolhi e forma DJs com uma gama de conhecimento e técnicas primando pela criatividade e repertório. Infos no info@beatmasters.com.br e djbezzi@gmail.com.

E antes de me despedir, deixo vocês com faixa nova do projeto Suntrax do produtor Luís Depeche e  também um vídeo com um povo bem fervido dançando Footwork.