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Retornamos do recesso e com boas vibes para 2015. O espaço destinado à música eletrônica e suas fusões fez um enquete com DJs, produtores de festa e jornalistas musicais com a seguinte pergunta – “Qual a vertente da dance music que vai tomar o mainstream neste ano?”.

As respostas foram variadas e selecionei as mais bacanas, e interessantes, para termos uma visão analítica de qual som vai substituir o EDM na preferência dos ouvintes mais jovens.

Bruna Calegari (publicitária)

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“A maioria dos leitores da coluna vai achar que eu estou atrasada com esse comentário, mas o que vai pegar em 2015 é o Deep House. O grande mercado da noite ainda é voltado ao chamado EDM, que mostra sinais de cansaço e não vê mais alternativa aos drops e cornetas. Caras como Steve Aoki e David Guetta já anunciaram que estão saindo dessa, então tudo leva a crer que o Deep House se transformará no reduto para o novo fã de música eletrônica.”

Mari Rossi (DJ/jornalista)

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“Fica difícil apostar em um estilo específico, já que cada vez mais vemos que as fusões entre os mesmos são os grandes sucessos das pistas no momento. Portanto, minha aposta para 2015 serem mais vocais. Acho que a ascensão de alguns cantores como Ed Sheeran e Sam Smith, que trabalharam com vários produtores no ano passado, trouxe essa nova necessidade de vozes durante o set.”

 

Luís Fernando (Produtor/ ˆL_)

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“Acho que a tendência é que os anos 90 voltem ainda mais do que já estão em evidência. Coisas da primeira metade dos anos 90, como acid-house e aquele techno mais cru e pesado já estão emergindo com força e acho uma questão de tempo para outras vertentes como drum n base, jungle também começarem a despontar com uma roupagem atual.”

Fael (DJ/Alta Fidelidade/Roodboss)

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“Todos indícios mostram que a Deep House voltou para tomar o mercado.”

Marina Santa Helena (Apresentadora)

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“Parece que o Trip Hop vai retornar com mais força e com uma cara 2015.”

Lennox (DJ/Produtor)

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“Acho q o Techno já veio ganhando muita força em 2014 e vai vir com força total em 2015. Mas não é aquele Techno “bombação”, e sim uma onda mais contida dele.”

 

Foi Plágio?

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O Duo Nari & Milani foi foco de uma polêmica na semana passada devido a seu novo single, “Triangle”, que por coincidência, ou não, lembra muito o clássico “Flat Beat” do Mr. Oizo. Os produtores se defenderam afirmando que a linha de baixo foi adquirida na livraria virtual da Vengeance Sound e que não tinham a intenção de plagiar ninguém. E completaram – “Talvez o Mr. Oizo tenha usado uma base pronta na época.” Cara de pau?

Sinceramente, essa produção está um tanto “preguiçosa”, lembrando os hits do rapper P.Diddy (ex Puff Daddy) que se apoderava de sucessos dos anos 80 sem muita criatividade. A dupla tratou de retirar seu teaser da rede para evitar mais trollagem e polêmica.

 

 

The Prodigy Is Back!

Ah sim, e o gigante The Prodigy se reergueu e nos brindam com um single (original) e cheio de peso intitulado “Nasty“. O clipe da track tem uma bela, e sinistra, animação.

 

Bate Papo e dicas da semana

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Rafael Moraes é um amante de beats e percussão. O produtor faz uma bela fusão de ritmos eletrônicos com jazz, soul e música africana. Abaixo, o bate papo que tive com essa figura.

 

Que tipo de sons te influenciam e quem são suas inspirações?

Os sons que me inspiram são jazz (John Coltrane, Miles, Herbie Hancok, Telonious…), soul (Marvin Gaye, Patrice Rushen, James Brown…), afrobeat (Fela, Tony Allen, Hugh Masekela), latin (Tito Puente, Hector Lavoe, Eddi Palmieri) algum rock clássico (Santana, Jimi Hendrix…), Dub Reggae (King Tubby, Mad Professor, Prince Far I). Tocar com amigos, jams em estúdio ou no palco, bons DJ sets… Vem daí minha inspiração.

O que é mais importante? O beat ou o batuque?

O Beat é sempre o mais importante. Às vezes uma linha de kick, shaker e hi-hat simples com um baixo matador resolve. Escute a discografia do James Brown que a resposta está dada.

Gostei muito dos edits para o Paul MacCartney e Marcos Valle. Como pintou a ideia de dar uma cara nova a faixas clássicas e cultuadas?

Meus edits são faixas que eu gosto muito e resolvi fazer uma versão pra pistas, não só para mostrar ao público essas faixas, mas também para facilitar a vida dos DJs por ser uma versão estendida e com o beat no tempo.

 

Me fale mais de seus projetos. O que cada um tem em comum e diferente?

Atualmente ando com muitas ideias para mesclar instrumentos e discotecagem. Levar percussão nos meus sets, adicionar instrumentos nos sets do Nomumbah (como fizemos algumas vezes e foi muito interessante). A vontade de tocar tem voltado cada vez mais, dividir palco com músicos, criar ao vivo. Paralelamente tenho focado em produções e remixes próprios, trabalhando em um disco, além do lançamento do segundo álbum do Nomumbah em breve…

Como você vê a cena da e-music em 2015? Que estilo vai estourar e qual vai saturar e ficar desgastado (além da EDM)?

Acho meio arriscado prever o que vai ser ou não musicalmente. O que sei é que pretendo cada vez mais dar minha contribuição com núcleos de festas, clubs e produtores para divulgar e fortalecer a música que faço e amo pelo mundo. E percebo um forte movimento de todos grandes nomes do gênero em sair do acomodamento e trabalhar forte pra levar essa música ao lugar que merece.

Em quais festas podemos vê-lo em ação?

Toco mensalmente no D-Edge com o Nomumbah na Mothership, e agora tenho feito sets sozinho na Freak Chic. Minha festa Sunday Sessions, por enquanto sem casa, mensalmente aos Domingos. Como convidado na Soul.Set e nas festas do Heimatlos, coletivo de amigos que buscam levar a música a lugares diferentes a quem não te acesso além de fugir dos rótulos de identidade tão comuns na nossa vida atual.

Remixes Favoritos

IV35 / Osunlade – Envision (Âme Remix)

The Detroit Experiment – Think Twice (Henrik Schwarz Remix)

Links:

DJ Set

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Sexta (16/01) a Happy Hour Loaded: Bezzi Convida volta à ativa no simpático Razzmatazz na Vila Madalena. Teremos no line up este que vos escreve, Rick Levy e Ana Prado. A entrada é Free. Mais infos aqui.

DJ Ban

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Conceituada escola e loja do segmento de música eletrônica anuncia nova sede e muitas
novidades. Após 12 anos na região da Consolação, em São Paulo, o espaço tornou-se pequeno para tantas atividades. Agora a DJBan está de casa nova e passa a ser Ban: Electronic Music Center, contando com diversas salas de aula, treino, museu do DJ, lounge e um canal de TV online com entrevistas, vídeo aulas e tutoriais sobre equipamentos, gadgets e tudo ligado a vida de quem ama discotecar.

Se você tem vontade de ser a atração de sua festa, conheça mais sobre os cursos aqui. Lembrando que a Ban agora é parceiro deste espaço eletrônico no Tenho Mais Discos que Amigos e semanalmente vou postar novidades sobre cursos, workshops e tudo que rola numa das escolas mais conceituadas do segmento.

E antes de me despedir, vamos ficar com um vídeo póstumo dos saudosos Beastie Boys. Um dos grupos que mais fizeram fusões sonoras coesas no mondo pop.