pixies-lollapalooza-brasil

Por Tony Aiex, Rakky Curvelo e William Galvão

Foto por I Hate Flash / Lollapalooza Brasil

Há uma semana nós estávamos todos vivendo a expectativa de mais uma edição de Lollapalooza Brasil.

A terceira vez do evento no país e primeira no Autódromo de Interlagos tinha em seu line-up bandas como Arcade Fire, Cage The Elephant, Lorde, Nine Inch Nails, Soundgarden, Selvagens À Procura de Lei e tantos outros.

Além disso, tinha também uma nova casa, uma nova produtora, novos patrocinadores e vários pontos de interrogação que só seriam respondidos, é claro, após a realização do evento.

O TMDQA! esteve por lá, trouxe cobertura no site e em suas mídias sociais, e agora relembra um pouco do que rolou e opina a respeito do saldo final, bastante positivo e que aponta para um futuro em que o Autódromo de Interlagos deve se tornar nova casa para eventos musicais no país.

Veja na sequência!

 

Shows

O line-up do Lollapalooza Brasil 2014 se equivale aos vistos na gringa. Prova disso é que o Coachella desse ano tem muitas atrações que acabaram de passar por aqui, como Arcade Fire, Pixies, Julian Casablancas, Capital Cities, Ellie Goulding, AFI, Lorde, Cage The Elephant e Krewella.

Com exceção de Julian Casablancas, que decepcionou, os nomes consagrados deram mais do que conta do recado, fizeram grandes shows e o festival ainda teve espaço para gratas surpresas que ganharam novos fãs com seus shows como o Capital Cities, Cage The Elephant, Selvagens À Procura de Lei e Apanhador Só.

Sucesso!

 

Alimentação

Em todo aquele espaço e com aquela quantidade de atrações, fome é que não ia faltar. Tanto o “Chef’s Stage” quanto as barraquinhas de comida “normal” espalhadas pelo evento deram conta do recado, apesar do primeiro estar subdimensionado para o primeiro dia.

No final do dia no sábado, algumas barracas encerraram suas atividades mais cedo porque havia acabado o estoque, mas o problema foi resolvido no domingo, sem transtornos. Tudo que provamos estava muito bom e os preços estavam justos. O prato mais caro que vimos custava R$ 21 e era um strogonoff com batatinhas e arroz.

Aprovado!

 

Bebidas

As barracas de bebidas sempre contavam com gente para a identificação dos maiores de 18. Quem fosse menor e tentasse ser “esperto” precisava de um documento de comprovação da idade, mas todo o processo era rápido, e não houve grandes filas.

 

Caixas

Diversos, espalhados por todos os cantos do autódromo, com filas pré-organizadas, aceitando cartão e dinheiro. Houve momentos em que a falha das maquininhas fez algumas filas grandes se formarem, mas os funcionários eram rápidos em direcionar os pedidos e arrumar a fila para tudo ser “rápido e indolor”. Aprovado!

 

Intervenções

As marcas patrocinadoras do evento souberam muito bem mesclar a divulgação dos seus nomes com ações que deixaram o público contente.

Só a Skol, por exemplo, promoveu pista de patinação, loja de discos, estúdio para a criação de pôsteres na hora com a letra de música favorita da pessoa e um bar onde era possível tomar uma cerveja lançada exclusivamente no festival e ainda jogar video game e pinball.

Os Correios com seus postais e “refrescadores” fizeram a alegria de muita gente no calor do asfalto e definitivamente foi cumprido o objetivo de mesclar ações publicitárias com resultados realmente úteis.

 

Público

Vimos poucos problemas acontecerem no público e não vimos brigas, confusões ou qualquer coisa do tipo. Houve um momento de tensão na saída do show da Lorde do Palco Interlagos para o Palco Skol, com a chegada dos fãs da Nação Zumbi e o espaço de locomoção entre os palcos, que era bem pequeno, o que causou um tumulto. No domingo, o bar que ficava no meio deste “corredor” foi removido.

Ponto para a organização!

 

Distância entre os palcos

Muito satisfatória no quesito “interferência sonora”, satisfatória em “acústica”, insatisfatório no quesito “quero ver esse show até o fim e em cinco minutos estar no outro palco para ver aquele show”.

Era humanamente impossível se locomover do palco Ônix até o palco Skol sem gastar ao menos uns 20 minutos de caminhada (sem trânsito, o que às 19hs, horário em que o fluxo de pessoas aumenta com a chegada dos grandes shows, é impossível). Muita gente reclamou que o palco Ônix estava com o som ruim por ficar no meio de um “vale” o que ajudava a visibilidade mas dificultava a locomoção das pessoas sem fazer um pequeno “ski-bunda”.

 

Skol Records (Loja de Discos)

Vários títulos de bandas que tocaram no festival e também de artistas que não se apresentaram por lá. Preços acessíveis e possibilidade de reservar para retirar na loja depois, para quem era de São Paulo.

Na loja rolou a discotecagem de alguns bons DJs que animaram o público de lá enquanto ele escolhia seus novos álbuns.

 

Entrada

A entrada do primeiro dia foi um tanto quanto tumultuada. Longas filas se formaram próximo às entradas tanto para o público comum quanto para o pessoal de imprensa e serviço. No segundo dia ficou mais fácil entrar, mas esse é um ponto a ser melhorado para 2015, já que pessoas perderam shows que começavam cedo por causa disso.

 

Transporte

Na saída do primeiro dia várias pessoas tiveram que esperar por até uma hora para conseguir embarcar em um trem e aqueles que não chegaram até a uma da manhã, ficaram sem transporte.

No Domingo, com shows acabando mais cedo, menos público “em geral” e algumas ações, a saída foi bem mais tranquila.

 

Saldo

Extremamente positivo.

Praticamente todas as pessoas que ouvimos apontaram a distância entre os palcos como o único problema do evento, mas elogiaram bastante todo o resto e por mais de uma vez ouvimos gente dizendo que pela primeira vez, o Brasil teve um festival com nível e clima gringo.

Definitivamente a melhor experiência de todas as edições do Lollapalooza Brasil.