Baleia. Foto: Carolina Vianna/Divulgação

Meus conterrâneos, a banda Baleia surpreendeu o público em 2010, com um cover fenomenal de “What Goes Around… Comes Around” e com um belo single (“Killing Cupids”). Hoje, mais maduros e com uma formação diferente, eles querem deixar você boquiaberto novamente.

Afinal, foi assim que fiquei ao ouvir “Sangue do Paraguai”,  seu novo single, que será lançado amanhã na página da banda no Facebook. A música, que serve de primeira amostra da sonoridade do seu primeiro disco, é puxada por uma orquestração forte e épica, guiada por violinos, que contrastam com uma levada melancólica dos vocais. Bem produzida e arranjada, é uma daquelas músicas que você tem que levar para passear, já que ela quase pede para ser ouvida andando por aí.

Confira abaixo um teaser do clipe da canção e uma entrevista que fiz com a banda, que comenta sobre como mudanças de integrantes pode mudar a sonoridade de um grupo e sobre o processo de buscar uma sonoridade mais original no meio de várias influências.

TMDQA –  Bandas costumam sentir muito mudanças de vocalistas, mas ao ouvir “Sangue do Paraguai” dá pra sentir uma evolução grande no som de vocês. Qual foi o segredo para manter a banda num foco criativo?

David – Desde meados de 2011, enquanto o repertório dos shows ainda era majoritariamente jazzístico, nós já estávamos trabalhando em músicas que estarão no nosso disco de estreia. A saída da Maria Luiza do grupo, que ocorreu já nesse movimento de mudança, não interferiu tanto no rumo que tomamos.

Sofia – O foco criativo, pra gente, talvez tenha mais a ver com estar sempre tentando sair da zona de conforto. E sempre tentando se envolver ao máximo com todas as questões e dimensões que envolvem o trabalho, seja a parte sonora, a parte de arte gráfica, fotos etc.

TMDQA -Vocês estão trabalhando em novas músicas desde 2011. Como é o processo criativo de vocês?

Sofia – Então, o processo é caótico. Todo mundo bota a mão no trabalho do outro. Às vezes demora muito pra fechar uma ideia, às vezes é bem rápido.

Felipe – Nunca é rápido…

Gabriel – Eu escuto as músicas do nosso disco e eu não tenho a menor ideia de como chegamos àquele resultado – eu não lembro quem fez o quê.

Cairê – Uma pessoa geralmente traz uma proposta bem crua e o arranjo vai se formando durante os ensaios. Às vezes a gente cria uma música inteira, desconstrói e refaz tudo de novo. A gente investe muito nos arranjos.

João – Principalmente nas versões de estúdio. Em “Sangue do Paraguai”, por exemplo, decidimos colocar toda a orquestração que a gente queria, em outras músicas a gente colocou duas baterias. O desafio agora é o processo criativo de transformá-las para os shows ao vivo!

Felipe – O que dá uma dor de cabeça…

sanguedoparaguai_inteira

TMDQA – A banda apareceu com um cover fenomenal. O que mexe no som de vocês ao trabalhar com canções de outros artistas? As influências da banda mudaram agora que o som está menos jazzístico?

Gabriel – As influências são as mesmas, na verdade. O que existia, inicialmente, era uma proposta consciente de abordar canções de jazz e músicas que achávamos legais dessa forma específica.

Felipe – Criamos um gosto em transformar radicalmente as músicas dos outros. Passamos a aplicar esse pensamento nas nossas próprias composições sempre que um arranjo parecia imediato ou previsível.

David – Sair daquela zona de conforto mesmo. É sempre bem trabalhoso, mas a gente chega a um lugar que nos parece mais genuíno.

TMDQA – O que podemos esperar da Baleia para 2013/2014?

Cairê – Vamos lançar a música e o clipe de “Sangue do Paraguai” amanhã, 09/07 às 11h na página do Facebook da banda. É uma música que fizemos após a gravação do disco e que achamos que seria um ótimo single para apresentar esse novo momento da banda.

João – E o nosso primeiro álbum sai agora no meio do ano e logo depois do lançamento do disco, vamos começar a fazer shows novamente.

TMDQA – E o principal: vocês tem mais discos que amigos?

Gabriel – Definitivamente, temos mais discos que amigos.

David – Mas são bons amigos!

     
 
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