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Não é segredo para ninguém que o rock’n’roll e as drogas estão intimamente ligados desde muito tempo.

Se por um lado muitas das grandes composições e álbuns do estilo foram criados durante e/ou após viagens de seus integrantes com elas, por outro já perdemos diversos grandes nomes da música devido ao vício e ao abuso que levam as vidas de gente com muito talento que, infelizmente, exagera na dose e acaba nos deixando.

Recentemente tivemos mais um caso com a morte de Dave Brockie, vocalista do GWAR, e resolvemos compilar uma lista com as histórias de 10 roqueiros que morreram de overdose.

Veja na sequência.

 

Bradley Nowell

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Bradley Nowell era o carismático vocalista da banda de ska/reggae/punk Sublime, que explodiu nos anos 90 quando o estilo tornou-se popular através de nomes como No Doubt e Reel Big Fish.

Aos 28 anos de idade, Nowell foi encontrado pelo baterista Bud Gaugh ajoelhado ao lado de sua cama no Ocean View Motel, em San Francisco, no dia 25 de Maio de 1996, morto devido a uma overdose fatal de heroína.

Poucos meses depois o último disco de estúdio da banda, que já estava pronto, foi lançado com o nome de Sublime, substituindo o título original Killin’ It, por motivos óbvios.

Mesmo contra a vontade de executivos da gravadora do grupo, o álbum foi lançado, promovido, e acabou tornando-se um dos maiores sucessos do ano, produzindo mega hits como “What I Got”, “Santeria”, “Doin’ Time” e Wrong Way”.

O álbum vendeu 6 milhões de cópias até hoje e os clipes que divulgaram seus singles contam com imagens nostálgicas de Bradley bem como de seu inseparável cachorro de estimação, Lou, que participava até dos shows da banda, no palco.

Lou morreu em 2001.

LEIA TAMBÉM: O Sublime e um dos maiores discos póstumos de todos os tempos.

Jimi Hendrix

Antiga casa de Jimi Hendrix é transformada em museu

A morte de um dos maiores guitarristas da história dá muito pano pra manga, já que até hoje as pessoas discutem vários dos fatos que envolvem o dia em que o mundo perdeu Jimi Hendrix.

A única testemunha do que aconteceu foi Monika Danneman, então namorada do músico, que revelou como foram as suas últimas horas com Jimi em Londres.

De acordo com ela, no dia 17 de Setembro de 1970 ambos jantaram juntos e tomaram uma garrafa de vinho antes que ele fosse à casa de um amigo e voltasse para o flat da cantora por volta das 3 horas da manhã.

Após conversarem até aproximadamente as 7 horas, ambos foram dormir e, quando Monika acordou às 11 da manhã, encontrou Hendrix inconsciente, ainda respirando, e chamou então uma ambulância.

Hendrix foi levado ao Hospital St. Mary Abbot e morreu às 12:45 do dia 18 de Setembro de 1970.

Após exames para a investigação da morte de Hendrix, ficou concluído que o cara asfixiou-se com seu próprio vômito após ter consumido nove comprimidos de Vesparax, um remédio controlado utilizado para dormir e receitado para Monika. A dose era 18 vezes maior do que a recomendada pelo médico.

Após a sua morte várias teorias da conspiração surgiram, inclusive algumas alegando que ele teria sido morto pelo governo de países como os Estados Unidos, que o teria como uma ameaça.

Monika, que viu um dos maiores músicos da história morrer em sua frente, suicidou-se em um carro fechado cheio de gás carbônico aos 50 anos de idade, em 1996.

Zeke Zettner

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Zeke Zettner era roadie dos Stooges, e substituiu oficialmente o baixista Dave Alexander depois que o álbum Fun House, de 1970, foi lançado.

O cara, porém, durou pouco tempo na banda já que tinha sérios problemas com drogas e morreu devido a uma overdose de heroína em 10 de Novembro de 1973.

Em 1977 Iggy Pop lançou um disco solo chamado The Idiot e nele está a faixa “Dum Dum Boys”, cuja letra fala sobre diversos roqueiros que morreram por conta das drogas, abrindo com a pergunta “O que aconteceu com Zeke? Ele morreu de heroína, cara.”

Hillel Slovak

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Outro que deixou o mundo devido a uma overdose de heroína foi Hillel Slovak, guitarrista fundador do Red Hot Chili Peppers.

Junto com a banda o cara gravou os discos Freaky Styley e The Uplift Mofo Party Plan, de 1985 e 1987, antes de deixar o mundo em 1988, quando o vocalista da banda Anthony Kiedis disse que o vício (com o qual ele também sofria) havia tirado toda a força de vida do guitarrista.

