O Alkaline Trio foi fundado em 1996 em Chicago após a saída de seus dois principais membros, Matt Skiba e Dan Andriano, de outras bandas locais como o Slapstick.

Com uma discografia bastante sólida e hits do underground, a banda tornou-se um dos nomes mais importantes do rock independente e do punk rock nos Estados Unidos nos anos 2000 e de lá pra cá lançou diversos discos de estúdio, coletâneas e regravações de suas canções.

Nos últimos dias, muita gente acabou ouvindo falar do grupo porque Skiba irá substituir Tom DeLonge no Blink-182 em um show que a banda fará no Musink Festival, organizado por Travis Barker.

Mark Hoppus, baixista do Blink, disse inclusive que a banda está “otimista” em continuar com Skiba depois do evento e que ele é um grande amigo, cantor e guitarrista.

Fuçamos a competente discografia da banda e trouxemos aqui uma canção de cada um dos seus discos, para que tanto os fãs do trio quanto curiosos em relação à parceria com o Blink-182, relembrem e/ou conheçam o material da banda.

Assim como na banda de Tom DeLonge, o Alk3 também tem dois vocalistas, e como o objetivo é mostrar as características de Skiba, selecionamos apenas músicas cantadas por ele.

Divirta-se!

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Goddamnit (1998)

“Clavicle”

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Em 1998 o Alkaline Trio lançou seu disco de estreia, Goddamnit, e logo caiu nas graças do público de punk rock com sons e letras que lembravam nomes como Jawbreaker mas tinham uma sonoridade bem própria.

“Clavicle” é um bom exemplo dos vocais de Matt Skiba, a maneira como toca guitarra e suas composições.

 

Maybe I’ll Catch Fire (2000)

“Radio”

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Maybe I’ll Catch Fire não é o álbum mais consistente da carreira do trio e nem o favorito dos fãs, mas traz aquele que é o maior hit do grupo, a meio balada, meio porrada “Radio”, que tornou-se um verdadeiro hino do independente nos anos 2000.

O marcante riff de guitarra e o vocal são de Matt Skiba.

 

Alkaline Trio (2000)

“Goodbye Forever”

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A não ser por “Radio”, o disco Maybe I’ll Catch Fire ficou um tanto quanto ofuscado pela coletânea homônima do trio lançada no mesmo ano.

Com material de EPs e singles, a compilação mostrou mais composições consistentes do início da carreira da banda e com a faixa de abertura, além de uma cover de The Cure, Matt Skiba e companhia continuaram emplacando grandes canções no underground.

 

From Here To Infirmary (2001)

“Stupid Kid”

Alkaline Trio - From Here To Infirmary

From Here To Infirmary é um dos discos mais importantes da carreira do Alkaline Trio pois foi com ele, e os singles “Private Eye” e “Stupid Kid” que a banda deixou de ser um novo nome no rock independente para tornar-se ícone do início dos anos 2000 e flertar com o mainstream.

Através de clipes para as duas canções e um álbum muito competente, o trio entrou pela primeira vez na parada da Billboard (na posição de número 199) e ficou em nono lugar no ranking de álbuns independentes.

 

Good Mourning (2003)

“This Could Be Love”

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Good Mourning é o primeiro disco do Alkaline Trio com o baterista Derek Grant, e o próprio Matt Skiba disse que isso trouxe novas influências ao trabalho.

O álbum teve co produção de Jerry Finn (Blink-182, Rancid, Green Day, The Offspring) e o resultado final é uma sonoridade bastante diferente da habitual.

A principal diferença é a voz de Skiba, rouca, e a forte presença de termos sombrios, desde o nome e a capa do disco.

Tido por muitos como a obra prima da banda, Good Mourning é um discão para fãs de pop-punk e de uma pegada a la Misfits.

 

Crimson (2005)

“Sadie”

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Prolífica, a banda não ficou muito tempo sem lançar um novo disco e Crimson foi, dessa vez, produzido na íntegra por Jerry Finn.

Saíram os vocais roucos, a temática pesada deu uma aliviada e o álbum ganhou singles e clipes que aproximaram a banda mais uma vez do mainstream.

Como destaque ficou a regravação de “Sadie”, lado B da banda que ganhou nova cara e manteve mais um riff marcante de Skiba, bem como suas melodias vocais e a letra a respeito de Susan Atkins, uma das assassinas do lendário caso de seguidores de Charles Manson que mataram Sharon Tate, grávida.

A curiosidade fica pelo trecho do depoimento de Susan dado à Polícia, que aparece na canção na forma de uma narrativa de Heather Gabel, autora do famoso logotipo do coração + caveira da banda, e esposa de Laura Jane Grace (Against Me!).

 

Agony & Irony (2008)

“Calling All Skeletons”

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Depois de anos como um dos nomes fortes do underground, o Alkaline Trio finalmente assinou com uma grande gravadora. Na verdade, duas, a Epic e a V2, para lançamentos nos Estados Unidos e Europa, respectivamente.

Coincidência ou não, veio um dos álbuns mais fracos da carreira, Agony & Irony.

Em uma discografia consistente, não dá para chamar o trabalho de “ruim”, mas ele certamente fica entre as posições mais baixas de um ranking com os lançamentos do trio.

 

This Addiction (2010)

“Piss And Vinegar”

Alkaline Trio - This Addiction

Em This Addiction a banda volta ao independente e lança o disco como uma forma de se manter aquecida.

A faixa título fez muito barulho mas é quase ao final do disco, com “Piss & Vinegar” que Skiba volta a mostrar seus vários estilos vocais e acordes.

 

My Shame Is True (2013)

“She Lied To The FBI”

Alkaline Trio - My Shame Is True

Duas grandes características do Alkaline Trio, em toda sua carreira, foram boas canções de abertura em álbuns e a mistura de elementos do cotidiano com histórias de fantasia.

Isso tudo acontece em “She Lied To The FBI”, música de abertura de My Shame Is True, um álbum descrito por Skiba como “carta de amor” para sua ex namorada.

 

Damnesia (2011)

“Olde English 800”

Alkaline Trio - Damnesia

Damnesia não é um álbum de estúdio, mas sim uma coletânea de regravações da carreira do Alkaline Trio de forma acústica.

Entre os sons estão inéditas como “Olde English 800”, canção que mostra a capacidade de Skiba em compor e cantar baladas, bem como transformá-las em músicas rápidas cheias de elementos do punk.

 

Remains (2007)

“Hell Yes”

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Outro registro que não poderia ficar de fora é Remains, coletânea de lados B e raridades da banda.

“Hell Yes”, lançada em EP de mesmo nome anos antes, é uma das clássicas canções escuras e pesadas de Skiba que com o arranjo da banda nem parece que fala de Satanismo.

 

Uma música de cada disco

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