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Fotos por Doni Maciel

Resenha por Marcel Bittencourt, publicada originalmente no portal PoaShow, cedida com exclusividade para o TMDQA!

 

Noite de quinta-feira em Porto Alegre e, a exemplo do que aconteceu na semana anterior (no show da cantora baiana Pitty), os ingressos estão esgotados para um dos maiores nomes do chamado Rock Nacional: Humberto Gessinger, que fez história à frente dos Engenheiros do Hawaii e rodou o Brasil, mais recentemente, com o duo Pouca Vogal (ao lado de Duca Leindecker), volta a se apresentar em Porto Alegre com sua mais recente turnê,  “Insular”, que promove seu recente álbum solo de mesmo nome.

Alguns minutos após o horário anunciado pela produção, por volta das 23h05, sobem ao palco Rafael Bisonho (bateria) e Rodrigo Tavares (guitarra). Completando o trio, cantor, compositor e multi-instrumentista Humberto Gessinger assume o microfone para uma dobradinha de sucessos: “Até o Fim” e “Armas Químicas e Poemas”, que foram hits radiofônicos na época do acústico MTV Engenheiros do Hawaii, levantaram o público do Opinião.

Na sequência, “Uma Palavra” e “Bora”, primeiras canções do álbum Insular a figurar no repertório, mantiveram o clima da apresentação antes de uma excelente versão para “Ilex Paraguaiensis”, que, remodelada, alternou entre o smooth jazz e o rock pesado.

E foi assim, alternando clássicos dos Engenheiros com material de Insular que o trio seguiu a apresentação, seja através deste power trio conciso e de talentos individuais muito evidentes ou do set minimalista que contou com Bisonho no bumbo leguero, Tavares no violão e Humberto no acordeon ou nos teclados, executando versões mais suaves para “Somos Quem Podemos Ser ̃, “Piano Bar” e “Terra de Gigantes”, entre outras.

Após “3×4”, “Nuvem” e “Pra Ser Sincero”, o trio encerra a primeira parte da apresentação com a excelente combinação de “Dom Quixote”, que ganhou uma interessante introdução com um vocoder, e “Exército de Um Homem Só”.

O público, ávido por mais daquele que foi um show quase que impecável (não fosse por alguns pequenos erros de execução de Gessinger no baixo), conseguiu que a banda voltasse ao palco não uma, mas duas vezes: inicialmente para “Dançando no Campo Minado” e “Refrão de Bolero” e, em seguida, para “Toda Forma de Poder” e “Infinita Highway”, que encerrou a apresentação de quase duas horas no Opinião.

Com mais de trinta anos de carreira, Humberto Gessinger é um dos mais bem sucedidos exemplos de artistas que já viveram sob os holofotes da grande mídia e que hoje se mantém apenas através de sua consistente e fiel base de fãs. Independentemente do grau de exposição, lota apresentações Brasil afora e continua produzindo material de qualidade.

Apresentando sempre um repertório diferente a cada show em Porto Alegre, Humberto segue dando aos fãs o que eles mais esperam: boa música, bons show e excelentes noites para guardar na memória.

Que venha o próximo.

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