Chegou!

Ouça o novo single da Majur!

Estou voltando de férias e finalmente colocando as coisas em ordem. Uma delas é tirar e editar fotos de vários discos que eu tenho adquirido pra colocar aqui na seção Chegou!.
Hoje tem a coletânea da Fat Wreck Chords, a Wrecktrospective, um EP raro do NOFX e o último disco do excelente Lawrence Arms.
Espero que gostem das fotos, e cliquem nelas para ampliá-las!

Wrecktrospective

“Wrecktrospective” é a coletânea/retrospectiva da Fat Wreck Chords, gravadora capitaneada por Fat Mike do NOFX e que em seus vinte anos de existência lançou muita, mas muita música boa.
A coletânea vem com 3 CDs. O primeiro é o “Fattest Hits”, uma espécie de “Greatest Hits” com as bandas e as músicas que foram lançadas pela gravadora e mais fizeram sucesso.
O segundo só tem Demos (não à toa ele é chamado “Demos”) e versões raras de bandas do catálogo dos caras. Destaque pra versão demo de “It’s My Job To Keep Punk Rock Elite” do NOFX que mostra um Fat Mike mais desafinado do que nunca. Digamos que é.. interessante!
Por último, o terceiro CD, que contém o “Fat Club” todinho. O Fat Club foi uma iniciativa da gravadora que lançou um programa de assinaturas, e todos que pagassem uma taxa e aderissem ao clube, receberiam um EP de 7″ por mês durante um ano. Foram discos de NOFX, MxPx, Lawrence Arms, Vandals, Randy, e mais.
Esses EPs estão esgotados e fora de catálogo há um bom tempo, e pela primeira vez ganham a luz do dia em CD.

A arte é um show à parte. Vários desenhos bacanas e pôsters de shows que me fizeram chorar, como a performance de divulgação do Rock Against Bush que contava “só” com NOFX, Alkaline Trio, Lawrence Arms, Dillinger Four e Against Me!. Se UMA banda dessas vem ao Brasil eu já surto, imagina todas na mesma noite.

Outra coisa que me chamou a atenção foi o Fat Mike contando a história da gravadora e como a partir de 2005, quando baixar MP3 de graça tornou-se algo corriqueiro ele teve que demitir gente, parar de contratar bandas e reduzir todo e qualquer tipo de custo para não ficar no prejuízo. É a primeira vez que eu vejo uma declaração honesta e não-chorona sobre o assunto, e confesso que gostei bastante, além de ter ficado pensando sobre a indústria da música.

Por último, um pôster duplo, de um lado com as capas de todos os lançamentos da FAT até hoje, desde o EP “The P.M.R.C. Can Suck On This” do NOFX até a própria Wrecktrospective e de outro lado depoimentos de membros de algumas bandas que passaram pela FAT como o Lagwagon, Strung Out, MxPx, Less Than Jake, Rise Against e Screeching Weasel sobre como foi estabelecido o contato entre banda e gravadora e como seus discos foram lançados.

É tudo muito bacana, e resume muito bem uma grande parcela da história do punk rock/independente nos últimos anos. Vale a pena! Tudo que eu falei aí em cima pode ser visto nas fotos, é só clicar e ampliar.


Don’t Call Me White

Esse EP do NOFX foi lançado em 1994 e desde então quando suas cópias acabaram ele nunca mais foi relançado e está fora de catálogo. Nem preciso dizer que foi um trabalho árduo consegui-lo, mas ele tá aqui!
Os quase 16 anos de idade ficam claros em alguns lugares como o selo no meio do vinil que deveria ser branco e já está amarelado, mas isso é normal. A capa é sensacional, combina demais com o nome da música, que é um dos hinos do NOFX.
O lado negativo fica pelo lado B, que não é inédito, mas sim uma música que saiu no “Punk in Drublic”, a inteligente “Punk Guy”.


Oh! Calcutta!

Se esse disco tivesse saído em 2009, ele seria disparado o melhor do ano pra mim. Mas ele saiu em 2007 e eu só conheci agora, então pra reparar o erro tive que conseguir rapidinho uma versão lindona dele em vinil.
Esse é um daqueles exemplos que, na minha opinião, deixa bem claro a preferência por discos de vinil.

A capa é linda, uma releitura da bandeira de Chicago com o logotipo do Lawrence Arms, e é quase obrigatório pendurá-la na parede. Além disso, todo o resto da arte segue a mesma linha e conta com ilustrações belíssimas e fotos muito legais do trio formado por Chris, Brendan e Neil.
Por último, aonde mais você poderia ter um encarte gigantesco, que na verdade é um poster, com fotos, todas as letras, agradecimentos e notinhas a mais? Só em uma caixa de disco de vinil.

Se você ainda não conhece, vá atrás, porque o “Oh! Calcutta!” é um dos melhores discos independentes dos últimos 5 anos, fácil.