Recém-lançado, o disco homônimo dessa nova cantora traz muitos covers. Além de uma escolha estética, Birdy fez a escolha para melhor trabalhar no seu estilo, amadurecendo ele, e ter um pouco de tempo a mais. Aí você me pergunta: para trabalhar nas próprias canções? Também. Mas Birdy precisa de tempo para terminar o ensino médio.

Hoje aos 16 anos, Jasmine Van den Bogaerde (que desde muito nova tem o apelido de Birdy) começou a tocar piano e cantar muito cedo e desde 2008 chamava a atenção do público com sua voz forte e suas interpretações emocionadas. Sim, ela tinha 12 anos em 2008.

Mas a vida de Birdy começou a mudar quando ela gravou uma demo para uma sua versão de “Skinny Love” do Bon Iver que acabou em execução na Radio One, da BBC. A versão levou a menina e seu primeiro single ao Top 20.

O sucesso com uma música que era para ser uma demo aponta um fato interessante quando se ouve o disco de estreia dela: você está em meio de um processo íntimo, uma artista amadurecendo, recriando para se criar. Ao ouvir as suas versões, é como se você estivesse na casa de uma amiga a observando brincar com seu instrumento, tocando músicas que gosta, do seu jeito, para criar as suas próprias.

No meio de tantas versões boas de bandas como The xx (“Shelter”), Phoenix (“1901”),  The National (“Terrible Love”) e a citada do Bon Iver, vale a pena prestar a atenção em canções autorais, como “Without a Word”.

A evolução da moça já pode ser sentida na faixa que gravou com o Mumford and Sons para o filme Valente que você pode ouvir aqui.

Para ouvir o disco da Birdy, clique aqui.