Ambos fizeram um pacto para largar as drogas e focar no grupo, que excursionava como forma de divulgar o álbum de 87, e enquanto Kiedis sofreu menos com a abstinência, Slovak teve sérios problemas ao ficar sem utilizar a heroína, tendo inclusive surtado e sofrido com a sua habilidade em tocar guitarra, deixando a banda na mão.

O cara foi expulso do grupo e ganhou uma nova chance para finalizar a turnê europeia da banda.

Ao voltarem para os Estados Unidos, os membros do grupo não conseguiram contato com o guitarrista que se isolou do mundo e foi encontrado morto no seu apartamento em Hollywood no dia 27 de Junho de 1988. Segundo relatórios finais, ele havia morrido dois dias antes por uma overdose de heroína.

Após a morte de Hillel, o então baterista Jack Irons deixou a banda, já que não gostaria de fazer parte de algo que “matou seu amigo” e Anthony Kiedis lutou contra o vício, tendo então iniciado um longo período sem drogas.

Dee Dee Ramone

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Mais um músico influente, mais uma morte por heroína.

Dee Dee Ramone, membro fundador dos Ramones, também perdeu a luta contra seu vício e morreu após uma overdose de heroína em 2002, aos 50 anos de idade.

Muito influente e um dos pilares do Ramones, o cara não apenas foi baixista da banda como também compositor, escrevendo clássicos como “Rockaway Beach” e “Poison Heart”, além de continuar compondo para o grupo mesmo após a sua saída dele.

Após incursões no hip hop e trabalhos solo, Dee Dee foi encontrado morto no dia 05 de Junho de 2002 em seu apartamento em Hollywood pela esposa, Barbara, alguns dias antes de um show que faria na cidade de Ventura. O evento tornou-se então uma homenagem ao cara.

GG Allin

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GG Allin foi um dos músicos mais controversos da história do rock.

O cara entrou para a história devido, principalmente, às bizarrices que aconteciam em seus shows, onde ele se cortava até sangrar, batia em membros da plateia e, não raramente, defecava no palco para depois comer as fezes e/ou arremessar o “material” em direção ao público.

Além disso o cara defendia em suas letras e entrevistas atos como pedofilia e estupro, e tornou-se um ícone do bizarro e politicamente incorreto, adorado por alguns e odiados por tantos outros.

Em 27 de Junho de 1993, Allin fez o último show de sua vida em Nova York, e a apresentação no Gas Station durou pouco tempo, já que logo na segunda música a energia elétrica do local acabou e o músico resolveu detonar o lugar e fazer o de sempre: se cortar, se machucar, sangrar e defecar.

Nu e coberto em fezes e sangue, o cara atravessou a rua do local do show, vestiu uma bermuda e seguiu pela cidade em direção ao apartamento de um amigo, onde rolou uma festa regada a álcool e drogas. Lá ele utilizou heroína em excesso e morreu devido à overdose aos 36 anos de idade.

Além da morte, é claro, o que entrou para a história foi o funeral de Allin, cujo nome de batismo é ironicamente Jesus Christ Allin, já que a pedido da família o seu corpo não foi lavado e nem teve maquiagem aplicada. Dessa forma, o cara apareceu no seu caixão como sempre estava em seus shows, inclusive com o mau cheiro das fezes.

Amigos que foram ao funeral tiravam sarro do corpo, colocavam drogas em sua boca e o deixaram com uma garrafa de Jim Bean, como foi pedido pelo próprio.

Layne Staley

Mãe de Layne Staley

Layne Thomas Staley foi vocalista e membro fundador de um dos nomes mais importantes do chamado movimento grunge, o Alice In Chains.

Em 1996 o músico resolveu sair dos holofotes e uma de suas últimas aparições com a banda foi no MTV Unplugged gravado pelos caras, lançado em Julho daquele ano.

Depois que resolveu viver de forma reclusa, Staley foi visto pouquíssimas vezes e, quando avistado, assustava seus amigos e familiares, já que pesava pouco mais de 40 quilos e foi descrito por muitos como “um fantasma”, pois a sua pele estava extremamente branca.

Pouco mais de quatro meses antes da morte, Staley deu a sua última entrevista dizendo que sabia que estava próximo do fim e que havia usado heroína e crack durante anos. Além da pele e do peso, ele também já havia perdido boa parte de seus dentes e vários dos órgãos de seu corpo não funcionavam direito. O próprio admitiu que vomitava com frequência bem como defecava em suas calças.

Mark Lanegan, amigo próximo de Staley, disse que em seus últimos dias o vocalista não conversava com praticamente ninguém, mas que isso era normal.

Layne foi encontrado morto em sua casa em Seattle no dia 19 de Abril de 2002, cercado de drogas.

Mike Starr, ex baixista do Alice In Chains, foi o último a vê-lo com vida, pois seu aniversário era em 04 de Abril e ele conversou com o amigo naquele dia. Estima-se que Staley tenha morrido um dia depois, em 05 de Abril.

