Howard H. Scott, desenvolvedor do disco de vinil, morreu aos 92 anos de idade
 

Howard H. Scott, desenvolvedor do disco de vinil, morreu aos 92 anos de idade
(Howard H. Scott, direita, ao lado do compositor Aaron Copland em foto de 1974.)

Howard H. Scott faleceu aos 92 anos de idade no dia 22 de Setembro em Reading, na Pensilvânia. Scott fez parte da equipe da Columbia Records que desenvolveu o LP de 33 1/3 rpm no final da década de 1940. Andrea K. Scott, filha de Howard, divulgou que a causa da sua morte foi um câncer.

Scott participou de um projeto secreto da Columbia: criar um substituto para o disco de 78 rpm, que só recebia 4 minutos de música em cada um dos lados. O projeto começou em 1940 e já estava praticamente concluído, mas os engenheiros precisavam de alguém com conhecimento musical, alguém que soubesse ler partituras de orquestra para transferir as gravações dos antigos para os novos discos. Howard foi essa pessoa.

Howard se formou em música pela Eastman School of Music e havia começado a estudar piano quando foi para o exército. Quando ele voltou do serviço militar, a Columbia o contratou.

Na gravadora, Scott trabalhou em centenas de gravações das principais orquestras dos Estados Unidos, além de fazer a transferência do áudio de diversos discos de 78 rpm para os novos.

Em 1961, ele deixou a Columbia e passou pela MGM Records, RCA Red Seal, além de trabalhar diretamente com algumas orquestras. Após isso, Howard foi trabalhar na Sony como produtor e, mais uma vez, trabalhou na transferência de áudio de discos de vinil para o novo formato da época, o CD. Lá, ele ficou até 1993, quando se aposentou. Como produtor, Howard ganhou em 1966 um prêmio no Grammy com o álbum Charles Ives’s Symphony No. 1, executado pela Orquestra Sinfônica de Chicago.

“Eles viveram de 1948 até 1978, quando CD surgiu. Agora, eles estão voltando. Pequenas empresas está lançando. Eu continuo sendo um fã do LP”, disse Scott em uma entrevista ao The New York Times em 1998, ano de comemoração dos 50 anos de existência do LP.

Fonte: The New York Times