surfer-blood - creditos- ian-witlen-1

Pela primeira vez no brasil e com shows no Rio e em São Paulo, o Surfer Blood trocou uma idéia com o TMDQA sobre novo disco, sobre trabalhar com uma major e sobre discos e amigos.

Confira nosso papo com o guitarista Thomas Fekete.

TMDQA!: Quais são as suas expectativas para os shows no Brasil?

Essa é uma daquelas viagens que nenhum de nós tem certeza do que esperar, a única coisa que sabemos é que estamos empolgados para visitar um continente novo e algumas das maiores cidades do mundo.  Pelo que já descobri, estou interessado em conhecer a comida e a vida noturna além dos shows.

TMDQA!: O novo álbum está pronto? O que nós podemos esperar dele?

Passamos 2012 escrevendo e gravando o álbum. Não posso falar o nome ainda, mas aviso que terminamos de gravar no  outono (nota: no caso, a nossa primavera)  e sai em junho.  O disco tá soando de um modo fantástico  e mostra como nós crescemos como compositores desde o primeiro disco (nota: Astro Coast, de 2010), anos atrás. Gravamos num estúdio grande em Los Angeles, e isso está aparecendo nas canções, mas elas não estão com aquele aspecto muito polido. Continua soando sujo e um pouco cru como faz parte da nossa personalidade, mesmo com canções mais claras e concisas.

Surfer Blood

TMDQA!: Como foi a transição entre ser uma banda que grava seus sons em casa para ser um artista numa major?

Apesar de demorar um pouco pra gente se acostumar, estar na Warner tem sido uma experiência muito positiva.  Eles deram as condições para fazermos o disco que queríamos fazer com o produtor certo e no estúdio certo. Eles estavam realmente apoiando e acompanharam o processo com atenção desde as composições, o que é bem mais do que eu esperaria. Ao mesmo tempo, eles são uma grande companhia com muitos funcionários e isso é um tanto assustador às vezes.

TMDQA!: E sobre a produção. Como vocês chegaram no nome de Gil Norton e como foi trabalhar com ele, para a banda?

Tenho certeza que fizemos a escolha certa ao escolher o Gil. Ele é experiente, confiável e divertido de se trabalhar com. Ele é mais velho que a gente e fez uma variedade enorme de discos, foi uma escolha perfeita para uma banda que iria entrar num estúdio de verdade pela primeira vez. Ele é empolgado e parte para o trabalho desde o comecinho. E a gente ama discos que ele produziu com o Pixies, Foo Fighters e Echo and the Bunnymen. Foi uma escolha perfeita.

TMDQA!: Vão rolar músicas novas nesses shows no Brasil?

Sim! Vamos tocar 4 músicas do novo disco além das do “Astro Coast” e do “Tarot Classics”. Estamos ansiosos para saber o que os fãs vão achar.

TMDQA!: Nosso site se chama “Tenho Mais Discos Que Amigos”. Então, vocês tem mais discos que amigos?

O que seria um bom amigo? E o que seria um bom disco? Deixo todos meus discos no iPhone, onde guardo meus amigos também.

 
Compartilhar