Starr revelou que durante o encontro ambos discutiram e ele deixou a casa do amigo gritando. Staley teria ligado para ele e pedido para que ele não o deixasse daquele jeito. Starr pensou em ligar para a polícia pois viu que a situação do amigo era das piores, mas o próprio Staley disse que se isso fosse feito, ele terminaria sua amizade com o baixista.

Apesar da própria família ter perdoado Starr por não ter ligado, já que entendia que a culpa era do próprio músico que entrou no mundo das drogas, o cara carregou esse peso pela vida toda. Em 2009 ele participou do reality show chamado Celebrity Rehab, focado em mostrar celebridades que estavam se recuperando do vício, e em 2011 morreu após overdose de remédios controlados.

Jeremy Michael Ward

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Jeremy Michael Ward teve a sua história ligada aos eternos parceiros Omar Rodriguez-Lopez e Cedric Bixler-Zavala, conhecido pelas bandas At The Drive-In, The Mars Volta, e mais recentemente, Antemasque.

Ward era técnico de som e operador de vocais para o TMV e também o De Facto, grupo de dub/reggae formado pelos músicos durante o final do ATDI e que lançou um EP e um disco de estúdio em uma espécie de período pré Mars Volta.

O cara teve grande participação no disco de estreia da banda, De-loused In The Comatorium (2003), tanto nas letras quanto em uma série de efeitos ouvidos durante as músicas, e era verdadeiramente um membro do grupo.

Cerca de um mês antes do lançamento do disco, Jeremy foi encontrado morto na sua casa em Los Angeles, no dia 25 de Maio de 2003, devido a mais uma vez, overdose de heroína.

O impacto de sua morte na vida de Cedric e Omar, bem como do Mars Volta, foi gigantesco. Os dois primeiros decidiram parar com as drogas e a banda lançou seu segundo disco, Frances The Mute, em 2005. O álbum foi inspirado em um diário encontrado por Ward.

Paul Gray

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Paul Gray foi um dos membros fundadores de uma das bandas de metal mais bem sucedidas dos últimos anos, o Slipknot.

Nascido em Los Angeles, o cara se mudou para o estado do Iowa quando era jovem e lá conheceu os amigos e futuros parceiros de banda com quem montaria o grupo de mascarados.

Prolífico e visto entre os colegas como um cara extremamente simpático, Gray não apenas gravou e excursionou com o Slipknot, como também participou de outros projetos como o Reggie And The Full Effect, com quem gravou o disco Last Stop: Crappy Town, de 2008, e chegou a excursionar por um curto período de tempo.

Em 24 de Maio de 2010 o músico foi encontrado morto em um quarto do TownePlace Suites Hotel de Urbandale, Iowa, e a causa oficial de sua morte foi definida como overdose de morfina e fentanil, um analgésico poderoso.

Recentemente, durante o julgamento do médico que receitava os remédios a Gray, a viúva do músico Brenna Gray disse que seus companheiros de banda não se importavam com o baixista:

Um deles estava jogando golfe a dois minutos da nossa casa mas disse que não poderia ir. Ninguém se importou, ninguém se envolveu. Eles disseram que era problema meu.

Mikey Welsh

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Essa história, além de trágica, tem um quê de assustadora.

Mikey Welsh foi o baixista do Weezer no disco homônimo de 2001, conhecido como “Green Album”, que trouxe hits como “Island In The Sun” e “Hash Pipe”, saindo do grupo pouco tempo depois.

Sendo músico de uma das maiores bandas de rock alternativo do planeta entre 1998 e 2001, o cara acabou saindo após a turnê de divulgação do álbum por motivos que depois foram explicados como problemas com drogas e mentais, chegando ao ponto de uma tentativa de suicídio com overdose que não deu certo.

Em Agosto de 2001 ele foi internado em um hospital psiquiátrico e a banda continuou em frente com Scott Shriner em seu lugar.

Pouco tempo depois ele se aposentou da carreira musical para se dedicar às artes e tudo parecia bem até que em 26 de Setembro de 2011 Welsh publicou duas mensagens obscuras em seu Twitter.

A primeira dizia que ele sonhou que morreria em uma semana em Chicago por causa de um ataque cardíaco enquanto dormia. Depois ele publicou outro tweet “corrigindo” a informação, dizendo que na verdade seriam ainda duas semanas.

 

De forma impressionante, cerca de duas semanas depois, em 08 de Outubro, o músico foi encontrado morto em um hotel de Chicago após uma overdose de remédios controlados e, possivelmente, heroína (o relatório da Polícia não foi conclusivo) provocar em Welsh nada mais, nada menos, do que um ataque cardíaco.

Ao que tudo indica, 10 anos depois da primeira tentativa ele conseguiu se suicidar utilizando drogas, fazendo uso do Twitter para publicar seus planos dias antes.