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E a DJlândia entrou em choque na última semana. A causa foi a notícia que o ícone EDM, David Guetta, está bem colocado nas paradas de deep house (?). Sim, caro leitor, Mr. Guetta está investindo num estilo mais suave que saiu do underground da década de 90 e tem ganhado o mundo. E se isso não for o bastante, o jogador de bolos Steve Aoki vai entrar na onda, porém, usando um pseudônimo.

Isso levantou uma discussão no fórum da Rio Music Conference em que diversos DJs e produtores questionaram o fim da Electronic Dance Music. A adaptação a um estilo é livre para qualquer artista. Isso não é a última moda, nem a hipsterização de um gênero musical.

O que as pessoas estão achando dessa mudança dos produtores de EDM para Deep House? É um reflexo mercadológico? Puro oportunismo? Ou apenas uma adaptação para não cair no ostracismo?

Yuri Chix (Database)

“Na minha opinião são todas estas questões juntas!”

Angelo Malka (Psicotropicais)

“Creio que é uma mistura das 3 coisas, e meio que dizendo “nós crescemos”, tipo o que a Lady Gaga fez com o Tony Bennett mas o que acontece é que na real ninguém esquece das coisas feitas anteriormente.”

Fatu (F82)

“Acho que a EDM está em um momento de saturação. Os timbres e modos de construção foram mais do que utilizados e copiados por muitos artistas e como tudo na música existe um ciclo. Acho que o deep house vem ganhando cada vez mais destaque na cena por conta das ótimas produções dos DJs undergrounds que estão sempre buscando novas sonoridades. Acho que o momento é de menos barulho, bpms mais baixos e mais melodias e grooves. E assim o ciclo se repete em todos os sub gêneros da musica eletrônica, sempre se reinventando.”

 

Devemos lembrar que o U2 já se arriscou a fazer um álbum de música eletrônica (sem muito êxito) quando lançou o duvidoso POP em 1997. Do terrível Vanilla Ice tentar flertar com o decadente Nu Metal em 1998, e da kidult Avril Lavigne produzir um constrangedor dubstep neste ano com a péssima “Hello Kitty”, talvez a pior música da década. Enfim, mudanças nem são sempre bem vindas, basta o público, e os promoters, dividirem o joio do trigo.

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E como desgraça pouca é bobagem, a “faz nada” Paris Hilton ganhou recentemente o prêmio de melhor DJ feminina pela rádio francesa NRJ. O que vocês vão fazer a respeito disso?

 

 Dicas e Bate Papo da Semana

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O convidado dessa semana é o estrelado DJ Marcelo Botelho. Um fã incondicional dos beats que adora house, nu disco, mas não abre mão dos graves poderosos do Hip Hop e Trap. Bati um papo com ele para saber mais um pouco de sua carreira.

Seus remixes favoritos são:

Há quanto tempo você toca e como foi o início da carreira?

Toco, ou pelo menos comecei a brincar com 13 anos de idade (1994) quando ganhei meu primeiro par de toca discos e um mixer Gemini. Fazia os bailinhos da galera da escola já com um “dois em um” usando as fitas K7 gravada dos programas de rádio e a partir daí era o DJ oficial dos bailinhos. Virou profissão mesmo na faculdade, quando comecei a fazer as festas e cervejadas da turma de Comunicação e Artes do Mackenzie a partir de 2000. Daí surgiram contatos para clubs e não parei mais. 2002 Club Estrela na Vila Olimpia, 2005 Nasty na Al. Lorena, 2006 Bar 6:01 no Itaim, foram algumas residências.

Quais estilos você mais gosta de tocar?

Sou bem eclético, tanto que toco em diferentes festas, mas gosto muito de tocar hip hop. Música eletrônica sou mais o que chamam de nu disco e indie dance hoje.

Como é a festa perfeita pra você?

Cara, a festa perfeita não pode faltar bebida, mulher bonita e pista cheia. Lógico que para isso acontecer, a música e o DJ têm que ser de qualidade. Não estou nem falando aqui de algum estilo musical específico. Existem festas e festas. Mas para mim, quando consigo contagiar a galera e deixar todo mundo dançando “como se não houvesse o amanhã”, é o que me dar mais prazer em ser DJ.

Aonde podemos vê-lo em ação?

Toco em muitas festas temáticas, mas estas acontecem eventualmente. Em clubs tenho tocado mensalmente na Casa 92, na festa Groovelicious que rola no Lions Nightclub. De vez em quando apareço também na Damn Fridays que rola no Club Yatch e na Ifeelgood que rola quinzenalmente aos sábado no Lions Nightclub.

 

 DJ SET

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Sexta (21/11) pós feriado, estreia a Happy Hour Fine Time no novíssimo Razzmatazz na Vila Madalena. O projeto será feito em conjunto com a Beatmasters e o fundo musical será uma mistura de clássicos alternativos a novas tendências do indie pop. Mais infos aqui.

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E logo mais estou de volta. Bom restante de feriado e lembrem-se, para me bookar para sua festa/evento, mande um e-mail para djbezzi@gmail.com.