Size Matters?

Essa coluna foi originalmente postada no portal Bubblegum Attack.

 
 
 
 

Pois bem, amigos.

Sou Tony Aiex e venho com mais uma edição da coluna “I Have More Records Than Friends” aqui no Bubblegum Attack.

Nessa edição vou falar um pouco daquelas que considero as mais preciosas “relíquias” de qualquer colecionador de discos: os 7″ (ou 7-inch, ou 7 polegadas, enfim).

Geralmente coloridos, geralmente com capas irreverentes, geralmente com músicas e/ou versões inéditas, os disquinhos de 7 polegadas são imprescindíveis pra quem é colecionador de discos e que é fã assíduo de qualquer banda.

Pra quem não sabe, o termo b-side, hoje utilizado para caracterizar qualquer música que não esteja em um disco oficial da banda (um full length) começou com os 7 inches.

Na verdade, antigamente as gravadoras escolhiam uma música para usar de single e a maneira de divulgá-la era prensar um disquinho de 7″ com o single no lado A, e uma música inédita no lado B. Ou seja, no B-Side.

Um exemplo clássico e espetacular é o single de “Tommy Gun” do The Clash, cujo b-side é “1-2 Crush On You”. Música cantada por Mick Jones que não esteve em nenhum disco do Clash. Um verdadeiro B-SIDE, literalmente.

The Clash - Tommy Gun

The Clash - Tommy Gun

Em tempos mais recentes, uma das iniciativas mais legais no meio das gravadoras de vinil é a série “Under the Influence“, da Suburban Home.

A idéia da série é lançar um 7″ com 2 bandas, cada uma tocando uma música de uma banda que a influenciou fortemente. Além de serem bandas legais tocando músicas de bandas tão legais quanto, o que impressiona é a arte dos disquinhos, que fica a cargo de Mitch Clem, nada mais nada menos do que o criador dos quadrinhos “Nothing Nice To Say“, o mais famoso e mais contraditório autor de quadrinhos sobre a cena punk rock mundial.

O cara tem MUITO talento, e as capas são um show à parte.

Para essa coluna, falarei do volume que na minha opinião, tem a capa mais legal e a cover mais legal.

O volume 4 da série “Under The Influence” é:

  • Lado A: Teenage Bottlerocket – Having A Blast (Green Day)
  • Lado B: The Ergs! – Blockhead (Devo)

Teenage Bottlerocket / Ergs - Split

A cover do Teenage Bottlerocket não trás nenhum arranjo especial, nenhuma invenção, nada que caracterize uma VERSÃO. É sim, apenas uma COVER, mas de uma das melhores músicas da carreira do Green Day, de um dos melhores discos da história do punk rock. “Having A Blast” é excelente, e na cover do Teenage Bottlerocket ficou muito boa.

Melhor ainda ficou a capa do disco, uma repaginada à histórica capa de “Dookie”, disco de onde “Having A Blast” foi extraída. Mitch Clem mandou bem demais, e a capa ficou MUITO parecida, mas com detalhes únicos que fazem dela especial. O leitor mais desatento pode nem perceber que se trata de uma versão diferente da capa do Dookie.

O lado do Ergs! Conta com uma cover do Devo, que pessoalmente não me chamou a atenção, e que ficou ofuscada pela capa do lado do ergs, outro desenho FODA do Mitch Clem trazendo os Ergs! Com chapeuzinho característico a la Devo.

O vinil saiu em cores azul “sky blue” (em menor quantidade) e verde com preto.

O legal é que vale a pena pra quem é fã de Teenage, de Ergs!, de Green Day e de Devo. Eu mesmo adquiri o meu por ser fã do trio verde e achar a capa sensacional.

Já que o assunto é a banda do Sr. Billie Joe Armstrong, vou falar de uma de suas bandas paralelas, o Pinhead Gunpowder.

Como eu havia falado na coluna anterior, a Recess Records lançou o 7″ “West Side Highway”, com 3 músicas inéditas do Pinhead Gunpowder, sendo que a segunda, “Anniversary Song” poderia facilmente ser uma faixa de qualquer um dos discos do Green Day dos anos 90. Quem assina a composição da faixa é “Wilhelm Fink”, um dos alter-ego de Billie Joe.

Pinhead Gunpowder

O disquinho vem em vinil vermelho/cor-de-rosa, e com um mini-encarte com as letras das 3 faixas.

Continuando na linha bandas-paralelas-de-billie-joe, o Foxboro Hottubs também lançou um 7″, antes do lançamento oficial de seu primeiro full length. O lado A trás a excelente “Mother Mary”, pra mim a melhor da banda, e o lado B vem com a fraca “She’s A Saint Not A Celebrity”, que além de não ser inédita/rara (está no disco Stop, Drop And Roll!!!), é uma das músicas mais chatas do disco. Vale a pena apenas pra fãs de Green Day e/ou colecionadores.

Foxboro Hottubs

E já que a conversa tomou esse rumo, vou fechar com o próximo lançamento do Green Day e sua edição especial.

Green Day - 21st Century Breakdown

“21st Century Breakdown” terá uma tiragem de 3.000 cópias de uma edição especial que virá com:

  • Álbum completo em CD
  • 3 discos de 10″, cada um contendo os 3 “atos” em que o disco é dividido
  • Embalagem-livro de 60 páginas com arte exclusiva feita especialmente para essa versão do disco

Quem quiser ter essa versão exclusivíssima em casa terá que desenbolsar a bagatela de $89,99 (sim, dólares) + frete (que pelo peso de um livro de 60 páginas + 3 discos de vinil, não ficará por menos de 30 doletas).

Repito, são 3.000 cópias, que teoricamente nunca mais serão prensadas.

Por hoje é só pessoal. Fico por aqui.

Um abraço e até a próxima coluna!!

P.S.: Na coluna passada falei um pouco do Rancid e nessa falei do Green Day. Na próxima eu falo um pouco da outra banda que lançará disco novo esse ano e que na minha opinião forma, junto com as 2 acima mencionadas, a “tríplice coroa” do punk rock “class of 1994”. Alguém chuta quem é? Se acertar ganha um chiclete. ;)

 
 
 
 
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